Marca SóBahêa

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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Rápido e Caceteiro (13)

O empréstimo: depois de uma semana agitada nos grupos do zap por causa da derrota no BaVice, a semana começou calma após o triunfo por 3x0 no Touro do Sertão. Mas, bastou a oposição e a imprensa pautarem a possibilidade de um empréstimo de R$ 17 milhões para o Bahia fechar as contas do ano e a aquisição da Cidade Tricolor para a galera se agitar de novo. Choveram questionamentos sobre o uso dos "intermináveis" R$ 40 milhões do Esporte Interativo (ou dinheiro que não acaba no imaginário da torcida), outros questionavam como é que um time que se dizia "rico" poderia agora estar precisando pedir grana emprestada, outros já falavam do alto gasto com um time ridículo, boa parte já questionava a propalada competência administrativa da atual diretoria do Bahia, e por aí foi se desenrolando a conversa. O que achei interessante é que alguns postavam as explicações de PH no Twitter sobre o assunto, mas ninguém lia, só queriam saber de perguntar, questionar e levantar teses sobre o "fracasso" da diretoria. 


Na boa, este assunto é chato para cara..., mas por outro lado, é muito bom vê-lo sendo discutido pela torcida tricolor, principalmente por dois pontos: em primeiro lugar, quando foi possível saber da vida financeira do Bahia? Hoje qq torcedor mais antenado sabe da necessidade do empréstimo, sabe da grana do EI, da grana da Arena e quer saber mais. Pelo que sei, antes era tudo feito nas sombras do Fazendão, e assim fomos perdendo vários jogadores da base por falta de pagamento de FGTS e fomos acumulando passivos trabalhistas que até hoje nos impedem de montar um time mais forte. Estou longe de ser defensor da atual diretoria, mas transmitir pela Internet a reunião do Conselho Deliberativo sobre o assunto foi uma grande bola dentro, quem quis e se preocupa de fato com a questão pode presenciar todas as tratativas e razões para o empréstimo.

O outro ponto que me fez ver esta entediante discussão como positiva é o fato de ver que os tricolores já entendem que um clube de futebol não é somente os 11 que entram em campo e seu treinador, mas que por trás existe toda uma estrutura administrativa que requer trabalho e recurso para se manter. Bom ver que os torcedores querem entender e questionar a direção do clube sobre seus atos que podem comprometer o clube no futuro. Tenho de dar parabéns ao torcedor tricolor por esta postura atenta em relação ao extra-campo do clube, que continue assim, pois desta forma evitaremos o retorno aos tempos sombrios.

Brocador, Broxador, Cuspidor ou Mancador: tempos atrás publiquei o post Hora de agir (http://www.sobahea.net/2017/03/o-bahia-e-suas-crises-do-dia-dia.html), no qual fiz uma breve análise sobre o comportamento de Hernane e Cajá, conclui solicitando a Diretoria que tomasse providências sobre os mesmos. Como já sabemos, Cajá é águas passadas sob a Ponte, enquanto HB continua por aqui mancando e cuspindo em campo. Porém, acho que a implicância atual da torcida tricolor com nosso 9 é desmedida, a marcação da massa está mais implacável do que a dos zagueiros em campo. É fato que HB não vem brocando com frequência, mas entendo que marcar gol não é a única missão de um centroavante em campo, e no caso do Bahia, com dois jogadores atuando abertos por decisão única e exclusiva de Guto, HB tem também o papel de fazer o pivô e por muitas vezes de tabelar com Régis, com isto acaba saindo muito da área, e não consegue chegar para concluir algumas jogadas. Entendo que nos últimos jogos, exceção do BaVice quando todo o ataque tricolor teve uma atuação pífia, HB vem cumprindo bem seu papel em campo, no jogo do último fez seu golzinho, mas mais importante do que isto lutou muito em campo e criou chances claras para os outros atacantes, deixando Edigar Junio e Régis na cara do gol.

Por fim, na minha opinião, no futebol brasileiro atual temos um único centroavante de ofício nascido por aqui  e que faz a diferença, Fred, os demais, os dois do Vice, Kléber Gladiador, Wellington Paulista, He-Man, Gilberto, Henrique Dourado, Alecsandro, Róger, Leandro Damião, Rafael Marques, André e Ricardo Oliveira são bons jogadores, mas que vivem de fases, assim como HB tem suas fases boas, estes já tiveram e poderão ter outras, mas nenhuma garantia que farão um campeonato consistente. Ou seja, estamos na média dos times brasileiros quando se trata de 9.

Ético ou otário? Em tempos de lista do Fachin e delação da Odebrecht é sempre bom presenciar uma atitude como a de Rodrigo Caio, sem dúvida a coragem e a hombridade do moleque ao livrar a cara de Jô foi um fato marcante e que merece respeito e aplausos. Mas, não tenho a menor expectativa que esta atitude se torne um divisor de águas ou que vire rotina nos gramados e quadras, pois o que vemos no esporte de alto nível é exatamente o contrário. Cresci vendo os atletas do tênis ajudando o juiz marcar a bola fora, aprendi assistir vôlei com os jogadores se auto acusando, informando ao juiz sobre um toque no bloqueio, hoje, se não for o recurso tecnológico, a galera leva o ponto na cara dura mesmo. Nem vou tocar no assunto doping que é usado pela maioria esmagadora de atletas de alta performance na busca de melhores resultados ou simplesmente para suportar a dor nos extenuantes treinamentos.

No futebol, o jogador que se joga e simula falta não é considerado malandro ou desonesto pela torcida, mas sim esperto e safo, atitudes como a do alemão no vídeo abaixo são impensáveis e com certeza serão alvos mais de críticas do que de elogios por parte da própria torcida. Infelizmente, o que vale ainda é ganhar, nunca esteve tão em voga a famigerada frase "os fins justificam os meios", assim se governa um país, assim se comporta os competidores esportivos, dói dizer isto, mas esta é a realidade.



Não estou aqui tomando partido ou defendendo os desonestos, mas sendo bem sincero, não sei qual seria minha reação ao ver o Bahia perder um título por far-play de um jogador, talvez como cidadão me sinta orgulhoso do "homem" que tomou esta atitude, mas acho que meu lado torcedor ficaria muito puto ao ver os adversários comemorarem. Imagine se o atleta que atropelou Henrique na final do baiano se acusasse, ou se Vander assumisse que se jogou, como ficaria seu vizinho vicentino.

Como nunca passei por esta situação, só me cabe aqui torcer para a atitude de Rodrigo Caio, a quem aplaudo novamente, se torne exemplo, e que as mães não chorem pelas conquistas roubadas dos seus filhos.


A taça das bolinhas: pelo que eu li o STF decidiu que o campeonato brasileiro de 1987 é do Sport. Não vou entrar nesta briga de rubro-negros, eles que se entendam, mas sugiro ao Flamídia e ao Vice que tentem unificar o título da Copa União (título flamenguista de 87) com o da Copa da Uva (único título nacional do Vice) criando a Supercopa Ki-Suco, seria uma bela homenagem aos inesquecíveis anos 80.




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