Marca SóBahêa

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sábado, 23 de fevereiro de 2019

Com sangue nos olhos

Hoje é dia de BAHEA, não tem como não lembrar da festa que fizemos em Brasília justamente no BaVice que começou nossa atual invencibilidade de 10 jogos.



O jogo valia pela semi do Nordeste. No jogo de ida, tínhamos perdidos de 2x1, após mais uma vez ter sido prejudicado pela arbitragem que expulsou Gustavo de forma injusta. Mas, mesmo sendo derrotado, o Bahia demonstrou que era mais time e quase ganha no Barradão com 1 a menos. As entrevistas após o jogo deram o tom dos próximos dias na torcida tricolor, o jogo de domingo não seria apenas mais um jogo, não seria apenas uma semifinal de Lampions, seria guerra. Foi neste clima que todo a Nação tricolor se preparou, com recepção histórica na Ladeira da Fonte. Os jogadores entraram no clima, desceram no meio da massa e entraram arrepiando nos vestiários da Arena.

Aqui em Brasília, a galera desceu em peso para o Paraíso do Dendê. Ocupamos não só o espaço do nosso recanto, mas todos os outros que estavam disponíveis. Me lembro que estava pilhado para porra, nem sentei perto da galera, fui sentar numa mesa mais afastada, mas o local foi enchendo e um tricolor sentou ao meu lado.

O Bahia dominava, a torcida pressionava, mas o Vice se segurava, nesta época eles ainda não fugiam de campo. Mas, a pressão deu resultado, num contrataque, Régis tocou para Alione e o sacana fez valer sua passagem pelo Bahia, meteu no ângulo fazendo um golaço memorável.

Assim como na Fonte, a galera não se segurou e fez uma festa do caralho. Lembro que meu óculos caiu na mesa quando pulei para comemorar o gol. O jogo continuou sob nosso domínio, porém não ampliamos até o final da primeira etapa. Quando fui tirar a água do joelho que reparei o lado direto do meu rosto todo ensanguentado. Na hora do gol, na comemoração, o tricolor que estava do meu lado, ao pular bateu no meu óculos que antes de cair fez o estrago no meu rosto.

O segundo tempo também foi todo nosso, Régis dos Magos fez o segundo após uma boa jogada de Eduardo. A tensão era apenas porque um gol deles levaria a decisão para os pênaltis, mas isto não aconteceu. O jogo acabou em pancadaria em campo, pois na arquibancada, nas ruas de Salvador e em Brasília foi só festa e comemoração. O resto é história selada com o golaço de Edigar Junio contra o Sport e o título da CNE.

Sei que o clima hoje é outro. O jogo não vale uma vaga na final, mas é clássico, e por isto temos de entrar na mesma adrenalina do jogo da semi de 2017. Só tenho uma preocupação, o clima de já ganhou que reina na torcida e a sede de vingar as goleadas que sofremos em 2013, isto pode atrapalhar muito se nossos atletas não estiverem blindados deste clima de oba-oba. Neste ponto, a derrota de quarta para o Xará foi um bom aviso.

Sou mais Bahia e vamos brocar as galinhas hoje. Torço para que o jogo tenha os 90 minutos, seria bom botar uma cerca no campo para garantir.

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