Marca SóBahêa

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quarta-feira, 8 de março de 2017

A luz amarela acendeu

As universidades americanas costumam dar nota aos alunos pelo uso de letras, sendo a A a maior nota e a E e F as menores. A mesma lógica é utilizada pelas agências de risco que classificam os países em relação ao risco de investimento, recentemente o Brasil perdeu seu conceito A e vai penar um tempo para conseguir novamente. Nas duas situações ilustrada ser A é para um grupo de elite que chegou ali porque fez as lições de casa e executou as tarefas como se esperava, além é claro de ter talento e habilidades especiais que lhe fazem diferentes e capazes de pertencer à tropa de elite. O mesmo raciocínio pode e deve ser feito ao futebol, ou seja quem é Série A é "teoricamente" superior aos times das séries inferiores.


Pois bem, nosso Bahia vinha de dez jogos invictos contra alunos nota C, D, E e F, a turma do fundão, aquela que pouco se espera e que não rende nada mesmo. O nosso adversário mais qualificado foi o Fortaleza que há anos vem penando e batendo na porta da B, mas sem obter nota suficiente para adentrar no segundo escalão. De uma forma geral, mostramos que somos mais capazes, é certo que andamos nos atrapalhando com alguns times da D, mas sempre teve o vento, o gramado, o juiz, a iluminação, etc, etc, etc para justificar nossos engasgos, mas íamos levando a vida.

Hoje, tinha um embate com um estudante classe B, a expectativa era grande, afinal de contas valia vaga na 3ª fase da Copa do Brasil, e começamos mostrando quem manda, logo a 2 minutos, Zé Rafael chegou bem e colocou a bola raspando a trave. Antes dos 10, recebemos o troco em um contrataque, depois disto, entendo que o Bahia se impôs e dominou o primeiro tempo, não chegamos a sufocar ou ter várias chances, mas controlamos o jogo e chegamos mais e com mais perigo do que o adversário. No intervalo, eu pensei com meus botões "era para ter matado o jogo na primeira etapa".

Começa o segundo tempo, e o aluno da classe inferior chegou numa cobrança de escanteio, Lucas Fonseca vacilou, e Jean tomou seu primeiro gol no ano. O Bahia não demonstrou muita capacidade de reação, chegamos uma única vez numa excelente jogada de Régis, mal concluída por ZR. Aí nosso professor resolveu sacanear de vez com nossa cara, tirou Régis para por Cajá, até que tentou, mas nada fez. Até agora, mais de uma hora após o final do jogo ainda não entendi esta substituição, Régis era sem dúvida o cara mais lúcido do nosso meio, o único que se mostrava capaz de criar uma jogada para furar a defesa paranaense, peço encarecidamente a quem entendeu o que Guto fez que comente este post.

Não contente com a saída de Régis, Guto tirou ZR, para por Maikon Leite totalmente fora de ritmo. Por fim, tirou Renê Júnior e pôs Gustavo, sem dúvida nosso jogador menos habilidoso, mas pasmem, acabou sendo o responsável por sair da área para fazer o papel de pivô, não entendi também. Pensei que o Bahia iria explorar a bola alta para o gigante, mas não me lembro de nenhuma bola cruzada. No final da partida, como resultado das presepadas do nosso mestre, tomamos o segundo gol e tivemos o caixão selado.

Como já disse aqui, acho excelente a ideia do rodízio, até por entender que nossos atletas descansados renderiam mais fisicamente, mas nos últimos jogos o que tenho visto é um time sem intensidade, moroso e em alguns momentos cansados na etapa final do jogo. Na derrota de hoje, nos faltou perna e raça para tentar reverter o placar. Outro motivo que me leva a defender o rodízio é a possibilidade do time treinar mais, entrosando o time e preparando jogadas ensaiadas, mas nada disto aparece em campo, tirando o bom entrosamento de Jackson com Thiago e de Régis com Zé Rafael, não vejo uma tabela, uma ultrapassagem de lateral, ou uma jogada ensaiada, parece que não treinamos.

Já escrevi muito, voltando ao início do texto, temos de nos esforçar e reforçar muito ainda para fazer parte do seleto grupo da galera Nota A, pois até o momento não passamos de um B-. Enfim, que o resultado de hoje sirva para ligar o alerta da Diretoria, ações precisam e devem ser tomadas ainda no primeiro semestre, não podemos nos acomodar e pagar para ver.

Um comentário:

  1. Concordo plenamente com o comentário. Acrescento que o principal motivo da derrota foi a escalação de Lucas Fonseca, zagueiro reconhecidamente bragueiro, sem nenhuma condição de estar no elenco do Bahia(pra mim falhou nos 2 gols),além dele Armero, Cajá e Tinga também tem que vazar. Eu ainda não confio em Jean, apesar de até ter boas atuações e ainda não ter comprometido porém, goleiro é uma posição vital em qualquer time que se preze. A diretoria tem que agir porque a serie A já está logo ali, precisa qualificar o elenco com pelo menos: goleiro, lateral esquerdo, meia de ligação, zagueiro e centroavante. Guto é um motivador, mas já provou que não é estrategista, escala mal e não tem leitura do jogo, portanto, precisamos de um técnico experiente(Como Marcelo Oliveira,Levir Culpi). O time tem uma transição lenta, sem ultrapassagens rápidas, muito toque de bola desnecessário, sem verticalização do jogo, sem deslocamento pra dar opções de ataque, dribles desnecessários e erros de passe. Outra coisa que tem que ter é atitude jogando fora de casa.
    Antonio Neves
    ST

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