Marca SóBahêa

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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Com sangue no olho

Os dois últimos jogos, os primeiros sob o comando de Carpegiani, foram de encher os torcedores de orgulho e trazer a confiança de volta. Além dos bons resultados, jogamos um futebol convincente e com bom equilíbrio entre ataque e defesa, acabou aquela história de defesa firme e ataque improdutivo, criamos e criamos muito contra dois gigantes de SP.


Falando mais especificamente sobre o jogo de ontem, o Bahia entrou com seu tradicional esquema com 4 na zaga, 2 volantes, 3 meias e 1 atacante. A principal mudança foi a entrada de Rodrigão no lugar de Mendoza, impedido de jogar por questões contratuais. Édson também voltou ao time no lugar de Juninho. Mas, o retrato do Bahia no campo era um claro 4-1-4-1, com Édson na frente da zaga, Renê e os três meias mais na frente, e Rodrigão na frente da segunda linha de 4.

Aqui cabe uma explicação que no meu entender melhorou o desempenho do time. No esquema de Preto, o Bahia jogava no 4-4-2, com Vinícius ficando mais avançado ao lado de Rodrigão, o que era um erro, pois Vinícius não tem e nunca terá velocidade para puxar contrataque. Na linha de 4 formada por Carpegiani, cabe a Vinícius girar a bola e ser a referência na armação da jogada se apresentando para trocar bola com Zé Rafael e Edgar Junio, e virando o jogo para os lateriais. No jogo que eu vi, em especial no primeiro tempo, ele cumpriu seu papel com louvor.

O Bahia dominou o primeiro tempo, mas teve dificuldades, o que era esperado, para penetrar (lá ele) na sólida defesa corintiana, mas criamos nossas chances e poderíamos ter saído com a vantagem. Ainda entendo que nossos laterais precisam de mais apoio quando chegam no campo de ataque. Defensivamente, o Bahia foi bem, o Corinthians teve apenas duas chances, ambas em jogadas bem trabalhadas pelo lado do campo, a velha e eficiente ultrapassagem do lateral e do meia, exatamente nossa falha ofensiva.

O segundo tempo começou na mesma toada, o Bahia era dono do campo, mas esbarrava na zaga deles. A partir dos 15 minutos, o panorama mudou, eles passaram a dominar o jogo. Carpegiani enxergou e fez a substituição que eu faria, botou Régis no lugar de Rodrigão, EJ foi para o comando de ataque, Vinícius abriu para a esquerda e ZR continuou pela direita. Mas as mudanças não fizeram efeito de imediato, o jogo continuou com o domínio deles.

Mas, aí veio aquele detalhe que estava faltando ao Bahia, o sangue no olho, a vontade extra de ganhar. Renê roubou uma bola na entrada da área e tocou para Eduardo que fez uma bela virada para Vinícius, este tocou para Régis que enfiou a bola para ZR que entrava impedido. Mas, ZR ignorou o lance e a bola sobrou para Fagner, aí veio a vontade de ganhar que estava faltando, EJ pressionou, o que não estava sendo feito anteriormente, e tocou na bola, o resto todos sabemos.

O Bahia fez mais duas substituições, Alione no lugar de ZR e Matheus Sales no lugar de Vinícius. E resolveu usar o feitiço contra o feiticeiro, deu campo ao Corinthians e foi jogar no contrataque. Criamos mais algumas chances, mas o gol só saiu ao apagar das luzes com Régis. Chamo atenção para um fato, Régis estava na barreira na cobrança de falta, e saiu em disparada para marcar o meia deles após o rebote da zaga, a isto eu chamo de entrega, sem querer ser chato, mas sendo, o que nos faltava na época de Jorginho e Preto.

Encerrando, fizemos duas boas e convincentes partidas, com uma pequena alteração tática, saímos do 4-4-2 para o 4-1-4-1 na parte defensiva. Mas, a principal mudança foi na postura dos atletas, estamos entrando em campo com o velho sangue no olho e com confiança, com isto será difícil impedir nossa permanência na A. Para o próximo jogo, eu retornaria com Mendoza no lugar de Rodrigão, entendo que o time fica mais rápido e ágil na puxada de contrataque. 

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