Marca SóBahêa

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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Padrão BaVice: 10 x 12

Perder amistoso é chato, ser derrotado em jogo de campeonato é ruim, perder para o rival é cruel, tomar uma virada em jogo de semi é de lascar, some-se a isto tudo que o adversário é um time limitado, sem nenhuma estratégia de jogo, que se esconde em baixo das saias dos dirigentes das federações e conta com a ajuda decisiva do árbitro pelo 4º jogo seguido, aí meu bróder é de acordar de ressaca mesmo sem beber, é de perder o sono, é de ficar puto uns dois dias seguidos.


Não sei qual jogo vocês viram, mas no que assisti, o rival foi dominante apenas nos 6 primeiros minutos do segundo tempo, até contar com a ajuda decisiva de Jeanzinho e virar o jogo. No restante, ou seja 84 minutos, nos quais jogamos 64 com 1 jogador a menos, vi um jogo equilibrado, e em boa parte com o predomínio do tricolor, no final do primeiro tempo parecia que era o Bahia que estava com superioridade numérica em campo. Desta vez, o manjado esquema de Guto deu certo, Édson e Renê Júnior protegeram bem a zaga, e os 3 jogadores da primeira linha de ataque se acharam em campo, o que não aconteceu no primeiro clássico do ano, com isto, nosso jogo fluiu e chegamos mais do que eles, o tempo todo.

Não vi o início do jogo, me atrapalhei com o horário, quando cheguei na concentração da galera, o Bahia já brocava por 1x0. O jogo seguia tranquilo, com o Vice sendo bem anulado pelo nosso time. As coisas mudaram quando Hernane fez uma falta por trás e levou a pior, precisando ser substituído. Entra Gustavo, na primeira bola que pega, perde de forma bisonha, e na tentativa de impedir o chutão para frente de Kanu,chega todo atabalhoado, o que é seu estilo, parece um boneco de Olinda, e bate os braços no zagueiro, ou seria ator, deles, o juizão, como sempre vem acontecendo nos clássicos, mete logo o vermelho, sentenciando o Bahia jogar 70 minutos com 1 a menos e num campo pesado. 




Quem lê o Sobahêa sabe que não sou de ficar reclamando de arbitragem, mas VTNC seu FDP, aquele lance era no máximo para amarelo. É uma vergonha, uma safadeza o que aconteceu nos últimos 4 jogos contra o Rival, nos primeiros marcaram para eles e deixaram de assinalar para nós pênaltis, nos dois últimos passaram a expulsar nosso jogadores e serem condescendentes com os deles. Gefferson tirou Édson de campo e nem falta o sacana do juiz deu, não sou de reclamar de arbitragem, mas assim está difícil jogar o jogo.



Mesmo com 1 a menos, o Bahia levava mais perigo, Armero enfim justificou sua contratação e deixou Alione na cara do gol, mas o Hermano foi marrento demais, usou de uma categoria que não tem e isolou a bola. Logo depois, em mais um contrataque, Alione recua e Edigar solta a bomba, bem defendida pelo goleiro deles. Nossa zaga s[o era importunada em bolas altas cruzadas da intermediária ou no máximo da entrada da área, em duas, eles ganharam, mas foram para fora. Mas, quem tem Lucas Fonseca sempre está em perigo, em um lance besta, ele e Thiago saem para matar em cima de André Lima (primeiro erro de uma sequência, era para ter ido 1 e o outro ter ficado na sobra), LF espirra o taco, jogada normal para seu currículo (segundo erro da sequência do gol deles), a bola vai para trás e chega em Euler livre, eu não sei que porra Éder estava fazendo, mas não parecia que estava prestando atenção no jogo (3º erro); Jeanzinho ligado, melhor pilhado, sai do gol sem nenhuma necessidade (quarto erro da sequência) e toma de cobertura. Ou seja, só Armero se livrou da patacoada da defesa tricolor, pois até os volantes poderiam ter impedido o passe inicial.

Guto tira Régis e põe Zé Rafael, não sei se faria esta substituição, afinal Régis vem sendo o jogador mais regular e artilheiro da equipe no ano, mas entendo a lógica de Guto, com 1 a menos, precisávamos de um jogador mais forte fisicamente para ajudar na marcação. O Bahia sentiu o gol e a substituição, e eles chegaram com um bonito chute de fora da área, e em mais uma braga de Jeanzinho. Depois disto, o Bahia acordou, Alione devolveu o chute no travessão e nos descontos do primeiro tempo parecia que o Bahia era que tinha um jogador a mais, pois não deixamos eles passarem do meio.

O início do segundo tempo foi o pior momento do Bahia na partida, recuamos em demasia e o Vice soube tocar bem a bola na entrada da nossa área, mas nossa barreira impedia que eles entrassem tocando na nossa área. Porém, em uma sequência de escanteios, eles viraram. No primeiro dos 3, Jeanzinho saiu mal e Renê afastou para escanteio; já no terceiro, Jeanzinho ficou estático no gol e no  bate rebate, tomamos a virada. Depois disto, o Vice tocava a bola e nada criava, o Bahia que chegou com muito perigo, mas ZR isolou depois de boa tabela com EJ. 

Como sempre, o fraco Argel nos ajudou, tirou Cleiton Xavier e colocou o inútil Paulinho. O jogo ficou no mesmo marasmo, eles não conseguiam ultrapassar a barreira montada na nossa intermediária e nos faltava força para contratacar, foi assim até acabar a energia, em mais um dos corriqueiros vexames do Barradão. Após o retorno da energia, chegamos em um chute sem direção e Juninho e o jogo acabou sem mais nada acontecer.

Em suma, mais uma vez perdemos para nós mesmos, o time deles mostrou toda sua limitação, mas foi feliz em duas das poucas chances que criaram. Da nossa parte, entregamos os dois gols, falhas grotescas do goleiro e da zaga, e perdemos chances claras e pagamos por isto. 

Para domingo, vamos sem um 9, mas temos opções no elenco para montar um esquema com 4 homens de frente e brocar a frágil defesa deles. O resultado não foi esperado, aumentamos a freguesia recente para eles, mas a vaga na final está próxima, muito próxima. Espero que a torcida lote a Fonte e ajude o time nessa empreitada. Ah sim, a Diretoria tem de fazer seu papel nos bastidores, terminar o jogo 11 x 11 já seria uma boa ajuda na conquista da vaga na final, pois jogar no novo padrão BaVice 10 x 12 está ficando complicado.

2 comentários:

  1. Com Lucas Fonseca(não sei como ainda pode jogar no Bahia), Jeanzinho(sem condições emocionais/entregador) e Armeiro (não sabe marcar/atabalhoado). Mesmo com todos os percalços ainda acredito na classificação domingo. O GF é um técnico de grupo, motivador mas não é um estrategista, padrão sem variações e não muda bem durante o jogo.
    Pra série A precisamos de pelo menos uns 6 reforços:zagueiro,goleiro,laterais(esquerdo e direito), atacante rápido e driblador, meia de ligação e centroavante. Finalmente, um técnico cascudo (Levi Culpi,Jorginho/Zinho).
    Antonio Cordeiro.

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