Marca SóBahêa

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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Este é o Bahia

Hoje é aniversário do grande tricolor Caetano Veloso, o cara que pega músicas bregas e transforma em clássicos da MPB, apenas ao dar seu toque pessoal na interpretação das mesmas. Sozinho e Sonhos de Peninha e Você Não Me Ensinou a Te Esquecer de Fernando Mendes são exemplos claros do que estou dizendo. Quando vejo o Bahia jogando é impossível não imaginar a chegada de um técnico que com um toque de Midas, à la Caetano, transforme nosso pobre futebol em belas e convincentes atuações.


O jogo de ontem foi uma precisa síntese do nosso desempenho no primeiro turno do campeonato. Explico, quando nos propusemos a jogar no primeiro tempo, o que vimos foi uma incapacidade gigantesca de criar jogadas de ataque, e uma vulnerabilidade enorme ao contragolpe inimigo. Aqui abro um parênteses, não é só o Bahia que vem apresentando está dificuldade, o próprio São paulo ficou o tempo todo com a bola no segundo tempo e nada fez. Na minha opinião, o único time brasileiro que consegue conciliar posse de bola com jogar bola é o Grêmio, o resto vem sobrevivendo de marcação eficiente e, em alguns momentos, de contragolpes precisos, inclusive o grande e merecido líder Corinthians.

Quando nos propusemos a defender no segundo tempo, fomos extremamente eficientes na marcação do adversário, impedindo criação de jogadas de perigo contra nosso gol, mas falhamos na saída de bola, perdendo logo a posse por erros básicos de passe, e incapaz de criar contrataque. Ou seja, fomos o retrato do nosso futebol de hoje em dia.

Outro aspecto que retrata nosso primeiro turno, os jogadores estavam extremamente pilhados, os amarelos de Eduardo, vai gostar de tomar amarelo besta assim na casa da p..., e de Thiago foram de lascar, misto de falta de cabeça com ingenuidade da zorra. Credito o gol que tomamos a esta intranquilidade e ingenuidade geral, a saída de Jean foi desnecessária e atabalhoada, fazendo um pênalti infantil e que quase complica o baba. Se é verdade que o Real estava de olho, deve ter repensado após os dois últimos gols que tomamos. 

Por fim, a atuação individual de alguns atletas, em especial Armero, mostra também um claro retrato do que foi nossa participação no campeonato até aqui, erros infantis, insegurança e falta de calma para decidir os lances foram a tônica da atuação do colombiano ontem e do Bahia na maioria dos jogos do primeiro turno.

Porém, não foram só lembranças ruins, nossos gols nos fizeram retornar ao início do campeonato quando com marcação avançada e com pressão sobre o adversário, com muita velocidade e jogo coletivo do nosso ataque goleamos o Furacão. No primeiro gol, a enfiada (lá ele) de bola de Mendoza para Rodrigão foi perfeita, nosso centroavante teve paciência, esperou o deslocamento de Régis por trás da defesa, e deu um belo passe para nosso meia marcar o gol inicial da partida. 



No segundo, o que sobressaiu foi a marcação sobre pressão, Zé Rafael pressionou o goleiro que tocou para o lateral, no momento do bico para frente, Rodrigão travou e a bola foi para Zé Rafael, desta vez ele não delegou e tocou logo para Régis que entrou na área e deixou Mendoza livre para marcar. Novamente, em três minutos focados, e com futebol vertical e coletivo, matamos o jogo.

Por sinal, não só pelo gol e pelo passe no gol inicial da partida, Mendoza foi o melhor jogador em campo ontem. Foi ele o responsável pelos poucos contrataques que encaixamos no segundo tempo.

Posso estar enganado, mas ainda não sinto em Preto a tarimba necessária para comendar o time no restante do campeonato. Mesmo com os dois bons resultados, empate fora e triunfo em casa; das escalações sem invenção; e da coragem de fechar o time quando achou necessário, sim é preciso ter coragem para fazer isto. Vejo um cara assustado nas imagens da tv, o rosto tenso e os gestos corporais me passam uma sensação de insegurança grande ainda.

Enfim, vai começar o segundo turno, estamos 2 pontos abaixo dos programados 25, teremos de repetir no mínimo a pontuação alcançada até agora para se livrar do rebaixamento. Temos time para isto, mas precisamos ser mais cirúrgicos dentro de casa, perder pontos para times do nível de Avaí e Sport precisa ficar no passado, temos de começar já brocando vasco e Botafogo. Espero ganhar sem sofrer, mas não sendo possível que seja com sofrimento mesmo, o que importa é fazer os 3 pontos.

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