Marca SóBahêa

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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Enfim, as preliminares acabaram

Ontem, o Bahia brocou o Atlântico por 3x0, mas a reação da torcida no zap e o incrível público pagante, com impressionantes 241 pagantes e 272 no total, com a expressiva renda de R$ 5.160,00, valor inferior a um dia de salário do Brocador ou de Jackson, só provam a tese que os campeonatos estaduais precisam acabar. Nem a fanática torcida tricolor prestigia mais, é inadmissível um time profissional se sujeitar a isto, nem a conversa de sustentar os pequenos do estado se aguenta mais de pé, basta ver os públicos e rendas dos jogos do Bahia e do Rival no estadual de Ednaldo.


Feito o desabafo, vamos ao que interessa. Não vi e nem ouvi o jogo, e, até o momento, não consegui achar os melhores momentos na internet, mas pelo que li, o jogo pelo menos serviu para movimentar a galera do banco, dar ritmo de jogo a Armero e outros que vinham parados, com destaque para Gustavo que fez 2 e deu o passe para o 3º gol tricolor. Serviu também para testar Zé Rafael na sua posição de origem, armador pelo meio, se tornando assim na primeira opção para substituir Régis após a saída de Cajá, mas não tenho condições de avaliar se o mesmo cumpriu bem ou não esta função.

O que importa mesmo é o BaVice de domingo, não muda nada na tabela do  Ednaldinho, os 4 semifinalistas já estão decididos e com as posições definidas, teremos Bode x Vice e Touro x Bahia, com os times da capital tendo a vantagem. Porém, este BaVice é o primeiro de uma série de 7, cinco em menos de um mês (caso o Vice elimine o Bode), ganhá-lo significa arrancar com vantagem moral para o play-off que teremos em abril e maio. Como sabemos, as duas torcidas não andam contentes com seus times e técnicos, mesmo o Vice ganhando todas no Ednaldinho e o Tricolor sendo o melhor time da Lampions, assim o perdedor entrará ressabiado e de moral baixa na semi do NE, não tenho a menor dúvida disto, por isto entendo que os dois treinadores deverão ser cautelosos e até devem mudar o time ou a forma de jogar para o próximo domingo. Como não tenho a menor ideia e não me interesso sobre como joga o rival, vou fazer uma análise do Esquadrão.

Entendo que o jogo de ontem serviu para Guto tirar um dúvida, Zé Rafael ou Edigar Junio no ataque domingo, e tenho a sensação que ele optou pelo segundo. Explico, desde quando voltou da contusão, EJ tem entrado bem na etapa final dos jogos, tem dado mais velocidade ao lado de campo tricolor e andou fazendo seus golzinhos. Em contrapartida, ZR vem caindo de produção, já não vem encontrando mais a posição ideal para ajudar Régis na armação ou Hernani na conclusão das jogadas. Adicionalmente, ZR e Alione, até pela origem na meia, procuram fechar mais para tabelar com Régis, não possuem velocidade e entram pouco na área para finalizar, são dois jogadores importantes, mas falta a eles a força ofensiva que é necessária no clássico.



Não acho que EJ seja a solução para o ataque tricolor, já afirmei várias vezes aqui que o vejo como um jogador limitado, mas é inegável que ele fecha bem, formando uma dupla de área com Hernane e levando perigo ao adversário. Ademais, ano passado, EJ e Eduardo formaram uma boa dupla pela direita, o que ainda não conseguimos repetir com ZR, Alione ou Diego Rosa, sendo este mais um motivo para a escalação de EJ. Acho que a única dúvida que ainda paira na cabeça de Guto é sobre a condição física de EJ, será que ele aguenta o tranco os 90 minutos?

No restante do time, acho que Guto deve entrar com Jean, Eduardo, Thiago, Éder e Armero (ele sabe que Juninho e Matheus Reis não possuem estofo para um clássico); Édson e Juninho; Alione, Régis e EJ; e HB. Time mais do que suficiente para brocar o Vice e largar com vantagem no play off.

Para finalizar, gostaria de parabenizar as duas diretorias pela volta da torcida mista, é uma válida tentativa de mostrar aos vândalos que a Fonte é lugar de gente pacífica e que gosta de futebol, não é lugar para irracionais violentos que querem apenas espancar um suposto inimigo, usando o esporte como desculpa para sua incapacidade de viver em sociedade. Assisti a pelo menos 50 BaVices na época que morei em SSA, todos na torcida mista, e nunca presenciei uma confusão de grandes proporções neste espaço, apenas brigas isoladas, na maioria das vezes causadas pelo excesso de álcool. Espero agora que a torcida tricolor preencha seu espaço, 70% exclusivo da fonte, mais uns 10% na torcida mista, e empurre o time para mais um triunfo sobre o Rival, aumentando a freguesia e jogando a pressão para o lado deles.

Um comentário:

  1. Eu, com minha volta à Salvador recente, posso ratificar a aversão ao campeonato baiano que tomou conta dos torcedores. Tirando Bahia e vice quando jogam com os times titulares sem preguiça, o nível é de extrema pobreza técnica e sem graça.
    Antigamente tínhamos clubes, principalmente do interior, que dificultavam a caminhada dos principais clubes rumo à manjada final. A única justificativa para manter este tipo de campeonato é o ego dos dirigentes, que querem manter o poder na federação e nos clubes.


    O campeonato baiano não serve nem para treino de luxo para Bahia e vice. Na minha visão, ambos têm que jogar com um time sub-23 e preservar seus elencos caros para os campeonatos mais relevantes. A torcida já está fazendo a parte dela demonstrando que não vai sair de casa pra ver baba de várzea.

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