Marca SóBahêa

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domingo, 18 de junho de 2017

Choque de realidade

Antes de falar de futebol e do jogo de hoje, vou recorrer ao maior compositor do rock nacional e, para minha sorte, da minha geração, o inesquecível Renato Russo.

As vezes parecia que era só acreditar
em tudo que achávamos tão certo,
teríamos o mundo inteiro e
até um pouco mais,
fazíamos floresta do deserto,
e diamante de pedaço de vidro

Pois bem, hoje jogamos contra o melhor elenco do Brasil, um time que mesmo sem ainda ter se acertado no ano, tem vários jogadores capazes de definir uma partida, além de manter uma atuação em alto nível, mesmo jogando na casa do adversário. Perdemos de 4x2, mas não fizemos feio, nossos jogadores lutaram muito e incomodaram o Porco em vários momentos, mas claramente, a quantidade de passe errado, muitos por precipitação ou falta de qualidade técnica de nossos jogadores, mas também devido à boa marcação deles, mostraram que ainda estamos longe, muito longe de lutar pela terceira estrela em 2017, nosso campeonato é brigar por uma vaga na Sula. Esta é nossa realidade, fazer floresta de deserto não é toda hora, diamante é parente do grafite, não do vidro.

Mesmo reconhecendo a superioridade técnica do adversário, não posso deixar de falar da arbitragem. Viemos de um jogo complicado, no qual o juiz foi extremamente caseiro, e hoje o trio, ou seria quinteto, errou feio em dois lances capitais. No pênalti para o Palmeiras, Becão só tocou na bola, ficou pelo menos a 30 cm de Keno. No segundo gol, o impedimento é clamoroso, depois do primeiro chute de Keno, o jogador que pega a sobra na esquerda está pelo menos 2 metros na frente da zaga do Bahia. Não é desculpa, pois já reconheci nossas limitações e a superioridade deles, mas é muito difícil ter de correr atrás do resultado duas vezes e ambas por culpa da arbitragem. Vejam imagens abaixo:




Sobre o jogo, entramos com 3 desfalques em relação ao último jogo, Lucas Fonseca, Édson e Alione, com exceção do primeiro, Becão foi muito bem, fizeram muita falta. Juninho mais uma vez fez uma partida meeira, nem os velhos chutes aparecem mais, e Vinícius e Mendoza não substituíram Alione a altura, não deram a consistência no meio, não chegaram na frente e nem foram efetivos na marcação dos laterais. Some-se isto tudo a ausência de Régis. Com este meio completamente desfigurado, o velho pesadelo dos passes errados voltou a aparecer, foram 27 só no primeiro tempo. E justamente num deles, surgiu a jogada do primeiro gol deles.

O jogou começou bem aberto, com os dois meios dando muito espaço ao adversário, tivemos a primeira chance, com um passe de extrema qualidade de Mendoza para Renê Júnior, mas nosso volante chutou em cima do goleiro, se toca para trás, tinha dois nossos chegando livres. Eles aproveitavam nossos passes errados e nossa marcação frouxa e chegaram duas vezes sem grande perigo, na terceira foi o gol. Sentimos o gol, e o Porco dominou. Mas mesmo sem muita organização tática, mas com muita raça, chegamos algumas vezes e conseguimos o empate no último lance do primeiro tempo, a caneta de Zé Rafael no início do lance foi sacanagem.

Era de se esperar que o Bahia voltasse apertando o Porco, mas na primeira jogada do ataque deles, o bandeirinha comeu mosca e Keno fez um golaço. O Bahia sentiu muito, o terceiro gol deles era questão de tempo, a entrada de Ferrareis (fominha demais, precisa de uma bola só para ele) no lugar de Vinícius nada mudou, e de tanto chegar com liberdade na nossa área, eles marcaram o terceiro em uma bola parada. Por incrível que pareça, o Bahia ainda encontrou forças, e diminuiu com João Paulo (entrou no lugar de Juninho), mas nossas forças pararam por aí. Nos acréscimos, eles fizeram o quarto, entendo que era uma bola defensável.

