Marca SóBahêa

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Até quando vamos expor nossos atletas a estes pastos?

No post "Triste futebol baiano" (http://www.sobahea.net/2017/02/triste-futebol-baiano.html) comentei rapidamente que a Copa do Nordeste caminha a passos largos para se tornar um baianão de maiores proporções. O jogo de ontem não deixou dúvida disto, adversário sem nenhuma expressão, com todo respeito aos profissionais e a curta história de vida do Altos/PI, e um gramado que mais parece um pasto. Entendo ser uma falta de respeito colocar um profissional para trabalhar naquelas condições, independentemente de ganhar 2 salários mínimos por mês ou de 200 ou mais, como é o caso de alguns atletas do tricolor. A pergunta que fica é até quando vamos expor nossos atletas a estes pastos? Será que vai ser necessário acabar a carreira de um atleta para proibirem jogos nestas condições? Enfim, entendo que os grandes do NE precisam se unir e se recusar a jogar nestes pastos, só assim as federações da Região tomaram atitude, enquanto figirmos que está tudo bem, nada farão para melhorar os campos e estádios. 

Sinceramente, não vejo como cobrar de um jogador uma atuação decente num "gramado" com aquele nível de irregularidade, por isto me abstenho até de comentar o jogo de uma forma mais profunda. Resumidamente, entendo que o Bahia fez uma boa partida, pecando apenas no último passe na maioria das jogadas, mesmo assim, o goleiro deles foi o melhor em campo com algumas defesas de reflexo e outras de pura elasticidade como aquela no chute de Zé Rafael no segundo tempo.



Da mesma forma que o 6x0 no genérico de Feira foi um resultado enganador, pois passou a impressão de um time pronto, quando ainda estamos apenas no começo da jornada. Ontem, o resultado pode passar a impressão de um time que mais uma vez se acanhou fora de casa, mas não foi o que aconteceu, o Bahia se postou bem em campo e sufocou o adversário na maioria das jogadas com 7-8 jogadores no campo de ataque. As primeiras imagens mostram a postura defensiva tricolor, na primeira vemos o que foi rotina no jogo, 2 atletas cercando a bola, enquanto 4-5 estão próximos para fechar os espaços do adversário.


Na segunda, a estrutura defensiva tricolor no 4-2-3-1 fica bastante evidente, chamando atenção que as linhas estão próximas entre si, tirando o espaço do adversário. Chama atenção que Guto vem preferindo escalar dois volantes mais fortes na marcação no time considerado principal, assim Renê Júnior e Édson estão ganhando a disputa para Matheus Sales e Juninho.



Mesmo com o time se recompondo, fica clara a postura defensiva no 4-2-3-1.


Na parte ofensiva, em especial no primeiro tempo, em vários momentos o Bahia chegou com 7-8 jogadores com os dois laterais e volantes subindo ao mesmo tempo. Só achei o time capenga, a maioria esmagadora das jogadas foi iniciada pela direita, poucas vezes subimos de forma organizada pela esquerda. Na imagem abaixo, claramente vemos que o Bahia fez uma blitz com 8 jogadores no campo adversário.


Com o nível de adversário que estamos enfrentando, acho correta esta postura do time, mas acho temerário com adversários mais qualificados, pois estamos totalmente expostos ao contrataque. Na imagem abaixo, fica claro que Eduardo e Armero deram mole na marcação do centroavante deles no segundo tempo, dando espaço para a arrancada, só restando a Eduardo matar a jogada, sendo corretamente expulso. É o risco que se corre ao subir com oito atletas ao mesmo tempo para o ataque.


Por outro lado, o Bahia também soube explorar bem o contrataque. Isto ficou evidente nos dois lances ilustrados abaixo, no primeiro após uma boa troca de passe em velocidade, Cajá (entrou muito bem ontem, fez o que se espera um meia de criação) tocou para Diego Rosa que bateu de primeiro por cima. Destaco que Hernane e Zé Rafael estão próximos do lanche dando opções de jogada.


No segundo lance, Cajá fez excelente lançamento para Diego Rosa que ajeitou para ZR bater de primeira, mas o goleiro deles fez uma excelente defesa, evitando um gol certo para o Bahia. Da mesma forma que no lance anterior, dois jogadores aparecem como opção de jogada.


Enfim, foi um 0x0 com gosto de derrota, mas ao mesmo tempo, fiquei satisfeito com o que vi, pois defensivamente o esquema começa a se encaixar e o time começa a mostrar velocidade e organização nos contrataques, dois fundamentos que serão fundamentais na Série A quando seremos pressionados e precisaremos da jogada rápida para sair do sufoco.

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