Marca SóBahêa

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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Sem inspiração

Depois do convincente e importante triunfo sobre a Macaca, a torcida tricolor se encheu de otimismo e expectativa para o duelo contra o time de Guga. Li vários palpites de 3x0, 4x1, eu mesmo, apostei 2x0 no bolão. Vi poucas pessoas mais reticentes e preocupadas com o excelente retrospecto recente do adversário fora de casa, triunfos sobre Botafogo e Grêmio. Acho que tínhamos motivos para estar confiantes, nosso retrospecto contra eles é amplamente favorável, o jogo era em PituAÇO e o Bahia começava a se encontrar jogando com um centroavante de ofício mais fixo no ataque.


Mas, como nem tudo são flores, Rodrigão não se recuperou da contusão e tivemos de entrar com João Paulo, por sinal, o time escalado por Jorginho era o time pretendido pela torcida com Éder no lugar de Thiago e Alione no de Zé Rafael. Impossibilitado de sair de casa, não consegui assistir ao primeiro tempo, ouvi pelo rádio, mas vi todo o segundo. Pelo que ouvi na rádio e li no zap, o Bahia foi um time apático e sem criatividade na etapa inicial, com Régis errando muito e Alione sumido. Por isto, não achei absurda a ousadia do treinador ao sacar os dois da equipe, se a criação não vai bem, o time não anda, sinceramente não sei se faria isto, mas não acho que o treinador errou, pois tivemos apenas uma chance clara no primeiro tempo e graças a uma jogada individual de Eduardo.

No segundo tempo, o Bahia voltou a apresentar as velhas limitações que tem nos perseguido por todo o campeonato, temos o controle da bola, mas não conseguimos criar. Entendo que o Bahia precisa explorar mais o lado direito, ano passado Eduardo e Edigar Junio, em especial no segundo turno da B, deram uma canseira miserável aos laterias adversários, se faz necessário que os meias apareçam mais por ali para triangular com nosso lateral, pois, apesar de apresentar limitações na hora de cruzar, ele é rápido e muito bom na ultrapassagem. O mesmo, pode se repetir do lado esquerdo, mas já não vejo as mesmas qualidades em Matheus Reis.

Se o Bahia abrir o jogo, a tendência é que os adversários descongestionem a entrada da área, permitindo que tabelas e chutes da entrada da área possam sair. Ontem, até usamos bem o segundo expediente, JP e Mendonza acertaram bons chutes, bem defendidos pelo bom goleiro deles. E nosso belo gol, do onipresente Renê Júnior, saiu de uma tabela com Vinícius.

Tenho gostado muito de como o time tem controlado o jogo e evitado os contrataques do adversário, mas, isto tem se mostrado insuficiente para marcar gols e ganhar as partidas, nossos meias precisam entrar no jogo, Régis nitidamente ainda não está no ritmo que apresentou no primeiro semestre, parece que falta confiança e segurança na coxa contundida, e Zé Rafael e Alione dependem de Régis estar bem para o futebol aparecer. Sem criação no meio, nossos atacantes, agora jogamos com 2, acabam não sendo municiados e a bola não chega redonda.



Com relação ao gol deles, quando a bola passa pelo primeiro pau, o goleiro pouco tem a fazer, e foi o que vimos ontem, em uma desatenção dos jogadores responsáveis por cortar a bola ali naquela zona, saiu o gol deles. Depois, o Bahia não teve perna e força suficiente para tentar buscar o segundo gol, nada mais fizemos.

Gostei do público e da postura da torcida nos meados do segundo tempo, quando começou a empurrar a equipe. Mas, as vaias e a impaciência com alguns atletas precisam ser evitadas, pois atrapalham mais que ajudam.

Enfim, na quarta, vamos pegar o inconstante Galo lá no Horto. Sem dúvidas, eles são amplos favoritos, contudo se o Bahia segurar a pressão inicial, vejo boas chances de sairmos do Horto com o três pontos, pois eles vão se abrir e a pressão da torcida vai passar para o lado deles, mas para isto Régis e Zé Rafael precisam fazer a bola chegar com qualidade para Mendoza e Rodrigão.

