Marca SóBahêa

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terça-feira, 2 de abril de 2019

Hora de recomeçar

Agora mais tranquilo, vamos refletir um pouco sobre o vexame na CNE. Entendo que a soberba foi nosso maior erro nesse campeonato. Em vários jogos, para não dizer todos, nos comportamos como se o jogo já estivesse ganho antes mesmo de iniciar. O ocorrido na semana passada, me fez lembrar muito o que ocorreu em 2015, o Bahia teria um jogo com o Santa na Fonte, mas todo o foco e concentração do clube foram visando a mudança de campo contra o Boa, esquecendo que teríamos de bater o Santinha em casa, o resultado todos lembram, derrota de virada em casa e adeus Série A 2016.


Semana passada, ficamos o tempo todo preocupados se o Vice bateria ou empataria com o Náutico, simplesmente ignoramos que no caminho tinha um Sampaio, tinha um Sampaio no caminho, como diria o poeta. Na nossa soberba, já dávamos como certo o triunfo sobre o Sampaio. Mesmo sabendo que nos últimos 4 jogos, ficamos 360 minutos sem fazer um mísero gol neles, considerando que o antológico gol de Hernane foi nos acréscimos. Agora são 450 minutos. Que esta lição sirva para os próximos adversários CRB e Xará de Feira, ambos frágeis como o impiedoso Sampaio.



Contudo, não perdemos a classificação no sábado, perdemos nos 7 pontos que deixamos de ganhar na Fonte contra adversários inferiores. Assumo que errei e errei feio quando disse que o Bahia passaria tranquilamente para a semi do NE. Porém, infelizmente acertei quando após o empate com o Vice disse que Ederson não seria mais o treinador do Bahia e que tem de algo de podre no nosso reino. Tivemos a melhora da morte com três convincentes triunfos, mas no sábado, na hora D, na hora de separar os homens dos meninos, nossos atletas falharam feio. O time foi apático, o time não teve raça, não teve sangues nos olhos, não apresentou vontade de ganhar, não lutou pela bola, em suma, nossos jogadores se portaram de forma frouxa e indiferente num jogo que faria a diferença na temporada. Isto só reforça o que escrevi tempos atrás, a mudança não pode se limitar ao treinador, temos de trazer novos atletas e liberar quem está melando o ambiente.

Sobre o novo treinador, todo dia leio a velha lenda que o Bahia só dá certo com técnico cascudo. Eu já vi foi o Bahia tomando muito cascudo quando insiste em apostar nestes “tarimbados” treinadores. Continuaria apostando no perfil de treinador que não seja medalhão. Traria alguém com umas 5 ou 6 séries A na carreira, mas que esteja acostumado a trabalhar com elencos modestos como o nosso. Temos 1 mês até o início da A, tempo suficiente para trazer o novo professor e fazer as mudanças necessárias no elenco, pois sem isto, a porra vai pegar.

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