Marca SóBahêa

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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Deu para o gasto

Foi a apresentação mais sólida do Bahia na temporada. Tudo bem que o Timbu é um time de Série C, mas é um dos times mais tradicionais da região e um dos grandes de Pernambuco. Indiferente  a isto, o Bahia fez valer seu mando de campo e, dos 15 minutos do primeiro tempo até os 40 do segundo, foi senhor absoluto do campo. 

Parece que Professor Guto abandonou de vez o 4-2-3-1 e está apostando cada vez mais alto no 4-1-4-1, com a distribuição abaixo:



Aqui já vemos uma diferença fundamental para o time de 2017, Zé Rafael não está mais jogando pelos lados, está se posicionando pelo meio ao lado de Vinícius. Este pode ser um dos motivos do, até agora, improdutivo Élber continuar como titular. Visto que Zé Rafael e Vinícius se completam, enquanto o primeiro é um jogador de conduzir a bola e driblar, procurando o passe curto e a tabela; o segundo é um jogador mais de passes e enfiadas (lá ele) de bola. O que não estou gostando é que ZR tem voltado muito para buscar a bola, este não deveria ser seu papel, pois conduzir a bola por todo o campo adversário é muito difícil, entendo que Vinícius deveria buscar a bola e ZR ficar mais avançado. Com o treino e entrosamento este problema se resolverá.

O fator Élber. Não tem como discutir, Élber ainda não apresentou futebol para ser titular, mas tenho de reconhecer que o moleque se esforça muito, fecha o avanço dos laterais e é uma formiguinha. Porém, todo seu esforço é jogado fora por suas limitações técnicas e escolhas de conclusão das jogadas. Porém, pelo aspecto tático citado no parágrafo anterior, ele vai se garantindo. As opções seriam Alione e Régis, com o primeiro o time perde em velocidade e intensidade, mas ganha muito no aspecto técnico; com o segundo, ZR teria de ser deslocado para a ponta novamente, enquanto Régis faria o papel que hoje é dele. Com o decorrer da temporada, se não chegar alguém para jogar aberto, acho que PGF vai retornar Alione (primeira opção por não mexer com ZR) ou Régis ao time titular.

Eu e 98% da torcida tricolor entendemos que Gregore e e Vinícius são os principais atletas do tricolor na temporada. Mas, ao mesmo tempo que eles fazem parte e muito bem da solução ofensiva, são na minha opinião os pilares da fragilidade que a defesa tricolor vem passando. Explico, Gregore não é primeiro volante, claramente é segundo, com isto, apresenta sérias dificuldades para fazer o 1. Vinícius, por sua vez, não é volante, é um meia que joga mais recuado, por isto não tem o caguete de marcação. Com isto, nossa defesa fica muito exposta, escancarando toda a fragilidade dos nossos lentos zagueiros. Reparem na sequência de imagens abaixo e vejam o espaço que nossa zaga deu ontem, culminando na última com o gol. Posso estar enganado, mas falta um cão de guarda na frente da nossa zaga.




Repararam que Gregore, nosso primeiro volante, não aparece em nenhuma das imagens? Na última, ele é que teria de estar acompanhando o meia que fez o gol. Sei não, mas acho que Édson ou Élton precisam entrar no lugar de Élber, formatando o time novamente no 4-2-3-1 ou no no 4-2-2-2. Em outros textos, explorarei estas formações, as alternativas de Guto são milhares, não justifica ficar em somente uma opção.

Com relação aos laterais, entendo que ganhamos muito de 2017 para cá, porém o time precisa ser mais equilibrado, ontem, só jogamos pela direta, Mena foi uma peça quase inútil em termos ofensivos. Em jogos passados, aconteceu exatamente o contrário. Não pode ser assim, esta alternância de jogada tem de acontecer durante a partida, não podemos jogar capenga.

Enfim, o Bahia continua evoluindo, claramente o toque de bola já está mais evolvente, a movimentação melhor, apesar de ainda temos muita distância entre os jogadores em alguns lances, e o ataque está mais insinuante e criativo. Contudo, estas crateras precisam ser fechadas urgentemente, ou vamos ter uma defesa frágil e muito vazada no Brasileirão.

3 comentários:

  1. Gosto da ideia de Edson como primeiro volante, até porque seja no 4141 ou no 4231, a frente da zaga fica despovoada; na segunda linha, temos 1 ou 2 jogadores, a depender do esquema tático. Diante do elenco atual, com opções é verdade, meu esquema seria o 4231 (já deu certo com Guto), com as seguinte formações/opções: 1- Douglas, Nino, Tiago, Lucas e Mena; Edson, Vinicius e Regis; Allione, Edigar e Zé Rafael, 2 - Douglas, Nino, Tiago, Lucas e Mena; Edson, Vinicius e Allione; Edigar, kayke e Zé Rafael ou a 3 - Douglas, Nino, Tiago, Lucas e Mena; Edson, Vinicius e Regis; Edigar, kayke e Zé Rafael

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  2. Excelente texto, acho que a saída de Elber para a entrada é Elton seria fundamental para termos uma zaga mais confiável

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  3. Curioso é que confiei muito na defesa. O Tiago (ótimo em 2017) iria continuar. E chegaram Douglas (goleiro) e Grolli (zagueiro), com chance de serem boas contratações. Mais: Nino de um lado e Mena do outro. Pensei que estávamos tranquilos. Mas...
    Parabéns pelo excelente texto.

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