2 comentários:

  1. ANTONIO NEVES,
    Eu compreendo a condição financeira do Bahia, afinal de contas viemos de uma situação de terra arrasada e que isso não se constrói do dia pra noite, além de estarmos adquirindo o CT Cidade Tricolor e o Fazendão; então no momento há pouco dinheiro pra investimentos no futebol. Dito isso, vamos ponderar que apesar da escassez de grana, a necessidade exige que façamos este investimento com responsabilidade, que sejamos mais competentes que os endinheirados com situações mais estáveis que a nossa e ir buscar peças pontuais que possam suprir nossas carências, temos que ter um elenco equilibrado, afinal a competição exige esse esforço; não precisam ser medalhões e sim jogadores competitivos, se pesquisar acha, assim como achou Rodrigão.
    Quanto ao último jogo, está claro que o Bahia tem dificuldades em propor o jogo contra times que venham fechados, ainda mais com os desfalques de Rodrigão, Zé Rafael e E. Junio. Volto a dizer, a defesa é fraca, a rigor confiável só temos Tiago, o goleirinho até faz defesas mirabolantes, é elogiado até pela mídia sulista, é intocável, mas a mim não passa confiança, é instável, no gol do Avaí a bola passa na frente dele (goleiro é uma posição fundamental!). Nem falo mais em Éder , Becão, Armero, Mateus Reis, não são de serie A. O time foi lento, preguiçoso, sem atitude, sem aquela fome de ganhar o jogo, Régis e Allione mal, meio campo e ataque sem movimentação e sem inspiração no 1º tempo; no 2º tempo melhorou um pouco, mas Vinicius não encaixou e Ferrareis é muito fraco. Os únicos jogadores que realmente procuraram o jogo foram Mendoza esforçado como sempre, mas errando muito e Eduardo pela direita sempre cruzando mal ou se errolando sozinho com a bola, não havia no ataque velocidade, troca de posições nem penetração na defesa do Avaí a não ser no lance do gol com R. Júnior.
    Tenho dúvidas das convicções de Jorginho ou se ele tem liderança e autoridade suficiente pra cobrar dos comandados as exigências táticas necessárias. Vemos ainda que a parte física de alguns atletas como Allione, Régis, Vinicius não está 100%, dificultando que seja feita a marcação alta e a recomposição do time. A transição rápida, a eficiência na troca de passes tem que ser treinada e cobrada diariamente, o drible desnecessário tem que ser evitado.
    A única forma de vencermos essas retrancas é através de jogadas individuais verticais furando a defesa com dribles(o único atacante que temos com essas características é M. Leite) ou ao retomar a posse de bola imprimir velocidade no contrataque ou ainda em jogadas rápidas pelas laterais com eficiência, tudo isso tem que ser treinado e cobrado.
    Agora é torcer pra um breve retorno dos que estão no DM e dos que receberam punições por cartões.
    Acredito que com alguns ajustes tanto nas contratações quanto na performance do time, poderemos melhorar significativamente, só depende da atuação do departamento técnico e do que a gestão se propuser ou se conscientizar de que precisamos de correções rápidas e não ficar valorizando alguns “meia-boca” que estão aí .
    NÃO PRECISAMOS SOFRER TANTO!!!!
    ST

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  2. Achei precipitação de Jorginho nas substituições de Régis e de Alione. Jogador diferenciado tem que ser espremido até a última gota. Uma boa conversa no intervalo poderia dar uma nova dinâmica a Régis e Alione. Se até o 20 minutos não dessem resultado, aí sim faria as mudanças necessárias. Eu percebo no ar que há uma insatisfação do time com o treinador. Acho que Jorginho e suas convicções não têm passado segurança aos jogadores.

    Empatar com o Aval foi frustante, pois era jogo para ganhar de um time mediano e se afastar da zona de rebaixamento. O gol de empate deles mostrou mais uma vez falhamos em bola alçada na primeira trave. Tipo de erro de posicionamento que só pode ser corrigido com muito treinamento.

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