Marca SóBahêa

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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Não foi para tanto

Esta semana fugi da rotina brasiliense e vim a Manaus para visitar os comandos e conhecer o relevante trabalho realizado pelas forças armadas brasileiras na região norte do País. Um mantra que foi repetido a exaustão é que numa missão o soldado tem de manter a concentração no máximo sempre, foi exatamente o que não aconteceu com o Bahia ontem, até os 2x1 "tínhamos um djogoooo", como diz Paulo Antunes, mas depois daí, o Bahia perdeu a concentração, sua retaguarda ficou desguarnecida, outro ensinamento militar que desprezamos, e acabamos sendo goleados.

 Carpegiani armou o time com o melhor que temos no momento, com a volta de Mendoza no lugar de Rodrigão. Mas, durante os 15 primeiros minutos, fomos totalmente dominados, não conseguíamos reter a bola e o Flamídia ocupou o território inimigo. Abrindo um parêntese, foi exatamente como estava me sentindo no bar em Manaus, cercado de flamenguistas, alguns amigáveis e outros totalmente hostis, fechando o parênteses. Depois deste início inseguro, o Bahia postou melhor suas linhas, no 4-1-4-1, e conseguiu ultrapassar a fronteira do meio campo com sua artilharia, chegamos a ter a melhor chance da primeira etapa, mas Vinícius falhou feio na hora de soltar a bomba e deu um traque na mão de Diego Alves. Logo depois, o sacanildo saiu machucado e entrou Régis só para provar que tem de comer banco mesmo.


A parte final da primeira etapa nos encheu de esperança, o brio demonstrado pelos jogadores mostrava que aquele era o caminho a ser seguido. Porém, o início do segundo tempo foi muito parecido com o do primeiro, com o Bahia sendo dominado. Num vacilo da zaga gol dos caras numa cobrança de escanteio (precisamos treinar exaustivamente escanteio na nossa área, estamos vacilando e tomando muito gol assim. Como está escrito na base aérea de Cachimbo, "você luta como treinou"). A galera flamenguista no bar até que vibrou pouco, estão ressabiados com o inconstante time deles.


Nitidamente, o Bahia sentiu o golpe, mas eles não aproveitaram para matar o jogo. Prof. Carpegiani tirou o apagado e desaparecido Zé Rafael e colocou Alione, logo depois colocou o Brocador em campo. O Flamídia baixou as guardas e num bom lance tramado por Alione, Hernane foi derrubado, pênalti para o Bahia. Mendoza deu uma banana para a fama de pegador de pênalti do goleiro deles e botou no canto esquerdo do gol. Como é tradição dos goleiros do Urubu, Diego Alves caiu na direita. Vibrei para carai, e despertei a ira dos "inimigos", até os amigáveis passaram a me azucrinar.

Jogo empatado, mais de 20 do segundo tempo, era só fazer a bola girar e garantir o precioso pontinho. Mas, a maior capacidade técnica do adversário fez a diferença, em mais um escanteio, Réver subiu como um helicóptero Tomahawk, e fez um belo gol. Depois deste momento tivemos um novo jogo, o Bahia nem combateu, nem protegeu, desguarneceu a retaguarda, recolheu a flotilha ao porto e não teve a manha de uma onça para surpreender a presa, pelo contrário, nos tornamos uma presa fácil e tomamos 2 gols do até então apagado Diego. Só queria saber que porra Lucas Fonseca fazia com aquele braço esticado, vá ser burro assim lá na casa da porra.


Agora é reintegrar a galera, recuperar a concentração e confiança para conquistar um triunfo sobre o Vice no domingo. O segredo é fazer que eles se sintam em casa. Lembrando o lema do exército, temos de ter braço forte e mão amiga. Em suma, temos de combater os jogadores do Vice com a gana e sabedoria de um guerreiro de selva e ser solidário e jogar pelo companheiro durante os 90 minutos.

Da nossa parte, vamos lotar a Fonte, ocupar nosso território, acuar o adversário com nossa vibração, apoiar nossos jogadores e no final comemorar mais um triunfo. Mas, não se esqueçam, eles precisam se sentir em casa.

Ah sim, as fotos que ilustram este post são de São Gabriel da Cachoeira, mais um belo cartão postal brasileiro esquecido no meio da floresta amazônica. Como diz os soldados que protegem esta maravilha, SELVA E BORA BAHÊÊA MINHA PORRA. 

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