Marca SóBahêa

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quinta-feira, 25 de maio de 2017

BAHIA, O MAIOR DO NORDESTE.

A alegria e a emoção são tantas que nem sei por onde começar este texto, a única certeza que tenho é que escrevendo uma palavra ou cem mil linhas não serei capaz de traduzir o que nós torcedores do Bahia estamos sentindo hoje. A Sardinha virou tubarão e engoliu os leões do NE, o fusquinha virou Ferrari e fez o time da ilha e o do aterro comerem poeira, e o Jahia voltou a ser o temido e respeitado BAHIA, O MAIOR DO NORDESTE. Jamais se esqueçam, podemos estar feridos, machucados, mas acabados nunca, um time que é apoiado por uma Nação desta, jamais perecerá.


Me desculpem Marcelo Santana e Pedro Henriques que foram dignos comandantes desta batalha, que nos levaram a vencer a guerra, pois acordaram e amadureceram na hora certa, mostrando que o Bahia, mesmo contra tudo e contra todos, não aceitaria mais ser roubado, que o Bahia ia se impor e exigir respeito por parte das federações e dos árbitros.

Me desculpe Guto que com sua convicção montou um time quase invencível na Fonte, que acreditou e reinventou Edigar Junio como 9, que calou a boca da torcida e da imprensa mantendo o onipresente Renê Júnior como titular, que fez Argel e Ney Franco, treinadores dos "melhores" e mais caros elencos da competição, parecerem iniciantes, ou seja foi o Gordiola que esperávamos.



Me desculpem os jogadores que batalharam e honraram o manto tricolor durante todo o torneio, em especial no mata-mata quando varreram o Sergipe, humilharam o Leão do Aterro, com direito a lepo-lepo, subjugaram o Leão da Ilha, transformando-os em inofensivos cachorros de peruca; que jogaram com raça e gana de vencer desde o toque inicial no Recife até Gustavo segurar a bola na Fonte esperando o apito final, em suma superaram suas limitações e jogaram como verdadeiros campeões.

Mas, este título é nosso, é da torcida que encheu as ruas de SSA gritando "DEVOLVA MEU BAHIA", que acreditou e não arredou pé da velha Fonte até Raudinei marcar aos 44 do segundo, que chorou e desmaiou com o gol de Charles em 2007, que fez o time de 85 jogar no ritmo das palmas, que agigantou o time de 88 até o título nacional, que abraçou o limitado time de 2010 até o acesso, que encheu e infelizmente deu a vida por este clube no acesso em 2007, ou seja que sofre, chora, corneta, mas sempre estará ao lado para o que der e vier. Não é atoa que somos respeitados por todo o Brasil, que somos reconhecidos como apaixonados e gigantes, fizemos por onde e merecemos o título de ontem, uma campanha digna no Brasileirão e quem sabe algo maior em 2018.



Não tenho dúvidas que na constelação reservada aos tricolores, Lourinho fez seus trabalhos e amarrou Diego Souza, o anãozinho fez suas mandingas e danças e fechou a meta tricolor, que Rubi pegou seus últimos R$ 10,00 e foi para o Super Norte, acordou com fome, mas feliz por mais um título do Bahia. Em suma, este título é destes 3 inesquecíveis tricolores e  dos que perderam a vida em 2007. 



Já ia me esquecendo, tivemos uma partida de futebol, melhor, foi um jogo de um time só, o Sport se limitou a levantar bola na área, mas com a volta de Édson, nossa zaga ficou fortalecida e fomos soberanos na proteção de Jean. O esquema de Guto com 3 meias voltou a funcionar e, mesmo com Régis, o craque do torneio, baleado, dominamos e o resultado mais justo seria uns 4x0. Na boa, não esperava um predomínio tão grande do Bahia, o Sport se apequenou frente à nossa torcida.

Por fim, as imagens da festa de ontem vão rodar o mundo, pena que não pude ir, mas comemorei muito com os 50 tricolores que lotaram o Paraíso do Dendê em Águas Claras, assim como fez a galera que lotou o Acarajé da Rosa na Asa Norte e o Depósito de Bebidas EC Bahia no Sudoeste. Hoje posso gritar a plenos pulmões É CAMPEÃO.

Um comentário:

  1. Vivenciar este título no estádio foi uma das melhores lembranças que eternizarei na minha mente. A certeza do título estava estampada em cada torcedor que encontrei desde a ida no metrô e nos churras quinhões espalhados ao redor do estádio.

    A torcida do Sport, mesmo com a eterna soberba de se achar o maior do Nordeste, sucumbiu à festa tricolor logo aos 13 minutos com o nosso gol.

    Só discordo do seu texto quando vc afirmou que Guto acreditou e reinventou Edgar Junio com a 9. O acaso foi o responsável por isso. A contusão de Hernane e a expulsão de Gustavo abriram a cabeça de Guto para colocar um atacante mais rápido e que deu outra dinâmica ao nosso ataque. Sem a ação do acaso talvez não tivéssemos a chance de ver um dos gols mais bonitos da nova Fonte Nova.

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