Marca SóBahêa

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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

No Sufoco

Ontem, logo pela manhã, fui surpreendido com uma triste notícia, o Paraíso do Dendê, ponto de encontro da torcida tricolor em Águas Claras, estava fechando as portas. Triste porque perdemos nosso ponto de referência, mas principalmente por ver que mais um micro empresário bem intencionado não resistiu à crise que assola o País. Para quem não conhece, Águas Claras é uma cidade satélite de Brasília, com a maioria dos seu 100 e poucos mil moradores de classe média, mas aonde se fecha e se abre 10 a 15 restaurantes e bares por mês, situação bizarra.


Antes de falar do jogo, farei um breve comentário sobre o campeonato, sei que vários criticam os pontos corridos por não ter uma partida final ou pelo campeão ser conhecido com várias rodadas de antecedência, o que parece ser o caso este ano no Brasil, o Gambá soube aproveitar bem o fato dos principais adversários estarem em outras competições. Mas, enquanto a turma lá de cima está passando o tempo, na parte debaixo da tabela a coisa está pegando fogo. Do nono ao décimo sétimo são apenas três pontos de diferença, dois triunfos seguidos pode levar o time ao paraíso, o que aconteceu com o Chape, duas derrotas leva ao fundo do poço, ao inferno do Z4. Esta é a essência do ponto corrido, todos contra todos, 19 jogos em casa e 19 na casa do adversário, quem for mais competente fica com os louros, seja o título, uma vaga na libertadores ou a manutenção na Série A. E o Bahia com o triunfo de ontem deu um passo importantíssimo para a prorrogação de sua estadia na elite do futebol brasileiro.

Sobre o jogo, vi dois tempos idênticos, o Bahia começava com o controle do jogo, o Grêmio recuado, mas com o passar do tempo, a maior qualidade deles predominava e perdíamos completamente o controle da partida. Vi pontos positivos, a defesa continuou muito bem na marcação, no primeiro tempo, eles não criaram nada; roubamos e antecipamos diversas boas com nossa dupla de volante, Juninho fez uma partida muito boa; nosso ataque começou a aparecer mais, Rodrigão fez uma excelente partida como pivô; chutamos mais a gol e criamos nossas chances, poucas, é verdade, mas o suficiente para assustar o excelente time adversário; no segundo tempo, com a permanência de Edigar Junio ou Alione sempre abertos pela direita, cresceu o futebol de Eduardo que voltou a ser uma boa opção ofensiva; a entrada de Régis foi o ponto alto, em 4 minutos fez mais o que nos últimos 270 que permaneceu em campo, quando merecidamente foi sacado do time titular, mas no jogo de ontem, me fez lembrar o Régis que entrava para decidir os jogos na Série B, em especial contra o Ceará quando ganhou a posição de Cajá.

Por outro lado, continuei vendo um time sem capacidade de sair tocando a bola, recorrendo sempre aos chutões de Jean; por boa parte do jogo, perdemos todas as segundas bolas, independentemente de ser em nosso campo ou no ataque; continuamos errando muito passe besta por displicência ou insegurança, querendo logo se livrar da bola; Vinícius não entrou em campo mais uma vez, o que prejudicou muito nossa armação no primeiro tempo; Alione também entrou mal, muito passe equivocado; e mais uma vez, tivemos uma imensa dificuldade de criar chances claras de gol.

Enfim, foi um jogo de altos e baixos do Bahia, como tem sido em todo o campeonato. Destaco que as melhores chances do Grêmio foram criadas pela qualidade de Evérton que entrou bem pela esquerda, explorando a subida de Eduardo e a lentidão da nossa zaga na cobertura. Mas, a trave nos salvou na melhor chance deles.



Sobre o lance do pênalti, acho que não foi, mas a mera discussão que impera desde ontem nas mesas de debate esportivo mostra que foi um lance difícil e não foi nenhum absurdo ser marcado. Ademais, o juiz marcou uma falta de Rodrigão, quando o mesmo chegou livre na cara do gol, que foi sacanagem, ele nem tocou no zagueiro deles.

Gostei muito da energia que a torcida passou para o time. Já nos acréscimos percebi que o clima na Fonte era de total apoio, com o gol aos 51 vindo nos presentear. Estamos em décimo terceiro, e sábado que vem enfrentamos o Coxa que está na zona, não se enganem, não será um jogo fácil, historicamente, o Bahia tem uma dificuldade imensa de ganhar deles mesmo na Fonte. Por isto, a torcida tem de comparecer e ajudar nosso time a arrancar este triunfo que nos levará ao nono lugar, deixando a pressão sobre os adversário.

Por fim, acabou nossa história com o Paraíso do Dendê, bons momentos passamos lá, alguns inesquecíveis como os triunfos sobre o Sampaio e Braga na Série B, sobre o Vice na semi do NE, e o melhor de todos o título do NE sobre o Leão Pernambucano. E para ser justo com Luciano, o proprietário do PD, o bar fechou com a galera pulando de alegria e cantando o hino tricolor.



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