Ficam algumas lições. Ainda precisamos de reforços, um 9 tem de chegar urgente, por mais que EJ se esforce falta o punche final na hora de definir a jogada; Matheus Reis sentiu o jogo, o que foi bem explorado por eles; Mendoza tem de jogar mais próximo da área, não dá para vir buscar a bola atrás, está mais para atacante do que armador; por fim, a volta de Régis, Édson e Alione darão outra qualidade ao time, vamos com tudo para cima dos fedorentos Gambá e Urubu. Por fim, insisto com a mesma tese de antes do jogo do Grêmio, temos de saber reconhecer a superioridade de alguns adversários e armar nosso time a depender da característica do jogo.

Um comentário:

  1. Os erros defensivos continuam:
    1.Desatenção da zaga na jogada do penalty em Keno
    2. Má recomposição- jogadores sem vocação pra voltar e marcar- E. Junio/Vinicius/ Zé Rafael
    3.Posicionamento – não foram atentos a quem marcar; e nos deslocamentos para receber o passe na transição defesa/ataque(isso cabe orientação do treinador)
    4.Jogadores sem qualificação-Armero/Ferrareis...
    A rigor zagueiro de verdade temos Tiago e Jakson, já L. Fonseca (apesar de estar até surpreendendo) é meeiro. No 3º gol quem subiu com o zagueiro Juninho do Palmeiras? Armero e M. Reis com uns 10 cms de altura a menos.
    Jean joga adiantado o tempo todo, fora dos 3 paus, toma gols defensáveis que não tomaria se estivesse em baixo da trave ( vide o 2ª e o 4º gol) ainda não é goleiro pra ser titular do Bahia. Ele até faz grandes defesas mas, uma hora sai mal, se coloca mal e aí é que mora o problema. Nunca me passou confiança.
    Juninho não tem pegada pra ser 1º ou 2º volante, principalmente em jogos como o de ontem. E. Junio não é bom definidor, não tem arranque e fôlego pra jogar toda a partida. Armero, Ferrareis, nem pra reserva servem.
    Depois de tomar o 2º gol o Bahia se abateu e ao colocar Ferrareis o time que já não era grande coisa, piorou. Jorginho conseguiu desorganizar e tornar o time mais vulnerável no 2º tempo. O Bahia não tem senso de equipe, os jogadores prendem muito a bola, querem resolver sozinhos, erram passes, tem uma saída de bola ruim, raramente há infiltração ou troca de posições no ataque consequentemente, não aparecem pra concluir. Joga basicamente na puxada dos contra ataques rápidos quando rouba a bola, principalmente com Zé Rafael, Vinicius e Mendoza. Como saiu atrás no placar, não soube propor o jogo, porque o Palmeiras se fechou . O meio campo não conseguiu criar, não houve troca de passes rápidas, a transição foi lenta e os laterais que poderiam ser a válvula de escape pouco funcionaram, Eduardo esforçado mais muito individualista, errando muito e perdendo bolas bisonhas.
    Jorginho precisa primeiro consertar o posicionamento da defesa, nossos volantes são bons; com o retorno de alguns dos que ficaram fora como Régis, Alione, L. Fonseca(é o menos ruim), possamos melhorar a performance do time. Contra o Corinthians entraria com 3 volantes pra jogar no contra-ataque por 1 bola.
    Urge a contratação de um zagueiro, um lateral esquerdo e um centroavante.
    Apesar dos defeitos, muitos deles podem ser sanados com treinamento e orientação porém as contratações citadas anteriormente são necessárias pra qualificar o elenco.
    A diretoria precisa ousar e não esperar pra ver o que vai dar com o que está aí!!!
    Antonio Neves
    ST

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