Marca SóBahêa

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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Knock down


Ontem pela manhã, assisti alguns lances da luta entre Victor "O Fenômeno" Belfort e Lyoto "Dragão" Machida. Não sou grande fã de MMA, nem entendo do assunto, mas costumo assistir de vez em quando algumas lutas. Por isto, percebi que Belfort lutava fora das suas características, ele que sempre foi um cara de partir para dentro e sufocar o adversário, fazia uma luta mais cadenciada, esperando a hora certa de dar o bote. Por sua vez, o Dragão estava na sua, tranquilo e lutando dentro de suas características, mantendo o adversário à distância e tentando sempre seus chutes de carateca.  Numa dessas tentativas, Belfort deu espaço e Machida acertou um potente chute apagando o Fenômeno. Foi exatamente assim que vi o jogo do Bahia contra o São Paulo.

Do primeiro segundo de jogo, até a hora que Shaillon acertou aquele balaço, levando o Bahia e sua torcida ao chão, o tricolor jogou totalmente fora de suas características. Não pressionou a saída de bola da defesa adversária, não atacou em bloco e em velocidade, em suma, assistiu os Bambis desfilarem em campo.

Foi sem dúvidas o jogo mais equilibrado do ano na Fonte. Foi uma boa partida de futebol, com bons lances dos dois lados. Falando mais sobre o Bahia, entendo que Guto acertou na manutenção de João Pedro e de Everson. Os dois vinham de boa partida e não comprometeram ontem. Sobre João Pedro, é importante ressaltar que Nino vinha de quase uma semana sem treinar, e o São Paulo tem um jogador veloz pela esquerda do ataque, por isto entendo que foi acertada a manutenção da equipe.

O Bahia criou pouco na primeira etapa, chegou 4 ou 5 vezes, mas foi extremamente efetivo, marcou dois gols, acertou uma na trave e exigiu uma grande defesa de Cidão. Destaco que no lance do primeiro gol, a passagem de Léo foi fundamental, pois Militão teve de acompanhar e abriu uma avenida bem aproveitada por Zé Rafael que sofreu o pênalti. Edigar ainda vai matar um com aquela paradinha na cobrança. A bola na trave de ZR foi sacanagem, porrada de voleio e com a perna esquerda é para poucos.



Defensivamente, mesmo deixando os caras jogarem, o Bahia ia bem, evitando maiores perigos ao gol de Douglas. O São Paulo chegou com perigo apenas uma vez, mas Douglas e Everson evitaram o gol de Nenê.  Mas, numa falha coletiva, Trellez recebeu nas costas de Everson e empatou o jogo. Ano passado, se não me engano, contra o Galo, tomamos um gol idêntico a este. O que não gostei da parte defensiva, foi o excessivo número de faltas na lateral da área, tendo Nenê do outro lado, foi um erro que poderia custar caro.

O jogo se encaminhava para o empate na primeira etapa, mas num lançamento despretensioso de Élton, Élber desviou de cabeça, e o maior artilheiro da nova Fonte não perdoou. 2x1 e fomos para o intervalo com a vantagem. 

Pensei com meu escudo, o Bahia, atacando para o lado da torcida, vai voltar pressionando em busca do terceiro para sacramentar o triunfo. Mas, não foi o que aconteceu, o Bahia voltou novamente com o freio de mão puxado e deixou o adversário jogar tranquilo. Pouco fizemos na primeira meia hora, apenas um gol perdido por Everson após a cobrança de escanteio. Eles também pouco fizeram, mas tinham o domínio total da bola. Guto mexeu na equipe, colocou Régis no lugar de Vinícius e Mena no de Élber, formando o time no 4-1-4-1 com Gregore de primeiro volante, Régis pela direita, ZR e Élton pelo meio, e Mena pela esquerda. Com isto o time começou a sair para o contrataque com mais qualidade, deixando a defesa menos pressionada e o time adversário mais receoso. Mais para o final da partida, já depois dos 40, Kayke entrou no lugar do exausto EJ. Sei que vou ser xingado, mas entendo que Kayke entrou bem, se deslocando e abrindo espaço para os avanços de Régis, e foi num avanço deste que Kayke teve a chance de matar o jogo, mas chutou em cima do goleiro. Ou seja, não fez aquilo que se espera de um 9.

Apesar do São Paulo ficar com a bola, o momento era do Bahia, Mena, Kayke e Régis, auxiliados pelo cansado ZR, puxavam perigosos contrataques, mas falhavam sempre na conclusão da jogada. No último, Kayke recebeu pela esquerda e fez merda, era para abrir para a ponta e segurar a bola, gastar o tempo, chamar a falta, mas o Zé Mané foi fazer o que não sabe e na sequência da jogada tomamos o gol de empate. Aqui comentemos mais alguns erros que as lutas nos ensinam, se o adversário estar nas cordas, situação do São Paulo no final do jogo, parta para cima e derrube, não deixe o cara ter uma nova chance. Se está ganhando por pontos a luta, controle no final, não se abra, não dê espaço para o contragolpe, foi outro vacilo que cometemos. Todos estão culpando Kayke, mas o espaço que deram para Shaillon dominar, olhar, aprontar e bater foi imperdoável.

Péssimo resultado, 3 jogos em casa e apenas um triunfo, era para estarmos em 11º empatados em pontos com o 7º, mas estamos na zona. Mesmo assim, entendo que não há motivo para desespero, o futebol que o Bahia vem jogando na Fonte vai nos propiciar vôos mais altos, mas temos de manter a pegada, guarda alta e sufocar o adversário. Por fim, sábado o jogo é muito complicado, vamos ter de segurar o melhor elenco do País na casa deles, mas está na hora do time jogar bem uma fora e tenho esperança que seja no próximo sábado, temos de aproveitar o início de crise no chiqueiro e jogar nossa bola.

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