Marca SóBahêa

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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Ser otimista é o que resta

Nos últimos dias, o Sobahea está mais improdutivo do que o ataque tricolor e mais lento e parado do que a direção. De minha parte, estou menos criativo do que nossa meia cancha. Mas, esta semana fazendo um curso na Escola Superior de Guerra me deparei com uma frase que me fez voltar a pensar um pouco na situação do nosso Bahia, e a partir dos sentimentos expressos nesta frase vou tecer breves comentários sobre nossa situação.

A frase é:

Otimismo é esperar o melhor. Confiança é saber lidar com o pior
R.S. Simonsen

Pelo que entendi, é muito melhor está confiante do que otimista, já que o otimista é um mero passageiro da situação, uma vez que apenas espera pelo que vem. Pois bem, tenho de reconhecer que já estive bastante confiante com o Bahia na Série A, mas depois das últimas decisões da nossa DE, minha confiança está se transformando em um frágil otimismo, em suma, não tenho mais certeza que o Bahia saberá lidar com o pior, apenas torço para que o melhor, a permanência na A, venha.

Explico, desde o início do ano apoiei a política pé no chão de contratação adotada pela diretoria e sobretudo o rodízio de jogadores no Baiano e Nordeste. Isto sim era saber lidar com o pior, ante nossa precária situação financeira quando comparado à boa parte dos times da A, só nos restava apostar em apostas, jogadores que necessitam de espaço para crescer, foi assim com Zé Rafael e Alione. Ante ao nosso reduzido elenco, o certo era realmente poupar os principais jogadores em jogos menores e testar a molecada. Sem dúvida, estas estratégias deram certo, e acabamos os primeiros campeonatos do ano fazendo o escalpo de dois leões que tinham usado estrategias distintas, em especial na contratação de atletas. Ponto para a DE e comissão técnica do Bahia.

A confiança aumentou com o bom início de campeonato, apesar das derrotas para Vasco e Bota, dava gosto ver o Bahia jogar, o time estava encaixado e fazia valer sua força em casa. Veio o primeiro revés inesperado, a saída de Guto, mas uma vez entendo que a Diretoria soube lidar com o pior e trouxe Jorginho de bate pronto. Entre as opções existentes no mercado, Jorginho era uma das mais interessantes. Pois, já tinha histórico de boas campanhas na A com elencos limitados (Figueirense, Macaca e Vasco), é um cara sério e precisa crescer na carreira, não podendo se acomodar. Mas, algo deu errado, a contusão e a suspensão de alguns titulares fragilizaram mais ainda nosso elenco, a tabela apresentava uma sequência complicada, o esquema de jogo adotado pelo treinador não foi assimilado pelos jogadores, e algo de podre transparecia na relação do treinador com o elenco, como consequência o nível de nossas atuações despencou e os maus resultados se acumularam.

A Saída de Jorginho era questão de tempo, e foi isto que aconteceu. A decisão da Diretoria foi totalmente inversa da anterior, resolveu adotar uma tal postura do silêncio e dar tempo ao tempo. Sinceramente, achei a ação da diretoria ridícula, se não tem grana para contratar um novo treinador, é o que parece ser o caso, efetiva logo a porra do estagiário, ou melhor auxiliar, e vamos para a guerra. Esta história de fazer teste foi de uma babaquice extrema, sensação que me passa agora é que Preto assume mais fraco agora do que há um mês atrás, pois o repetitivo apoio dos líderes do elenco ao interino me passa uma sensação de refém do grupo, ou seja "fique na sua, vc só ficou porque nós lhe apoiamos". Qual a moral do treinador terá para mudar a forma de jogar e barrar uma das nossas "estrelas"?



Enfim, esta bola fora da Diretoria me fez perder totalmente a confiança na nossa campanha de agora por diante. Como fanático que sou, mantenho meu otimismo, mas com ressalvas.

Quanto aos dois jogos que não postei. Entendo que em ambos, o Bahia mostrou uma boa evolução na parte defensiva no aspecto tático, Preto implantou um rígido 4-4-2 com linhas próximas o que impediu a criação dos adversários. Por outro lado, nossa força ofensiva foi para o espaço, tirando o terceiro gol contra o frágil Vasco, os outros foram meras obras do acaso. Não acho que Régis é o cara certo para fazer a linha de 2 com o centroavante, falta a ele velocidade e força para puxar contrataque. Pelo que vem jogando, Mendoza seria meu escolhido para esta função, assim contra o Dragão, sacaria Régis do time, colocaria Alione e ZR pelos lados com Mendoza ao lado de Rodrigão, mas deixo a questão no ar, Preto tem força para barra Régis?

Um comentário:

  1. Expectativa de que venha o melhor para o nosso Bahia! E vamos torcer para que nessa nova fase permeanda de mudanças venham muitos triunfos. Embora algumas decisões da diretoria tenha deixado alguns torcedores preocupados, podemos partir do princípio de que independente do técnico e equipe, jogo é jogo! E tudo pode acontecer. Mas confio na vibração da torcida!

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