Marca SóBahêa

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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Vencemos

Mas, não convencemos. Coletivamente, o Bahia não apresentou grandes evoluções, continuamos jogando um futebol sem objetividade e ainda com grandes crateras na nossa defesa. Por outro lado, a disposição do time já é outra, com os treinamentos e jogos, os jogadores á estão mais soltos e o time começa a correr mais e disputar a bola com mais fome, com o velho sangue no olho. também vi melhorias na condição individual de cada atleta, com o preparo melhorando, a matada de bola fica mais naturalmente, o passe sai mais preciso, e a proteção da bola fica mais fácil


Sob o aspecto coletivo é importante reiterar que o Bahia ainda não tem um time titular definido, além de vários jogadores novos, infelizmente, já começamos a conviver com baixas devido à contusões. Por exemplo, o Bahia foi pensado para ter Régis como o jogador central do meio, o cara responsável para levar o time ao ataque. Porém sua saída e a entrada de Vinícius como titular, muda completamente a forma do time atuar. Régis tem como característica carregar a bola e procurar a aproximação com os outros meias e atacantes para a tabela, apresenta também um futebol mais vertical, sempre em direção ao gol, dificilmente toca de lado ou vira o jogo. Vinícius é exatamente o oposto, não tem capacidade para carregar a bola e tem como característica principal fazer a bola girar no meio, inclusive com viradas de bola. 

O exemplo acima, mostra como o Bahia ainda está engatinhando no aspecto coletivo. Ou seja, só o tempo, os jogos e os treinos darão uma cara ao time. Não adiantar querer neste momento que o time jogue como uma orquestra, lá para as finais dos campeonatos estaremos assim.

Individualmente, o grande destaque é Gregori, jogador vigoroso e de grande movimentação. Sinceramente, espero que o mesmo não seja um fenômeno de pré-temporada como Alessandro (ponta do Santos que arrebentou num Rio - São Paulo), Zé Carlos (chegou a disputar Copa) e Rafinha (arrebentou no Carioca, e depois virou moeda de troca por Feijão). Pois, o preparo físico dele aparentemente está muito acima dos demais atletas, o que facilita e muito sua atuação. Léo vem bem; Vinícius vem fazendo o que sabe; Kayke foi muito bem ontem; Alione também vem bem, cadenciando bem o jogo e buscando ser incisivo em alguns lances; e LF vem mantendo o nível de 2017.

Por outro lado, Élber ainda está devendo muito; Thiago ainda não passa nenhuma segurança, a qualquer momento pode entregar o ouro ao bandido; e EJ ainda muito longe daquele que acabou a temporada. Os demais, alternam bons e maus momentos, inclusive Douglas que ontem não me passou firmeza em várias jogadas.

Fisicamente, a evolução do time é evidente. Ontem já foi outro jogo neste aspecto. O time correu e demonstrou mais vontade do que nas partidas anteriores. O gol de Kayke é um exemplo claro do que estou falando.



Mais especificamente sobre o jogo de ontem, o Bahia desde o início adotou a postura que se espera dele, controlou o jogo e procurou prender o Altos lá no seu campo de defesa. Contudo, ainda pecamos muito na criação de jogadas e no penúltimo passe, nas poucas vezes que criamos, erramos o passe para deixar o atacante na cara do gol. Por outro lado, mesmo com uma dupla de volantes nova, ainda não estamos como uma recomposição legal na defesa, ainda demos muito espaço ao adversário, antes do nosso gol, eles já tinham perdido 3.

Justamente no melhor momento do adversário, quando o Bahia segurou a onda depois de dois lances perigosos deles, chegamos ao gol. Num contrataque bem puxado por Vinícius, Kayke arrancou do meio e concluiu bem ao gol. Eles sentiram e voltamos a dominar o jogo. Alione entrou bem, deu mais verticalidade e quase chegamos ao segundo com Zé Rafael que logo depois marcou o segundo numa bela jogada coletiva, a primeira do ano, e fechou o caixão.

O Adversário era fraco, mas todos da CNE e do Baianinho são, então o que interessa são os três pontos e o triunfo. Agora é manter a pegada de ontem que o conjunto e, consequentemente, um futebol convincente virão com o tempo. Só peço uma coisa à torcida, deixem o ambiente do clube em paz, esta pressão burra, típica de dor de corno, sobre o treinador só atrapalha. Para fechar, quem não conseguiu ver evolução no time ontem está de sacanagem ou má vontade.

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