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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Habemus técnico

Semana passada, critiquei pesadamente Guto por suas opções táticas no jogo contra o Palmeiras. Hoje, venho aqui para elogia-lo pelo trabalho realizado ontem contra o Vasco. Na hora da substituição de Brumado por Régis, também estranhei, mas me lembrei que não tinha sido a primeira vez que Guto tirava um centroavante para por um meia, ele já tinha feito isto uns jogos atrás, e resolvi acreditar. Pelo resultado que vimos ontem, parece que nosso "limitado" treinador, o cara de um esquema só, como parte da torcida gosta de falar,  tem testado esta e outras opções nos treinamentos diários.


Com relação ao jogo, o Bahia esteve longe de fazer uma grande partida. No primeiro tempo, entramos com a marcha lenta e só fomos chegar perto da área vascaína após os 25 minutos, com um passe de primeira de Vinícius para Élber que demorou a chutar e foi travado. Por falar em Élber, ontem enfim saiu o merecido primeiro gol com a camisa tricolor, já tem um tempo que ele vem batendo na trave, mas ontem não teve jeito, nasceu. O moleque ontem jogou demais, aproveitou a fragilidade do frágil Fabrício e levou vantagem em todas as bolas que partiu para cima, o problema é que continua errando no último toque, passa forte demais ou cruza fraco demais, não dando fim à jogada.

Defensivamente, Gregore começou muito mal, errando bolas simples e soltando a botina, foi poupado de tomar um merecido amarelo. Mas, com o tempo, ele e Élton foram se achando em campo, matando todas as jogadas do adversário já na intermediária. Com isto, Thiago e Lucas jogaram na boa, e Anderson foi um expectador de luxo, não pegou na bola. 


João Pedro vem a cada partida garantido a titularidade, ontem mais uma vez foi muito firme na marcação, mas foi tímido no primeiro tempo no apoio, quando se soltou no segundo tempo, criou a jogada do primeiro gol, até agora o o lateral deles está procurando a bola depois da tabaca aplicada por JP.



O segundo tempo começou na mesma maresia do primeiro. Aí Guto entrou em campo e fez uma ousada e arriscada substituição, colocando Régis em campo. O baixinho entrou endiabrado e decidiu o jogo, partida excepcional. Chamo atenção para dois lances que mostram que o Bahia vem treinando esta opção de jogo, a bola na trave e o gol de Zé Rafael nascem de jogada idêntica, quando Régis recebe no meio, ZR já passa por trás dos zagueiros e aparece livre para arrancar e concluir em gol. Mérito dos jogadores e do treinador. Ademais, a movimentação dos 4 da frente, ZR, Vinícius, Élber e Régis foi intensa, confundindo a marcação adversária, sem dizer que aumentamos bem o roubo de bola na intermediária.

Outra coisa de positiva ontem foi o time ligado até o último lance da partida. Isto que permitiu Gregore aproveitar o vacilo vascaíno e tocar para Alione livre servir para Régis. Em suma, mesmo sem avançar a marcação e sufocar o adversário, o Bahia ganhou mais uma partida com grande tranquilidade em seus domínios. Nos últimos 4 jogos em casa, são 12 gols marcados e 2 sofridos, mas ainda tem torcedor que prefere creditar isto à fragilidade dos adversários, eu prefiro creditar ao trabalho realizado diariamente no Fazendão.



Como eu escrevi ontem antes do jogo, Guto demonstrou liderança e conhecimento do elenco, montou a estratégia certa, e eliminou os principais riscos do adversário, em suma HABEMUS TÉCNICO.

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