Marca SóBahêa

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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Acabou o ano

Bem amigos do Blog SoBahea, o campeonato acabou com aquele frustante, mas saboroso, gostinho de quero mais. Frustrante porque perdemos a chance de conseguir algo melhor, por tropeçar em nossas próprias pernas em momentos cruciais, por não aproveitarmos o fator casa contra adversários teoricamente mais fracos, e por nos deixar vencer por antigos e persistentes erros.


Mas, prefiro falar do lado saboroso, foi simplesmente de f... ver aquela arrancada após a chegada de Carpegiane. Grêmio, Corinthians, Santos e outros menos cotados sentiram o peso do nosso time, da nossa mística e principalmente da nossa torcida. Foram semanas e jogos que nos fizeram relembrar a gloriosa segunda metade da década de 80, quando a Fonte não era apenas um estádio, era a nossa casa, onde dávamos as cartas e todos obedeciam.

Mais importante do que falar do bom jogo de ontem, quando os dois times jogaram sem o peso da necessidade do triunfo, onde o futebol, mesmo carecendo de melhor técnica, fluiu dos dois lados, prefiro lembrar que começamos este brasileiro para brigar para não cair, e quando faltavam três rodadas estávamos brigando para ir a Libertadores, sonho não sonhado por 99 de 100 torcedores do Bahia, só Binha achava isto no início do campeonato.

Não quero, não gosto e não vou me meter na política do clube, prefiro manter minha isenção e criticar ou elogiar quando preciso. Por isto, entendo que MS e sua Diretoria quase puseram tudo a perder quando insistiram com Preto Casagrande; erraram grotescamente quando armaram o elenco sem reposição para a lateral direita e centroavante; falharam ao trazer jogadores do quilate de Matheus Reis, Gustagol e Ferrareis, ou contundidos como Wellington Silva e Maikon Leite. Estes são só alguns dos vários erros cometidos e comentados aqui durante o ano.

Mas, quem me conhece, sabe que sou daqueles que vêem sempre o copo meio cheio, ao invés de meio vazio. Pelo Bahia, então, vejo o copo sempre cheio. Por isto, acho que os acertos foram bem maiores do que os erros, se erramos em algumas contratações, renovar com EJ e RJ, e trazer ZR foram bolas dentro. Deixar o orgulho de lado, e acertar a vinda de Mendoza foi outra. 

Reparem que começamos e terminamos o ano com o mesmo time base, as grandes mudanças no elenco foram trocar o limitado Diego Rosa, uma tentativa válida ao meu ver, pelo já citado Mendoza, e a substituição de Gustavo pelo irresponsável Rodrigão. No mais, a maioria das contratações do início do ano ficou até o final do ano. Parece pouco, mas isto não é o padrão do Bahia. Para quem não sabe, na gloriosa segunda metade da década de 80, perdíamos jogadores fundamentais no elenco porque o contrato vencia antes do final do campeonato.

Só sei que vão ser 30 dias relembrando as 50 vezes que vibrei com gols do Bahia no brasileirão, as trocentas vezes que falei e ouvi "defesaça de jean"; "acertar o pé Eduardo"; "Thiago é um zagueiraço"; "LF queimou minha língua, está jogando bem"; "Capixaba é bola, tem um belo futuro"; "Édson é um xerifão"; "Renê é um monstro", "solta a bomba, Juninho"; "toca a bola Zé Cartola"; "Acorda Alione"; "Régis destrói quando entra no final do jogo"; "que porra é esta? Mendoza chegou nesta bola"; e "EJ tá jogando muito, acorda Tite".

Parece que vários destes vão embora, que sigam seus caminhos, só tenho a agradecer a dedicação e profissionalismo na bela arrancada na metade final do campeonato, quando me fizeram sonhar alto e relembrar os grandes momentos do tricolor.

BBMP

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