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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Rumo ao G4

A maior máxima do futebol é "quem não faz toma", esta é implacável, já vi ocorrer diversas vezes. A outra conhecida de todos é "time que está ganhando não se mexe", repetida a exaustão por técnicos e comentaristas. Porém, no meu modo de ver futebol, esta última está ultrapassada, cada jogo é uma história e cada oponente tem pontos fracos e fortes distintos. Passei o ano de 2016, ao lado de metade da torcida tricolor, reclamando de Guto Ferreira por não alterar o esquema tático da equipe quando jogava fora, insistia no 4-2-3-1, sendo os 3 formados por 1 meia e 2 atacantes, e o Bahia só se lascava no domínio adversário. Por isto, espero que Jorginho não seja um comandante tão "convicto" da sua formação tática e faça alterações quando necessárias.


Hoje, por exemplo, enfrentamos um time forte, nunca ganhamos lá pelo Brasileirão (tabives miserável), e não tenho dúvidas que o Grêmio apresenta, se não o mais vistoso, um dos mais eficientes esquemas táticos do Brasil, além de ter bons jogadores e um acima da média, Luan. Por isto, não tem esta de time que está ganhando não se mexe, temos de reconhecer que eles são superiores e favoritos e temos de nos preparar para esta realidade. 

Assim, acho imprudente entrar com 4 jogadores de características ofensivas, penso que o caminho para um bom resultado passa primeiro por parar o time deles, e em segundo, mas não menos importante, segurar a bola na frente. Considerando também o que já ouvi de Jorginho sobre suas preferências táticas, eu montaria o time no 4-1-4-1, conforme figura abaixo.



Não se trata de se acovardar ou ser medroso, mas sim de reconhecer que empate é lucro e 1x0 a nosso favor é goleada. O Grêmio tem o melhor ataque da competição com 15 gols, perdeu Barrios, grande referência do setor ofensivo, mas seu reserva fez 3 no último jogo; tem em Luan um fator de desequilíbrio, pois tanto pode jogar na frente como um autêntico atacante ou recuado como clarividente meia; tem mais um monte de jogadores medianos, mas que se superam pela vontade e persistência como Ramiro e Pedro Rocha, jogador de um no cravo e outro na ferradura, mas extremamente veloz e participativo. Outra boa notícia é que o veterano Leonardo Moura não joga, depois de praticamente ter encerrado a carreira, reencontrou seu melhor futebol no Grêmio e vem dando um trabalho pelo lado direito que PQP.

Entendo que o Bahia terá de explorar os contrataques de forma intensa, temos de mostrar o tempo todo que estamos vivos e atentos ao jogo, para isto Zé Rafael e Alione precisam ter perna para puxar o time a frente e não somente acompanhar o lateral deles, neste sentido, entendo que entrar com 3 volantes, com Édson, quando necessário,  fazendo as vezes de terceiro zagueiro vai fortalecer nosso esquema defensivo, deixando nossos meias mais livre para puxar as jogadas de ataque. Dando certo este esquema, no segundo tempo colocaria Mendonza, me lembra a Formiga Atômica, para imprimir velocidade sobre a já cansada zaga deles.

Claro, não podemos jogar paredão, quando a bola bate no nosso ataque e volta, temos de usar nossos 5 jogadores de meio, nossos laterais e EJ para prender a bola, aproximação entre estes 8 atletas é o segredo, nada de passes longos, passes curtos rápidos e precisos é o que tem de ser visto. Se ficarmos recuados devolvendo a bola para eles, de nada vai adiantar reforçar a defesa, aí vai valer a máxima "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura".

Enfim, não tenho a menor ideia do que Jorginho vai fazer, mas espero que ele tenha plena consciência, o que faltava a Guto, que jogar na Arena Fonte Nova é uma coisa, onde temos de nos impor, manter a posse de bola e mostrar ao adversário quem manda; contudo, jogar na casa deles é outra, temos de ser uma visita consciente que a bola vai ser deles, que vamos ser pressionados, mas que temos todas as condições de surpreender e matar o jogo utilizando de inteligência e velocidade. Por falar em máximas, lembro que "tabu só existe para ser quebrado".

Vencer hoje nos levará ao G4 ou quiçá ao G3, na pior das hipóteses seremos G8. Que venha o triunfo nos pampas. 

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