Marca SóBahêa

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

A Tropa de Elite Tricolor

Pagar uma fortuna num restaurante chique e comer aquele t-bone que derrete na boca ou parar no churrasquinho da esquina e traçar aquele chupa-molho que faz doer a mandíbula? Ter um puta salário em uma mega companhia, mas não ter tempo livre para a família e amigos, ou ter um salário mixuruca, mas poder curtir os filhos e tomar uma com os amigos? Ter aquele supercarro confortável, mas com o consumo medido em litros/km ou ter um carro básico e econômico? São dilemas vazios que alguns poucos que gostam de extremos passam, pois a maioria esmagadora gosta mesmo é do balance em inglês, isorropía (ισορροπία) em grego, tawazun (توازن) em árabe, Pínghéng (平衡) em mandarim e statera em latim, ou seja do velho e bom equilíbrio.


No atual momento, o Bahia alterna entre não ver a cor da bola, passar o maior sufoco, ver seu goleiro se destacar, mas ganha o jogo; e ter o domínio da bola, atacar o tempo todo, ver o goleiro adversário se destacar, mas não obter o triunfo. Este é um retrato sintético dos 4 últimos jogos da nossa equipe, quando conseguimos 2 triunfos fora de casa, com o adversário sendo senhor das ações; 1 empate em casa com Jeanzinho de espectador de luxo; e 1 derrota fora com o goleiro santista pegando tudo. Ou seja, está na hora de encontrarmos o equilíbrio, ganhar jogando um futebol convincente, é só isto que a Nação Tricolor espera.

Claramente, o joguete com a palavra equilíbrio foi inspirado em Tropa de Elite, filme que retrata de forma nua e crua a realidade brasileira. Além de ser um excelente filme, Tropa de Elite sempre será lembrado pelas frases marcantes dos seus personagens, em especial do Capitão Nascimento, quem não se lembra de "pede para sair, 01".  "Quer me fuder. Me beija, Caralho" ou "Quem quer rir, tem que fazer rir"? Selecionei algumas frases para retratar o momento do Bahia em campo.

É foda, os caras fazem a merda e a gente tem que limpar!: imagino que este diálogo deva ser recorrente na zaga tricolor, os excessivos erros de passes e as perdas de bolas por nosso meio tem sobrecarregado nossa defesa. Contra o Galo, nossa posse de bola foi de apenas 34%, fomos desarmados 25 vezes e o Galo cruzou 53 bolas na nossa área, ou seja nossa zaga teve de se desdobrar para segurar o ataque deles, pois nosso meio e ataque foi incapaz de segurar a bola na frente, foi um verdadeiro paredão, a bola batia e voltava. Por isto, não achei errada a alteração que Jorginho fez para o jogo contra o Santos, quando conseguimos ter 51% de posse de bola e só foram 18 bolas cruzadas na nossa área, o que mostra que com um meio mais qualificado conseguimos reter mais a bola dando tempo para nossa defesa respirar. Por outro lado, mostra também que posse de bola não é sinal de resultado positivo.

Bota na conta do Papa.: no jogo contra o Santos e também contra o Avaí, finalizamos 20 vezes. O que demonstra que o time conseguiu chegar na cara do gol, mas na maioria das vezes, nossos atacantes concluíram mal e isolaram a bola, o gol não saiu, o resultado não veio, e no final teve a velha ladainha da torcida contra o bode expiatório de sempre, o treinador. Entendo ser inadequado colocar na conta de Jorginho (ou do Papa) estes dois resultados, pois em ambos o papel do treinador foi feito, colocar o time na cara do gol, mas faltou qualidade ao nosso ataque para concluir as jogadas.


- Eu posso até te ajudar, aliás, eu vou te ajudar! Eu quero te ajudar! Mas agora você tem que me ajudar a te ajudar.: esta nem precisa de muita explicação, está na cara que a Nação Tricolor está esperando a o time acender o rastrilho para a Fonte virar um barril de pólvora. Estamos há 4 jogos sem ganhar em casa, desta forma fica difícil a galera lotar a Arena e incentivar o time do início ao fim, precisamos urgente fazer uma atuação convincente e empolgante em casa, com certeza a torcida fará sua parte e teremos o clima das finais da Lampions de volta. Como sempre digo, com nossa ajuda, o Bahia fica quase invencível em seus domínios.



- O sistema é foda parceiro: é o velho e manjado ditado "não tem jogo fácil no Brasileiro". O empate com o Avaí deixou isto muito claro, não tem esta de jogo ganho antes da hora, que fique esta lição para a próxima partida contra o Sport que vem desfalcado dos seus 3 principais jogadores. Temos de jogar para cima, mas sem expor nossa zaga aos rápidos contrataques deles. Mas, sobretudo temos de entrar concentrados e focados no objetivo maior que é o triunfo, sem esta de achar que o gol vai sair a qualquer momento, como foi no primeiro tempo contra o Avaí. Temos de retomar o futebol rápido e vertical que apresentamos contra o Atlético/PR.

Voltando ao início, a nossa sequência de jogos -Sport em Casa, Chape fora, e São Paulo em casa- é ideal para encontrarmos o equilíbrio que está faltando ao nosso time, pois são times que jogam e deixam jogar, e tecnicamente são do mesmo nível do Bahia. Entendo que serão jogos parecidos com Bahia x Cruzeiro e Bahia x Flamengo, com os dois times se alternando no domínio do jogo, chance dos dois lados, jogos equilibrados e decididos nos detalhes.

Para encerrar, deixo a critério dos leitores a interpretação das seguintes frases proferidas pelo rubro-negro Wagner Moura: "Nunca serão. Jamais serão" e "Não vai subir ninguém! Não vai subir ninguém! Vai ficar todo mundo quietinho aí [na ZONA]!".

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