Marca SóBahêa

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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

BBB: Breaking Bad Bahia

Os jogos do time de Preto são tão repetitivos e monótonos que falta inspiração para escrever. Pois, é sempre o mesmo roteiro, time equilibrado na defesa, com o 4-4-2 bem montado com as linhas próximas, dificultando as ações do adversário. Por outro lado, no campo ofensivo, o Bahia é um time previsível, sem capacidade de criação, sem variedade de jogadas, distante e sem nenhuma inspiração. Mais uma vez, como na maioria dos jogos da era Preto, achamos o gol. Assim, sem nenhuma vontade de opinar sobre o jogo, aproveitei o domingo para curtir a família, curar a ressaca de sábado, esquecer de futebol e terminar de assistir a excelente série Breaking Bad, disponível no Netflix. Em suma, ontem eu estava tão puto que ouvi o protagonista da série "Às vezes parece que é melhor não falar nada. Sobre nada. Pra ninguém." 

Para quem nunca viu, Breaking Bad conta a história de um professor de química, que na véspera de completar 50 anos, descobre que está com câncer no pulmão. Sendo pai de um filho adolescente com paralisia cerebral, a esposa grávida, vencimentos e patrimônio insuficientes para pagar o tratamento e garantir o futuro da família, Walter White faz uma escolha extrema de produzir metanfetamina (droga sintética), passando a ser conhecido como Heisenberg no mundo do tráfico. Uma mentira leva a outra, uma medida extrema demanda outra mais extrema ainda, e assim a série transcorre até o 16º episódio da 5ª temporada. Assistam, recomendo, muito mais do que uma série policial, é uma série que retrata os conflitos pessoais e os relacionamentos humanos.

Quando vejo a situação do Bahia na tabela, concluo que nossa situação é muito parecida com de Walter White, pois estamos na beira do precipício, sem recursos e com problemas sérios a serem resolvidos no dia-a-dia. Assim como WW, o Bahia precisa de medidas extremas, manter o atual status quo só fará aprofundar ainda mais nossa crise e a insatisfação da torcida. Como diz Jesse Pinkman, parceiro de WW, "Ou você foge das coisas ou as enfrenta. Toda a questão é aceitar, realmente, o que você é." Ao Bahia não cabe fugir, temos de reconhecer que somos um time com orçamento limitado, com um elenco cheio de carências, a escalação do garoto Evérson na lateral no último jogo é a melhor prova disto, e com um treinador sem experiência no comando. Está na hora de enfrentar esta situação e tomar medidas drásticas.

A primeira medida que eu tomaria é a troca de treinador. Entendo que Preto é o menos culpado de estar onde está. Marcelo Santana e os diretores foram de uma irresponsabilidade ímpar na sua efetivação. Claro que não tinha nenhuma garantia que trazer um treinador mais experiente daria resultado satisfatório (Jorginho foi um acerto que se revelou um erro), mas era certo que repetir o mesmo erro de 2015, quando da efetivação de Charles, tinha tudo para não dá certo. 



Lembro que expressei minha preocupação com a necessidade dos jogadores a todo momento falarem sobre o apoio a Preto, o que já demonstrava que os mesmos sabiam que o treinador não estava pronto e precisava do apoio deles para permanecer no cargo. Como diz Mike, outro parceiro de WW, "Só porque você atira como Jesse James, isso não faz de você Jesse James.", ou seja, não é porque Preto se comporta como treinador, que o faz um treinador, ainda tem muito caminho e muita areia para comer. Outra frase de Mike que cabe como uma luva para Preto é "Você não é o cara. Você não é capaz de ser o cara. Eu tinha O cara, mas agora não tenho mais. Você não é o cara.".

A segunda é ter um papo reto com os jogadores. Se necessário identificar e afastar as laranjas podres, sei que isto vai enfraquecer mais o elenco, mas não podemos contar com quem não quer ajudar. É evidente que nossos jogadores estão jogando abaixo da sua capacidade técnica e física, o que falar da barriga de Rodrigão, como acreditar que um jogador com aquele shape está de fato comprometido em render o seu máximo. Já tivemos elencos piores do que este, mas dava gosto de ver a entrega e o esforço dos caras em campo, na raça superavam todas suas limitações técnicas. Não que o time esteja fazendo corpo mole, sinceramente não vejo isto, mas falta um algo mais, falta aquele sangue no olho das finais da Lampions. Como diz Saul Goldman, advogado de WW, "Se você se empenhar o suficiente pode fazer qualquer história resultar".

Nós torcedores precisamos fazer nossas cobranças chegarem aos dirigentes e jogadores, nada de invadir Fazendão ou tentar agredir os jogadores, mas precisamos mostrar que estamos indignados e não vamos aceitar esta situação que o Bahia se encontra, como diz Skyler, esposa de WW, "Alguém tem que proteger esta família do homem que protege esta família.". Ou seja, como sempre digo, o Bahia é nosso, não é da diretoria e dos jogadores, por isto precisamos lutar e proteger o que é nosso. Temos de fazer a diretoria enxergar que o Bahia está na elite do futebol e tem de se comportar como tal, fazer experiência com treinador é o fim da picada, como diz WW, "Você é rico, agora é preciso aprender a ser rico. Ser pobre qualquer um consegue"

Enfim, encerro reiterando que apesar dos pesares ainda acredito na força da nossa torcida e na capacidade de ajudarmos o Bahia sair desta situação preocupante. "Você precisa parar de pensar na escuridão que o precede. O que passou, passou.", é nesta pegada  de WW que estou me preparando para os últimos jogos da A.

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