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quinta-feira, 21 de março de 2019

Bora de Torres Gêmeas?


Desde a chegada de Fernandão, um dilema deve atormentar Enderson, Fernandão e Gilberto podem jogar juntos? Sendo direto, eu não escalaria esta formação de ataque, prefiro um time com pelo menos um jogador mais veloz na frente. Mas, ao contrário de vários comentaristas, vejo esta possibilidade como possível, mas para isto, o Bahia tem de mudar seu esquema tático.


Não seria a primeira vez que um time jogaria com dois centroavantes natos no ataque, formando as Torres Gêmeas, nome adotado no basquete americano para caracterizar a dupla de pivôs, Tim Duncan e David Robinson, do San Antônio, campeão da NBA com a dupla em 1999 e 2003. No futebol lembro de Dodô e Souza que marcaram época no São Paulo; Ronaldinho e Adriano pelo Brasil na Copa do Mundo em 2006 na Alemanha; e o próprio Bahia em 2013 que tinha no elenco Souza, Obina e Fernandão, e não raro escalava dois deles juntos.

Não é fácil uma dupla com dois 9 típicos vingar. A do São Paulo vingou porque os caras eram diferenciados, velozes e tinham facilidade para cair pelas pontas, em especial Souza. Já a dupla da seleção, mesmo com os dois últimos grandes centroavantes do futebol brasileiro, fracassou na Copa 2006, muito pela falta de preparo físico, mas também pela dificuldade de entrosamento na movimentação entre os dois.



Entendo que para jogar com Fernandão e Gilberto, o Bahia terá de adotar o esquema com 3 volantes e apenas um meia de criação. Abandonando o 4-2-3-1 que usamos desde a Série B de 2016, assumindo o 4-3-1-2, esquema parecido com o usado por Felipão a partir das quartas da Copa 2002. Para a posição de volantes, temos opções que permitiriam uma boa formação do trio, a minha preferida seria Gregore centralizado, Élton pela direita, e Douglas pela esquerda. Meu número 1, imortalizado por Zagalo em 1997/98, seria Ramires. O grande problema que vejo nesta formação é a fragilidade dos nossos laterais. Moisés e Nino ainda não se mostraram capazes de serem opções confiáveis para a saída de bola pelos lados, nem de apoio com qualidade no ataque.

Como já disse no início do texto, eu não adotaria este esquema de jogo com os dois na frente, mas com o fraco desempenho de nossos meias/atacantes de lado de campo, é recomendável que Enderson comece a pensar em opções, pois será difícil segurar a pressão da torcida e dos próprios atletas pela escalação da dupla.

O Bahia pulou uma grande fogueira no domingo, o que junto com a eliminação do rival, deu uma apaziguada no ânimo da torcida e uma sobrevida para Enderson, mas é bom a galera da diretoria ficar ciente que esta trégua é frágil e qualquer vacilo pode fazer reviver a pressão da semana passada. Encerrando, pelo futebol apresentado pelos nossos 3 concorrentes ao título baiano, vejo nosso caminho aberto e com direito a 4 triunfos sem sofrimento.

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