Marca SóBahêa

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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Tem de matar logo


Uma coisa que admiro no futebol europeu é a busca incessante pelo gol. Não importa o placar ou a qualidade do time adversário, quem está ganhando sempre busca fazer mais um. Não por acaso, recentemente, o City ganhou de 6x0 do Chelsea, e o Bayern enfiou (lá ele) 5x0 no Borussia, em confrontos teoricamente equilibrados. Chama atenção também o número de gols de Messi e CR 7 por temporada. Em suma, lá os times sempre jogam em busca do gol, parecem que sempre estão correndo arás de uma desvantagem ou querendo abrir uma vantagem num mata-mata.


Infelizmente, do lado de cá do Atlântico, nossos times fazem exatamente o contrário. Abrem 1x0, aproveitam que o adversário está atordoado, e buscam por 10 a 15 minutos o segundo. Fazendo ou não, recuam depois disto e tentam segurar o resultado. Muitas vezes, conseguem segurar o resultado e não raro conseguem fazer o segundo num contrataque. Mas, nem sempre esta estratégia dá certo, não é incomum o time adversário empatar e até virar.

O Bahia não foge à regra do futebol nacional. Na quarta, fizemos 1x0, buscamos o segundo, mas, rapidamente, entregamos o controle do jogo ao Botafogo e fomos castigados com a virada deles. No segundo tempo, eles nos entregaram a bola, fizemos o segundo, mas não tivemos a capacidade para empatar.



Ontem, o Bahia fez um primeiro tempo de encher os olhos, sufocamos o Avaí, corremos e nos entregamos durante os 45 minutos, passamos por cima da retranca deles, criamos várias chances e abrimos o placar no final da etapa. Já no segundo, fizemos o padrão do futebol brasileiro, entregamos a bola para eles e vivemos de fortuitos contrataques. Ao contrário de grande parte da torcida, não vi o Bahia passar sufoco, o Avaí teve a bola, mas pouco entrou em nossa área em condições de arremate, se limitaram a chutar de fora ou alçar bolas na área.

Detalhando um pouco mais, o Bahia novamente entrou com AK centralizado ao lado de Gilberto, com Ramires e Arthur abertos. Decididamente, não é a de Ramires jogar aberto pelos lados, seja pela direita ou esquerda ele não consegue jogar seu melhor futebol. Mesmo depois da entrada de Rogério, Ramires continuou aberto e teve muita dificuldade para render, apesar de apresentar uma evolução em relação ao jogo contra o Botafogo. Por outro lado, Arthur começa a se sentir à vontade pela esquerda, jogou muita bola, fez uma bela dupla com Paulinho e criou muita dificuldade para a defesa catarinense. Pela direita, Nino novamente cumpriu bem suas funções defensivas e ofensivas. Pelo meio, Gregore foi um monstro, não deixou o Avaí se criar no ataque e ainda apoiou bem nossos atacantes.

Destaco que o Avaí veio com 3 zagueiros, mas mesmo assim, criamos várias oportunidades de conclusão dentro da área deles, fruto da nossa intensa movimentação e passes rápidos. Só Gilberto teve algumas chances claras, mas nosso matador não está passando por um bom momento, as escolhas nem sempre são as melhores.

No segundo tempo, o Avaí mudou radicalmente sua formação em campo. O Bahia demorou a entender o que estava acontecendo e o Avaí passou a gostar do jogo. Claramente, o Bahia sentiu as 24 horas a menos de descanso e resolveu jogar no contrataque. Criamos uma chance clara num contrataque muito bom, mas Rogério tocou mais para o pé esquerdo de Nino que se contorceu todo para bater de direita. Ao contrário da etapa inicial quando ganhamos todas as segundas bolas, perdemos todas na etapa final e com isto a bola ficou com eles. Entendo que a defesa do Bahia mais uma vez mostrou sérias deficiências na bola aérea, perdemos quase todas. Por outro lado, não deixamos os caras entrarem na nossa área com condições de finalizar, o que mostra uma evolução do nosso sistema defensivo.

Por fim, a saída de Arthur, cansado, para a entrada de Élton, teve o efeito esperado por Roger, voltamos a ganhar a segunda bola e controlamos bem a parte final do jogo com boa troca de passes no campo ofensivo. Também achei positiva a entrada de Shaylon que mostrou que está afim de brigar pela vaga de titular com Ramires. Chamo atenção que Shaylon jogou na dele pelo meio, enquanto Ramires ficou quase o tempo todo aberto pelos lados.

Enfim, como diz o chavão, não existe jogo fácil na A, o CSA está aí para provar isto. E o que interessa são os três pontos. Agora são dois jogos complicados fora, mas não me surpreenderia o Bahia voltar invicto, uma vez que o Athlético terá uma batalha com o Boca n quinta, e o São Paulo ainda é um time em formação, com os altos e baixos característicos dos times nesta situação.

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