Marca SóBahêa

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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Acabou a festa, é hora do pirão

Véspera de BaMamão sempre é legal escrever um texto, ajuda a desopilar a tensão pré-clássico. Porém, é um desafio, pois não acompanho os jogos, não leio notícias, não vejo os melhores momentos e nem ouço resenha sobre o rival.


O que sei é que Mancini costuma pregar algumas peças no Bahia, mas o repertório não é muito vasto. Geralmente, ele abre dois jogadores velozes nas costas dos nossos laterais e busca sempre o jogo vertical, com pouco toques para o lado e muita bola longa. Sinceramente, não conheço Yago e não vejo em Rhayner e Neilton jogadores capazes de incomodar nossos experientes laterais.

É certo que o momento deles é melhor, mas estamos vindo de 10 dias de descanso e treinos, enquanto eles jogaram duas partidas no período.

Falando sobre o Bahia, de cara, quero reconhecer que Guto não é mais monoesquemático, pois o Bahia vem variando entre o 4-2-3-1 e o 4-1-4-1, diferente da sua última passagem quando o Bahia só jogava no 4-2-3-1. Verdade que esta variação de esquema impediu ao Bahia já ter uma cara definida neste ano.

Contudo, é justamente esta variação tática que pode fazer o Bahia surpreender o Vice lá na casa deles. Entendo que o Bahia deveria entrar com a seguinte formação: Douglas, Nino, Thiago, Lucas e Mena; Édson e Gregori; Zé Rafael, Vinícius e EJ; Kayke. Um típico 4-2-3-1.

Com a volta de Édson, o Bahia ganha mais um atleta de boa estatura para marcar a principal jogada deles, a bola alta para Kanu, extremamente perigoso neste quesito. Com Édson e Gregori também podemos fazer um ferrolho na entrada da nossa área, protegendo melhor nossos zagueiros que estão expostos em demasia. Ademais, com Édson centralizado, Gregori pode cobrir melhor os laterais. Por fim, Édson pode recuar e formar uma linha com 3 zagueiros como fez em alguns jogos da A. Em suma, ganhamos bem na parte defensiva.

Por outro lado, não vislumbro grandes perdas ofensivas. Vamos perder a velocidade de Élber nas costas dos laterais deles, mas é consenso que Élber, apesar do esforço e correria, tem rendido pouco. EJ tem de jogar aberto variando de lado com Zé Rafael para confundir a marcação deles, e no momento certo, fazer o que faz de melhor que é aparecer na área de surpresa para marcar. ZR, por sua vez, tem de se movimentar inclusive fechando para o meio buscando se aproximar de Vinícius e Kayke, o segundo gol contra o Altos é um exemplo do que estou falando.

Com Vinícius perdemos em profundidade, mas ganhamos na virada de bola e nos lançamentos. A falta de velocidade dele pode ser compensada com a chegada de Gregore que pode ser o fator de desequilíbrio do jogo, fazendo o Bahia jogar no 4-1-4-1 ou aparecendo de surpresa na área para finalizar. No 4-1-4-1, Édson faz o 1, e Gregori avança para formar a linha de 4 pelo meio ao lado de Vinícius, com EJ e ZR abertos pelos lados.

Nossos laterais precisam aparecer para a saída do jogo, não podemos viver de chutão, devolvendo a bola para o rival. E devem ir na boa para fazer o 1-2 em cima dos laterais deles, buscando a jogada na linha de fundo.

Por fim, com 20 a 25 minutos do segundo tempo, eu colocaria Régis para executar as jogadas de infiltração em velocidade na já cansada e pesada zaga deles. Alione pode ser uma opção para cozinhar o jogo é Élber a opção para os contrataques.

Como já disse, o momentos deles é melhor, o técnicos deles gosta de ganhar BaMamão, mas vejo nosso time com mais opções táticas o que é fundamental para decidir jogos equilibrados. Reitero o que sempre digo aqui no blog, o que ganha jogo não é o esquema tático, o que ganha jogo é a disposição, é a fome de bola, é o sangue no olho, é assim que temos de entrar para abater a leoa.

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