Marca SóBahêa

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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Nem Pollyanna, nem Murphy, somos Bahia

Antes de falar de futebol, vamos falar um pouco sobre literatura. Um dos clássicos da literatura mundial é o livro Pollyanna -esclareço logo que nunca li, mas vou tentar-, a personagem principal é uma garota de 11 anos, órfã e que vai morar como uma rigorosa tia, como forma de sobrevivência, Pollyanna procura sempre o lado positivo em tudo que acontece ao seu redor, otimismo ao extremo. Na direção contrária, temos Murphy, engenheiro aeroespacial, criador da famosa lei, "se algo pode dar errado, dará". Na década de 80 saiu um livro com frases inspiradas nele, algumas são clássicas até hoje, entre elas: "O pão sempre cai com o lado da manteiga para baixo", "A outra fila é sempre mais rápida", e "Você sempre encontra aquilo que não está procurando", pessimismo na veia. Este, eu comprei, li, reli e gargalhei muito.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Deu ruim

O jogo:

Saí com a galerinha e cheguei em casa já com o jogo em andamento, sabe como é que é, mulher em shopping atrasa a vida de qualquer um. Comecei assistir ao jogo lá pelos 15 minutos, o Bahia era soberano em campo, o Flamídia mal passava do meio-campo, mas como sempre, nosso time criava, mas não botava a redonda para dentro da rede. A expulsão de Lucas Fonseca, análise mais a frente, aconteceu antes dos 30 minutos, Jorginho foi forçado a tirar Vinícius, o mais apagado dos 3 meias, para colocar o criticado Rodrigão Becão (não sei onde está o staff deste moleque que não tira logo esta porra deste Becão, isto só faz atrapalhar a carreira do moleque). Mesmo com 1 a menos, o Bahia se fechou muito bem, destaque para os dois volantes que fizeram um verdadeiro ferrolho na frente da zaga, e ainda criou as duas melhores chances da parte final da etapa inicial, a primeira com Zé Rafael, em uma bela arrancada, e a outra com Alione após tabela com Edigar Junio, ambas defendidas pelo goleiro. E assim, sem dá chances ao Flamídia, fomos para os vestiários.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Ó Pai ó

Salvador, 23/06/2017, véspera de São João, às 5:45, dois tricolores de cabeça inchada se encontram na saída do beco, enquanto dão aquela paletada, vão botando a conversa em dia:

- Véi, o que vc achou do baba ontem?

- Bróder, só tenho uma coisa a dizer pro Bahia, se não aguenta vara, pede cacetinho.

- Pois é, Afro. Jogar Série A é barril.

- Barril nada, é barril dobrado.

- Jogar com o Gambá lá é boca de 09. O campo parecia uma pista de gelo, nosso time caía até em bola parada.

- O Bahia entrou cheio de jogador que nunca empinou arraia com cerol.

- Isto aí, parecia um monte de moleque de apartamento que empina arraia no ventilador.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Um histórico de alegrias e tropeços

Hoje é dia do Super Homem depenar o Gavião no próprio ninho, mas como sou das antigas, prefiro dizer que é a hora do Super Mouse mostrar ao Gambá quem manda no pedaço. Sei que o favoritismo é deles, mas com a volta do nossa dupla de aço, Régis e Alione, acho que podemos surpreender e mostrar um bom futebol, fazendo jogo duro como foi nos pampas contra o Grêmio, melhor time do certame até o momento.

domingo, 18 de junho de 2017

Choque de realidade

Antes de falar de futebol e do jogo de hoje, vou recorrer ao maior compositor do rock nacional e, para minha sorte, da minha geração, o inesquecível Renato Russo.

