Marca SóBahêa

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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Rápido e Caceteiro (14)

O tempo está escasso, nem deu tempo de fazer uma análise da derrota para o Sport, mas impossível me segurar e não palpitar sobre alguns assuntos que vejo no zap.

Derrota para o Sport: resultado justo, o Bahia sentiu o jogo e pouco fez para evitar a derrota. Começamos bem, seguramos e tocamos a bola com muita tranquilidade até os 15 minutos do primeiro tempo. Depois, o time ficou apático, e eles chegavam com muita facilidade, principalmente pela esquerda da nossa defesa, nossos volantes e meias não deram o apoio necessário a Juninho que era facilmente vencido por Marquinhos. Diego Souza e André jogando como 9 tiraram a sobra da nossa zaga e criaram problema. O Gol foi apenas uma consequência do domínio deles. Mesmo no segundo tempo quando ficamos com a bola e agredimos um pouco mais, ficamos longe de ser o Bahia de outros jogos. Nossos jogadores pareciam estar desconcentrados e esgotados fisicamente. Em suma, derrota justa.



Venda de Jean: no início do ano, Jean era o patinho feio da companhia, hoje é a joia do elenco. Mérito dele que teve personalidade para superar o massacre diário da torcida; e da comissão técnica que acreditou no potencial do moleque. Sinceramente, ainda não acho Jean um goleiro pronto, melhorou bastante nas últimas partidas na saída de gol, mas ainda não me passa segurança nas bolas aéreas que cruzam na porta do nosso gol. Com relação às cobranças de falta, espero queimar minha língua e torço fervorosamente que ele faça um gol, mas confesso que preferia que ele começasse batendo falta durante o Baiano. Com relação à sua possível saída, vejo como normal, o Bahia precisa fazer caixa e precisa voltar a fazer parte do mercado de venda de jogadores. Nossa Diretoria só precisa ser firme e apenas negociar pelo valor integral da multa ou algo muito próximo disto. A mesma análise cabe para Zé Rafael e Edigar Junio, proposta decente, venderia os dois.

Lembro que nossas revelações sempre foram vendidas, Marcelo Ramos e Uéslei para o Cruzeiro, Bobô para o São Paulo, Charles para o Boca ou Cruzeiro - não lembro agora de forma precisa -, Zé Carlos para o Inter, Luiz Henrique para o Flu, sem falar dos recentes Talisca, Gabriel e Pará. O segredo está na capacidade de reposição, por exemplo quando os campeões de 88 foram embora, tivemos dificuldade de repor em 89, mas em 90 trouxemos Luiz Henrique e Naldinho e fizemos um time muito forte e chegamos na semi do Brasileirão. Ou seja, negociar jogador é normal, porém precisamos estar atentos na reposição, simples assim, nada de drama.

Outro ponto que sempre leio, não podemos aceitar refugo na troca, temos de analisar isto com cuidado. Quando o Bahia vendeu Zé Carlos, o contrapeso foi Luiz Fernando, excelente jogador que jogou muito no Bahia e depois no Cruzeiro. Ramon foi o contrapeso da venda de Dida para o Cruzeiro pelo Mamão. Quando o São Paulo comprou Beletti e Serginho do Cruzeiro, deu 5 jogadores que formaram a espinha dorsal do time Campeão da Libertadores. Em suma, temos de analisar com cuidado o que vai ser oferecido, nada de rejeitar antes. 

Jogo contra Chapecoense: outra final. Ainda temos chance de beliscar uma vaga para a próxima Libertadores, por isto não estou entendendo a postura da torcida que está ignorando esta partida. Nossa torcida só está interessada em discutir as especulações da venda de atletas e sobre eleição. Calma galera, o campeonato ainda não acabou, não vamos perder o foco, o time precisa do nosso apoio para bater a sempre chata Chapecoense.
Prevejo mais um jogo difícil, mas com uma semana de treino e descanso, o time deverá entrar com outra pegada, com mais disposição e sufocando a Chape. Entendo que somos favoritos para este jogo, mas a coisa se tornaria mais tranquila se o torcedor comparecesse e jogasse junto com o time. Infelizmente, não estou vendo esta disposição.

Um comentário:

  1. Excelente artigo, Miguel, faltou as costumeiras analogias com a música e os fatos da história...rsrsrs. Concordo com a sua análise em relação a venda das revelações da base ou qualquer outro jogador, mas a diretoria precisa ser firme quanto ao valor exigido, tem que ser compensador, ainda mais que o clube só tem 70% dos direitos de Jean. E, se houver jogadores do São Paulo envolvidos na transação, é preciso se avaliar idade, potencial etc.. para que não venham refugos. Uma das coisas mais importantes que a próxima diretoria tem que focar e melhorar é a transição dos jogadores da base para o profissional, é necessário uma política que brinde os atletas, evitando os traumas que observamos causados pela cornetagem da torcida impaciente. Com uma boa reposição para o elenco, não sentiremos tanta falta das grandes revelações, pois haverá substituição a altura. Quanto ao jogo de domingo, acredito que a postura do time será outra, pois não entrou em campo contra o sport e a torcida que lotar a fonte. BBMP. EU ACREDITO NA LIBERTADORES

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