Marca SóBahêa

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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Ficou barato

Sinceramente, não lembro qual foi a última vez que o Bahia iniciou a Série A do Brasileirão com 3 triunfos em 5 jogos, na era dos pontos corridos tenho quase certeza que isto não aconteceu, talvez em 1986 ou em 2002 tenhamos tido uma performance desta, mas, como já disse, não lembro.


Podemos tirar duas lições antagônicas do jogo de hoje, a primeira é que temos condições de enfrentar qualquer time da competição jogando na Fonte; a segunda, ainda temos muito a melhorar para dar a tranquilidade que o torcedor quer e merece nesta Série A. Explico, o Bahia poderia facilmente ter feito 5 gols no Cruzeiro, fizemos 1, metemos 2 bolas na trave, teve a bola raspando de Mendonza, e mais outras chances, o que mostra nosso poder de criação e movimentação dos nossos jogadores de frente.


Por outro lado, mesmo com 1 a mais desde os 8 do primeiro tempo, o time não teve a intensidade de outros jogos, tocou muito lentamente e de forma improdutiva a bola, foi preguiçoso e displicente em várias oportunidades, deixou o Cruzeiro gostar do jogo, como diria Mário Sergio, e mostrou grande e preocupante fragilidade no lado direito da defesa, por ali eles chegaram perigosamente várias vezes.



Contra um adversário mais qualificado, deu para ver a falta que fazem Édson e Régis. Juninho não comprometeu, mas está longe de dar a proteção que nossa zaga precisa, em vários momentos os meias adversários receberam a bola livre na entrada da nossa área, o que não pode acontecer. Vinícius também não comprometeu, mas é um jogador mais de toque e finalização, não tem a característica de partir para cima em velocidade como Régis, nem tem a habilidade de nosso titular, sem falar do entrosamento com os outros meias.



Não só pelo gol, nem pela bola na trave, mas sobretudo pelo papel que desempenhou segurando a bola e a zaga deles, escolho Edigar Junio o melhor do Bahia no jogo, se recuperando da titubeante apresentação da segunda.





Enfim, o Bahia quase complica um jogo que tinha tudo para ser fácil, talvez o espaço de apenas 72 horas entre os jogos, enquanto o Cruzeiro teve 96, pode ter sido o fator determinante para o time se poupar tanto no segundo tempo. Mas, também faltou uma melhor distribuição na parte defensiva, em vários momentos da segunda etapa corremos atrás da bola, o que é inadmissível, pois expõe a defesa e cansa a equipe.



Finalizando, o colombiano incendiou o jogo, entrou com determinação e muita velocidade, sem dizer da curva que meteu na bola na primeira chance que teve, lembrando pela "irresponsabilidade" e categoria a geração colombiana dos anos 90, para quem não conheceu Valderrama, Rincón, Asprila, entre outros.

Um comentário:

  1. Vou começar com essas duas frases do Miguel que concordo plenamente:
    "Mostrou grande e preocupante fragilidade no lado direito da defesa, por ali eles chegaram perigosamente várias vezes.”
    “Contra um adversário mais qualificado, deu para ver a falta que fazem Édson e Régis. Juninho não comprometeu, mas está longe de dar a proteção que nossa zaga precisa, em vários momentos os meias adversários receberam a bola livre na entrada da nossa área, o que não pode acontecer."
    Complemento dizendo que temos o Matheus Sales que é um ótimo jogador, dá mais consistência defensiva que Juninho, tem um bom passe e uma boa saída de bola .
    O ponto fraco do Bahia é seguramente a defesa, mesmo que a maioria diga o contrário. Eduardo apoia muito, é uma válvula de escape pela direita mas marca à distancia e muito mal; no jogo do Cruzeiro ficou bem explícito isso, Jorginho "comeu mosca" e não colocou Matheus Sales para cobrir este setor. Pra mim na ausência de Edson fez muita falta porque Juninho não é bom marcador. Mateus Reis foi bem, é muito superior ao dançarino Armero; na zaga mesmo L. Fonseca atuando bem, ainda assim não é confiável, precisamos investir realmente em um bom zagueiro(e que não seja Titi). Éder, R. Becão não servem pra serie A.
    Do meio pra frente o time está dando liga, mas o campeonato é longo e mesmo sabendo das nossas dificuldades financeiras, ainda precisamos de pelo menos um centroavante.
    Antonio Neves
    ST

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