Marca SóBahêa

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terça-feira, 3 de julho de 2018

Não vejo a hora

Esta semana está complicada, chega segunda, mas não chega sábado. Não vejo a hora de voltar a entrar na Fonte Nova para ver meu Bahia jogar e vibrar, berrar e soltar a voz ao lado de milhares fanáticos tricolores que lotarão a arena para empurrar o tricolor em busca de mais um título.


Morava nos Barris, na Ladeira dos Barris, perto da Biblioteca. Era só atravessar a Lapa, pegar a Joana Angélica já no Central, me juntar a multidão no Campo da Pólvora e descer a Ladeira da Fonte, com o coração já a mil. Não tinha farra ou praia certa, dia de jogo do Bahia, era Fonte na certa.

Não tenho do que me queixar, estive nos 5x0 contra o Santinha de Dadá (http://www.sobahea.net/2015/12/um-jogo-para-marcar-esta-semana-teremos.html?m=0) . Estava lá batendo palmas quando Marinho Apolônio, Celso, Helinho, Emo, Ronaldo Marques e o craque Leandro formaram o melhor time do Brasil em 1985 (http://www.sobahea.net/2015/12/este-time-jogava-por-musica-em-1985-o.html?m=0). Vi nascer Bobô e Zé Carlos na fantástica campanha de 86, ao lado de Zanata e do fenomenal Adão. Só não assisti a dois jogos da campanha de 88, a que culminou com nosso segundo título nacional (http://www.sobahea.net/2015/12/a-origem-humilde-do-maior-de-todos-os.html?m=0). Em 90, vi o trio Luiz Henrique, Charles e Naldinho infernizar as defesas adversárias ( http://www.sobahea.net/2017/06/um-historico-de-alegrias-e-tropecos.html?m=0). E saí uma hora e meia depois do gol de Raudinei, completamente rouco e louco de alegria pelo título em 94. Perdi a conta de quantos campeonatos baianos comemorei e dos triunfos sobre os ditos grandes do S e SE.

Antes da minha vinda para Brasília, larguei a farra na Ilha e fui ver nossa derrocada em 97. Bem que Lima tentou, mas não deu e fui embora de SSA com o Bahia na B. Depois disto, assisti uns 3 ou 4 jogos em Pituaçu e dois na Fonte. Um triunfo sobre o Gama, quando profetizei que Daniel Alves seria jogador de seleção e a final do Nordeste em 2001.

Da final do NE, lembro do golaço de Preto, numa pegada de primeira da entrada da área e do gol de Nonato, quando ele passa por trás da zaga e só complementa o goleiro do Sport.

São destas emoções que estou indo atrás novamente, não tem como se segurar quando o Bahia balança a rede, o PEGA POOORRRA sai redondo da garganta, o BORA BAHEA MINHA PORRA parece que vai atravessar continentes, o MAIS UM BAHIA cega os adversários. As lágrimas vêm aos olhos e a garganta dá aquele nó. É isto que nos une e nos torna invencíveis na vibração.

Sou da turma que acredita muito no título, mas não sou da galera do já ganhou. O primeiro jogo vai ser muito complicado, o Sampaio vem com tudo, a torcida vai empurrar, o gramado é um pasto e, pelo que vi contra o ABC, o time deles é arrumado e sai bem no contrataque. Nino vai precisar estar atento às chegadas de João Paulo, jogador limitado, mas arisco e rápido, além de estar louco para mostrar serviço contra o clube que lhe liberou. Em 2016, empatamos lá num bisonho 0x0; e na Fonte, mesmo com eles já rebaixados para a C, só ganhamos aos 48 do segundo tempo num gol inesquecível do brocador.



Sou mais Bahia, e sinto o título perto, mas sei que os presentes na Fonte terão de jogar juntos com os jogadores para garantir MAIS UM TÍTULO DE GLÓRIA. Estarei lá, depois de 15 anos, e farei a minha parte. BBMP

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