Marca SóBahêa

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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Demorou, mas chegou

"Há muito tempo que eu queria ter um grande amor como você. Demorou, mas chegou e minha vida se transformou".
 
O verso acima, eternizado por Édson Gomes, reflete exatamente o sentimento dos integrantes da Embaixada Bora Bahêa Brasília pelo Bahia neste momento do Brasileiro. Faz tanto tempo que não víamos  uma campanha como a atual que eu nem saberia precisar qual foi o ano, talvez 2002. Como diz o Mestre, demorou, mas chegou. 
 
O certo é que nos últimos 7 jogos, o time e a torcida passaram por uma transformação total. Se antes andávamos tendo pesadelo com a zona de baixo da tabela. Hoje, sonhamos com a de cima; se antes temíamos o mais frágil adversário, Hoje, enfrentamos de peito aberto o mais forte; se antes nossos jogadores não passavam de meros peladeiros. Hoje são verdadeiros guerreiros que nunca se dão por vencidos; se antes, nosso time era um bando sem rumo em campo; hoje é uma tropa de elite bem comandada e com movimentos precisos; se antes, os corneteiros não se cansavam de apontar erros no zap da Embaixada. Hoje, guardaram a corneta no saco, e admitem envergonhados os acertos da diretoria e da comissão técnica; enfim, onde antes era dúvida, hoje é certeza que temos um time capaz de disputar o campeonato de forma digna. Neste tempo, a única coisa que não mudou foi nosso amor pelo clube, o costume de lotar os dois points da EBBB em Brasília, e o orgulho de gritar BORA BAHÊÊA MINHA PORRA
 
Sobre o jogo, nosso início foi péssimo, um dos piores dos últimos tempos. Em 5 minutos, Jean já tinha salvo duas e Eduardo uma chance clara do Avaí. Quando o Bahia equilibrou o jogo, Alione errou uma devolução de bola para Mendoza e na sequência ocorreu a falta que originou o gol deles. Não chego a dizer que Jean falhou, pois a bola quicou antes, mas ele foi lento e atrasado no lance, talvez não esperasse que a barreira ia abrir.
 
Mas, o novo Bahia não se entrega, tomou a rédea do jogo, acuou o Avaí e chegou ao empate com Edigar Junio, parecia que a bola não queria entrar, bateu nas duas traves, após a cobrança de falta de Juninho, um zagueiro tirou em cima da linha, mas EJ estava atento e soltou a bomba, estufando a rede adversária. Depois do empate tricolor, o jogo ficou mais enroscado no meio e nada digno de nota aconteceu. 
 
O segundo tempo começou sob total domínio tricolor, o Avaí parecia assustado com o bom futebol do Bahia e só assistia ao tricolor tocar a bola e mandar no jogo. Mas, bastou um ataque perigoso deles, salvo por Jean, para a atmosfera do jogo mudar, em 4 minutos, eles chegaram 4 vezes, inclusive numa braga de Jean com sua tão propalada habilidade com os pés. 
 
Foram 10 minutos com o Avaí melhor em campo. Porém, como um bom lutador de boxe que espera o oponente cansar, Mayweather fez isto contra Mac Gregor, o Bahia esperou o momento certo e começou a atingir o adversário com jabs até soltar a sequência de cruzado e direto na ponta do queixo, fazendo o "inimigo" beijar a lona.
 
Alione, vinha errando muito passe, fez uma excelente jogada pela esquerda e rolou para EJ que só empurrou para fundo da rede. Aí, foi esperar o juiz contar até 10 e comemorar mais um triunfo tricolor. Por sinal, EJ queimou a língua de muita gente, são 7 gols em 7 jogos, chupa, cornetas. 
 
Encerro, lembrando outro ícone da música baiana, a Bamda Mel, "Eu queria que esta fantasia fosse eterna. .... E viver será só festejar".

2 comentários:

  1. Excelente texto. O fato é que boa parte da torcida, inclusive eu, cobravamos a presença de um técnico a frente do time. Os elenco, apesar das limitações em algunsns pontos, tinha potencial para almejar a parte de cima. Bastava um comandante que enxergasse isso. Foi o que fez Carpeggiani, além de implantar um padrão de jogo, explorando mais o potencial de alguns jogadores, como Alione, componentes como garra e motivação voltaram. Nessas condições, com certeza, o torcedor entraria em sintonia com o time. E, quando o time e a torcida tricolor estão juntos e unidos, ninguém segura o esquadrão. BBMP, rumo a libertadores

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  2. A grande questão a ser respondida é: mesmo com carências do elenco, se um treinador experiente tivesse sido contratado ao invés da maluquice de efetivar Preto, será que não estaríamos nesta situação confortável a mais tempo?

    Estou bastante aliviado com esta arrancada final que praticamente zerou a possibilidade de rebaixamento. Não merecemos outro decesso em tão pouco tempo. Parte da torcida está eufórica em Salvador e o assunto é beliscar uma vaga para jogar a Libertadores. Não acho que temos cacife para enfrentar a batalha que é a Libertadores. Sou comedido e desejo que o Bahia se consolide como um clube de série A primeiramente para depois alçar vôos maiores. No momento, quero curtir a fase tricolor e agora, com mais tranquilidade, torcer fervorosamente pela queda do nosso vice de estimação.

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