Marca SóBahêa

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domingo, 14 de maio de 2017

O Bahia goleou jogando em ritmo nagô

Assistir ao baile do Bahia sobre o Furacão me fez lembrar o grande clássico Baianidade Nagô, música que está com certeza entre as mais belas do Axé. Hoje, o Bahia foi atrás do trio elétrico, dançando ao negro toque do agogô, e todos nós curtimos nossa baianidade nagô. Música histórica para homenagear um jogo que entrou para a história do Tricolor no Brasileirão.

Já pintou o Brasileirão e com calor no coração de quem estava no campo e na arquibancada, a festa começou de forma inesperada e marcante para o Nação Tricolor que vai agitar Salvador com sua eterna alegria. O Bahia entrou focado em campo, marcando o Furacão que não conseguia passar do meio-campo. Mas, apesar da intensa movimentação do trio elétrico de meias tricolores confundi a frágil marcação do time misto do Atlético, faltava tranquilidade e qualidade ao Bahia no último passe, ou seja chegávamos com muita facilidade, porém era um erro atrás do outro na hora de definir a jogada.

O tempo foi passando, e a partir dos 10 minutos, o Furacão começou a chegar, e nossa defesa começou a mostrar algumas deficiências, claramente Renê Júnior faz falta ao lado de Édson na proteção da zaga, eles foram chegando e numa jogada onde nossa dupla de volantes se omitiu, Guilherme marcou o primeiro deles, livre, leve e solto, com Juninho só observando. Confesso que na hora vieram na minha cabeça as diversas derrotas que sofremos em anos anteriores, quando dominávamos a partida, mas faltava força para reagir a um resultado adverso.

Contudo, a luz que brilha no farol da Barra iluminou nossa estrela e nos deu energia. O time não diminuiu o ritmo e chegou ao empate com Thiago, assistência de Juninho em cobrança de escanteio. Em nova falha da nossa zaga, desta vez Édson não acompanhou Marcão, o Furacão passou a frente, de novo me veio as velhas e negativas lembranças.

A baianidade nagô do time tricolor fez o Furacão virar brisa, foram 4 gols em 7 minutos, parecia a Alemanha dos tricolores Neuer e Schweinsteiger. A marcação sobre pressão deu certo, Régis disputou a bola que sobrou para ZÉ Rafael, nosso meia avançou driblou dois e na segunda conclusão, empatou o jogo. A torcida ainda vibrava quando Alione tocou para Régis e nosso artilheiro meteu no canto do goleiro. O Bahia continuava explorando o frágil lado direito dos paranaenses, Édson enfiou a bola, Edigar Junio avançou e chutou rasteiro, era o quarto. Mas, ainda cabia mais, Zé Rafael avançou pelo meio, olha importância da movimentação constante de Alione e ZR para fazer a diferença, tocou para Régis pela direita e nosso melhor jogador teve a tranquilidade de tocar por cima por Everton. Parecia a pipoca do Chiclete, passou por cima sem dó nem piedade.



Caixão fechado, o segundo tempo foi para poupar o time e mostrar a utilidade ou não do nosso banco. Claro que a fragilidade do lado esquerdo da defesa do Furacão ajudou, mas gostei da participação de Maikon Leite, entrou bem e mostrou muita disposição e velocidade nas costas do lateral. Ainda chegamos ao 6º em mais uma assistência de Alione, de novo pela direita do nosso ataque.

Neste momento somos líder, melhor ataque e temos um dos artilheiros da competição, como diz a música "Eu queria que esta fantasia fosse eterna,..., e viver será só festejar. Porém, a realidade é outra, hoje foi um dia fantástico, mas não devemos nos empolgar, a defesa mostrou fragilidades em bolas aéreas e rasteiras, os volantes deram espaço, e o ataque mostrou deficiências antigas no último passe e na finalização da jogada, reforços devem e vão chegar, e nossa torcida precisa estar ciente da sua importância nos jogos na Fonte.

Pena que não tem trio na rua, pois hoje é o dia perfeito para curtir nossa baianidade nagô ao som do negro toque do agogô.

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Um comentário:

  1. Antonio Neves,
    É necessário depois de uma vitória como essa, pontuarmos que existem defeitos e falhas que precisam ser corrigidos:
    Guto tem seus méritos por ser um técnico motivador e de grupo. Parece que ele não vê o que nos salta aos olhos, p. ex.: na ausência de René Júnior, o titular deveria ser Mateus Sales porque dá consistência ao setor defensivo, principalmente na decisão contra o Sport e em jogos fora de casa. Goleiro é uma posição fundamental, e o nosso Jean pelo menos pra mim, ainda não passa confiança, não vamos esperar o que aconteceu na Copa do Nordeste contra o Ceará. Tinga só saiu do time porque fez o gol contra na Flórida, senão Guto o estaria escalando até hoje. Lucas Fonseca não tem comprometido mas não é pra ser titular, outro é Armero, fraco na marcação. O brocador só saiu por contusão, apesar de que lá na frente poderá ser útil, não pode ser intocável como pensa o Guto e diretoria.
    Com algumas contratações pra ter um elenco robusto pra 38 rodadas, acredito numa boa campanha nessa série A, precisamos ousar e não dormir...
    ST

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