Marca SóBahêa

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sábado, 23 de fevereiro de 2019

Sempre Bahia

Futebol é paixão. E como paixão é irracional e cego. Seria muito mais fácil e racional torcer para Barcelona ou Real que ganham sempre, mas preferimos torcer para um time que ganha, perde e muitas vezes perde mais do que ganha. Isto é um mistério, não escolhemos o clube por qual torcer, parece que somos escolhidos por ele e a partir daí amamos cegamente. Este é o maior fascínio que vejo no futebol, é bom demais vibrar e até sofrer pelo Bahia durante os 90 minutos que a bola rola.



Mas, a paixão, e sua consequente cegueira, atrapalha demais. Pois idealizamos o objeto da mesma e nos decepcionamos demais quando nossas expectativas não são atendidas. É assim que enxergo, mesmo com as vistas turvas, a situação do Bahia neste início de temporada. O Bahia vem numa crescente bem interessante desde 2013, fora de campo, conquistamos respeito, padrão administrativo e estabilidade financeira. Dentro, chegamos a três finais do NE, 4 semi, voltamos a ser campeões baianos, e estamos fazendo campanhas na série A proporcionais ao nosso tamanho no futebol brasileiro. Como foi gostoso ver a comemoração das galinhas pelo empate de domingo, só assumiram nossa superioridade.

É natural que esta crescente faça aumentar nossas expectativas e enxergamos o Bahia gigante. Mas, não somos grande, somos no máximo um time de terceiro ou quarto escalão que trilha um caminho seguro para figurar no segundo. Qualquer pensamento maior do que isto, credito a nossa paixão que nos faz idealizar o Bahia como um gigante, o que nunca fomos no cenário brasileiro. Simples assim.

Enquanto o Bahia tentava se livrar das amarras das trevas, quando estivemos quase no fundo do poço, o Athético/PR transformava o seu belo estádio em arena de copa do mundo. Os caras trilham um caminho seguro desde os anos 90, não por acaso foram campeões brasileiros em 2001, e só agora conseguiram um título internacional. Ou seja, não é da hora para outra que os tais resultados em campo surgirão. Ainda temos de ralar e muito para que estas conquistas passem a ser rotina para o Bahia.

Vejo muitos torcedores bradarem que o Bahia é time grande e não pode se contentar com pouco. Mas, vamos aos fatos, nos gabamos que temos o maior orçamento do NE, com míseros R$ 150 milhões, dinheiro para porra diria alguns. Enquanto isto, o Flamídia, o rei do cheirinho, gastou 100 com 4 jogadores de qualidade duvidosa.

Também estou puto com a campanha do Bahia até agora. Mas, não podemos jogar todo o planejamento do ano fora por isto, ou pior, jogar fora um futuro promissor por um presente incerto. Confio na estratégia de terceiro time no Baianinho, confio na estratégia de contratar jogadores novos e com fome de vencer, e, principalmente, confio na estratégia de manter o clube saudável financeiramente, pois só isto nos levará ao caminho das grandes conquistas.

Para terminar, no primeiro texto que fiz este ano, chamei a atenção para a lateral direita, infelizmente estava certo, continua sendo um problema. Do meio para frente, entendo que a bola vai voltar a entrar (lá ele) e os triunfos voltarão, além do reforço substancial com as chegadas de Ramires, voltando de um vexame da seleção sub-20, e Arthur Caíque, que jogue o que jogou na Chape. Acho até que a torcida que ama odiar Guilherme o verá com outros olhos.

Bahia será sempre uma paixão nos 90 minutos de bola rolando, depois prefiro a razão.

BBMP

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