As vezes parecia que era só acreditar
em tudo que achávamos tão certo,
teríamos o mundo inteiro e
até um pouco mais,
fazíamos floresta do deserto,
e diamante de pedaço de vidro

quinta-feira, 15 de junho de 2017

De volta ao passado

A última vez que o Bahia venceu o Coxa no Couto Pereira foi no distante 1985, ano que Sena venceu suas primeiras provas na Fórmula 1, Prost foi campeão pela primeira vez, o Coxa conquistou o brasileirão no Maraca contra o Bangu, na Europa os holligans ingleses causaram uma tragédia com a morte de 38 pessoas na final da Champions, morria Tancredo, e o primeiro vice oriundo do atual PMDB assumia o poder, o Rock in Rio bombava, Rock Hudson morreu de AIDS, doença que assustava o mundo. Por meu lado, foi o ano que iniciei o curso de engenharia quimica na UFBA. Tirando o PMDB no poder, o Brasil era muito diferente de hoje, estávamos saindo da ditadura e voltando a democracia, hoje tem quem defenda o caminho contrário, sinal dos obscuros e sujos tempos que vivemos.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Ficar com a bola faz bem

Quem leu o post "Rumo ao G4" sabe que considero como normal a derrota de ontem, o Grêmio é mais time e jogava em casa. Por isto mesmo, defendi que o Bahia deveria aceitar esta superioridade e entrar com um time mais reforçado no meio, deixando o trabalho de marcação mais pesado para o trio de volantes e soltando mais Zé Rafael e Alione para armar o jogo e se aproximar de Edigar Junio, ademais temi que o Bahia desse muito campo ao Grêmio e que isto acabaria ocasionando o gol deles, infelizmente acertei na última previsão. 

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Rumo ao G4

A maior máxima do futebol é "quem não faz toma", esta é implacável, já vi ocorrer diversas vezes. A outra conhecida de todos é "time que está ganhando não se mexe", repetida a exaustão por técnicos e comentaristas. Porém, no meu modo de ver futebol, esta última está ultrapassada, cada jogo é uma história e cada oponente tem pontos fracos e fortes distintos. Passei o ano de 2016, ao lado de metade da torcida tricolor, reclamando de Guto Ferreira por não alterar o esquema tático da equipe quando jogava fora, insistia no 4-2-3-1, sendo os 3 formados por 1 meia e 2 atacantes, e o Bahia só se lascava no domínio adversário. Por isto, espero que Jorginho não seja um comandante tão "convicto" da sua formação tática e faça alterações quando necessárias.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Ficou barato

Sinceramente, não lembro qual foi a última vez que o Bahia iniciou a Série A do Brasileirão com 3 triunfos em 5 jogos, na era dos pontos corridos tenho quase certeza que isto não aconteceu, talvez em 1986 ou em 2002 tenhamos tido uma performance desta, mas, como já disse, não lembro.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Foi um passeio

Muitos corneteiros e invejosos dirão que o Bahia jogou contra o lanterna do campeonato, que o Bahia jogou em casa contra uma galinha morta, que o adversário é sério candidato ao rebaixamento, que somos time caseiro e mais um monte de blá-blá-blá, como diria o Legião, "E o que é que eu tenho a ver com isso?". Nem diria aqui que eles estão errados, mas o que importa é a consistência e intensidade com o que o Bahia vem se apresentando, nosso meio formado por 5 jogadores vem fazendo a diferença, impedindo o oponente de se armar, e mantendo um volume de jogo impressionante a nosso favor, ontem lá pela metade do primeiro tempo nossa posse de bola beirava aos absurdos 80%, é certo que o adversário era fraco, mas fizemos por onde para ter o direito de passear em campo.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Acabaram as preliminares

Já estamos na quarta rodada do Brasileirão, até aqui foram 2 derrotas fora de casa e 1 triunfo na Fonte, mas a impressão que tenho é que o campeonato está começando hoje. Explico, os outros 3 jogos foram disputados nas semanas das finais do NE, onde conquistar a Orelhuda tinha de ser o único foco mesmo. Ademais, trocamos o treinador, nosso melhor jogador está contundido, estrearemos novos atletas, isto tudo junto me dá a sensação de estréia, mesmo já estando na quarta rodada.