Marca SóBahêa

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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Dois pontos perdidos

O Bahia jogou bola demais no primeiro tempo ontem. Zé Rafael e Vinícius na parte ofensiva, e Élton no desarme, além da estreia cheia de gás e personalidade de Paulinho fizeram o Bahia jogar um futebol soberbo e dominar o Fluminense durante todos os 45 minutos iniciais. Enfim, começamos a jogar fora de casa como atuamos na Fonte e a torcida gosta. O Bahia popôs o jogo e ocupou o campo como se fosse o mandante, acurralando o adversário e calando sua torcida.

Enderson armou o time no 4-4-2, com Vinícius marcando mais adiantado com Gilberto, enquanto Zé e Edigar voltavam para compor as laterais, ficando Élton e Gregore na frente da zaga. Esta formação não deu espaço ao Fluminense e o Bahia foi soberano. Quando o Bahia recuperava a bola, Vinícius recuava, muitas vezes até próximo aos zagueiros para sair com a bola, com isto seu futebol apareceu e as chances foram se sucedendo. Destaco que nas duas que ele concluiu, ele iniciou a jogada e apareceu para concluir, vejam as imagens que mostram o primeiro lance. Zé infernizava o lado direito do Flu. Não tivemos melhor sorte porque Edigar e Gilberto destoavam no ataque, nenhum dos dois deu sequência a qualquer jogada em toda a partida. EJ ainda se salvou pelo oportunismo no gol de empate. Já Gilberto foi um a menos o tempo que ficou em campo.



Defensivamente, vi dois problemas no Bahia. Primeiro e mais preocupante foi Bruno. Tecnicamente, me parece um bom jogador, fez dois belos lances que quase resultaram num golaço de Zé e numa cabeçada de Élton. Porém, fisicamente, ele me lembra Ávine após o retorno da contusão de 3 anos, sem força, sem confiança, sem arranque, sm velocidade, e sem coragem para dividir uma bola. Ou seja, um master jogando no meio de profissionais. O gol deles saiu por ali, a melhor chances deles no segundo tempo foi nas costas dele, e 90% dos ataques foram em cima dele. Isto preocupa, pois Nino também não inspira nenhuma confiança defensiva. Na dúvida, acho melhor ir de Nino, e continuar buscando uma oportunidade no mercado, caso contrário, sofreremos muito nas próximas partidas.

O outro problema é Gregore. Um monstro, corre muito, marca muito, chega na frente pelos lados de campo, raça e disposição à mil. Porém, não é primeiro volante, joga ali por falta de opção no elenco. Com isto, tende a subir demais, deixando os lentos Thiago -foi bem ontem - e Lucas expostos aos velozes atacantes adversários. Não por acaso, Gregore bate muito, pois sempre está correndo atrás de quem está com a bola. Enderson tem de urgentemente corrigir o posicionamento de Gregore em campo, ele tem de ficar fixo na cabeça da área para proteger a zaga e cobrir os laterais, não podemos nos dá ao luxo de ficar tão expostos.

Enfim, no segundo tempo, conseguimos o justo empate quando já não jogávamos bem. Claramente, nossos principais jogadores no jogo de ontem, Vinícius e Zé, sentiram o peso da sequência de jogo e acabaram se arrastando em campo. Com relação às substituições de Enderson no final da partida, entendo que ele foi perfeito. Nosso time já estava no prego, partir para cima era pedir para tomar o segundo num contrataque. Agora é por time misto para garantir a classificação no Uruguai e partir com força máxima contra o América/MG no sábado, dormindo na primeira página da tabela.

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