Marca SóBahêa

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sábado, 2 de junho de 2018

Mais uma para coleção de PGF

Eu também fui dormir virado na disgrama na quinta-feira, afinal são 4 derrotas em 4 jogos fora, 9 gols tomados, nem unzinho feito. Pior, se pegarmos os dois do ano passado que Guto dirigiu são 6 derrotas, 12 gols tomados e 1 feito. Desempenho abaixo do ridículo do Gordiola fora de casa, o que também foi a tônica na Série B 2016.


Contudo, na derrota do ótimo jogo não ponho a culpa no treinador, pois ele fez o que todos esperavam, fechou a casinha para partir no contrataque, mas novamente, sua tática não deu os frutos esperados, dois gols no final do primeiro tempo e a casa do Bahia caiu. Acho que a tática estava correta, um ferrolho no 4-4-2 para sair em velocidade, por isto mesmo Guto sacou Brumado e pôs Régis. Porém, nosso quarteto ofensivo, Élber, Régis, Vinícius e ZR fizeram um péssimo primeiro tempo, foram incapazes de puxar um contrataque ou prender a bola no campo ofensivo. Parece que os caras não acreditam que podem jogar fora de casa, a questão está sendo muito mais psicológica do que tática, algo precisa ser colocado na mente dos caras, cadê o trabalho do coaching?

Outra questão, nossos laterais estão sendo duas boas válvulas de escape na saída de bola, mas nesta partida os dois precisaram ficar presos, em especial João Pedro, pois o adversário tinha jogadores abertos pelos dois lados. JP ainda foi umas três vezes, mas numa delas saiu o segundo gol deles. Lançamento longo para Vinícius Júnior, Thiago precisou sair para cobrir JP, e na sequência do lance, gol dos caras exatamente no buraco deixado por Thiago.

O primeiro gol deles nasceu no início do primeiro tempo, quando Gregore desnecessariamente tomou amarelo por uma falta besta em Paquetá. Já cansei de elogiar Gregore aqui, mas ele vem batendo muito, quer se impor pela força e não na bola. Resultado desta falsa valentia, passou o resto do jogo todo pianinho, e justamente no seu setor, nasceu o gol dos caras. Outro que precisa de uma conversa de pé de orelha.

Por fim, não acho que o Bahia melhorou na segunda etapa, nem que seria possível jogar o primeiro tempo daquela forma, sem pagar um preço alto. Em 90% dos jogos, o dono da casa dita o ritmo, e foi o que aconteceu quinta. Enquanto precisava do resultado, o Flamídia nos sufocou, como já disse nosso quarteto ofensivo não dez aquilo que se esperava dele. Depois, com os 2x0, eles recuaram e nos deram campo, não foi o Bahia que conquistou, repito, nos foi dado.

Amanhã, o jogo será duro, o Grêmio é um dos poucos times do Brasil que consegue manter o padrão de jogo fora de casa. Por isto, acho que eles vão ficar mais com a bola, mas tenho plena confiança que o Bahia também saberá o que fazer com a pelota quando tiver com ela. Vi os dois últimos jogos do Grêmio, eles estão ficando com a bola, mas estão com sérias dificuldades na criação, já são 3 0x0 em casa no campeonato, por isto o que não podemos de maneira alguma é dar espaço para Everton no contrataque, assim eles ganharam do Ceará, em Fortaleza, e quase batem o Fluminense, no Olímpico. Por falar em Fluminense, o 5-4-1 implementado por Abel é uma aula de formação defensiva e contrataque rápido.

Por fim, ainda é muito cedo para desespero, muita água ainda vai rolar debaixo da ponte, e o Bahia brigará na parte de cima da tabela, podem anotar aí. 

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