Marca SóBahêa

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quinta-feira, 13 de junho de 2019

Hora do balanço


Acabou o primeiro quarto da Série A, e o Bahia vem se mantendo de forma merecida na primeira parte da tabela, são 14 pontos conquistados em 27 disputados, um pouco mais de 50%, mantida esta média, podemos sim lutar por uma vaga na pré-libertadores. Ademais, foram 5 jogos fora com 2 empates e três derrotas, aproveitamento ruim 2 pontos em 15. Por outro lado, alcançamos o sonhado 100% de aproveitamento em casa, com 4 triunfos sendo 3 contra times do S e SE maravilha.


Dentro de campo, Róger teve a clarividência de enxergar nossas deficiências e trocou o 4-2-3-1, que o Bahia usa desde a era Guto, para um 4-3-2-1 ou 4-3-3 como queiram. Aproveitei o longo tempo sem fazer um post para me dedicar mais detalhadamente ao que os números mostram do time de Róger. Para quem gosta de números, recomendo baixar o footstats premium, um show de dados.

Nos gráficos podemos ver que independentemente de ser mandante ou visitante e do esquema que se usa, o Bahia mantém números bem parecidos. Reparem que todos os gráficos possuem praticamente o mesmo formato de um avião.

Analisando os fundamentos escolhidos, o que mais me preocupa é a média de lançamentos por partida, 31, número muito elevado, principalmente porque estes lançamentos partem na sua maioria dos zagueiros, e eu tenho uma teoria, se o cara soubesse seria meia e não zagueiro. Ontem contra o Inter, nos 10 primeiros minutos foram vários. A situação ainda piora quando comparamos os lançamentos errados com o certos, são quase 2 errados para cada certo, sendo que no jogo contra o Fluminense em casa e com o esquema 4-2-31, erramos mais de 3 para cada certo. Em contrapartida, quase não viramos a bola, são apenas 2 viradas de bola por jogo, baixo demais, precisamos fazer isto mais vezes para surpreender o adversário. Outro ponto negativo é a quantidade de bolas perdidas, perdemos uma média de 28 bolas por jogo, sendo que na derrota para o Inter perdemos 41 vezes.






Por outro lado, temos um desempenho razoável nos desarmes, são 15 desarmes certos por jogo, sem dúvida Gregore é o destaque neste quesito. Outro ponto positivo e que mostra o trabalho conjunto do time é que mais de 70% das finalizações do time contaram com a assistência de um companheiro, o que mostra também a solidariedade entre os jogadores.

Um dado que chama a atenção é que no esquema 4-3-2-1, mesmo com a zaga mais protegida, Douglas tem sido mais exigido, são 7 defesas contra 4 no esquema mais ofensivo. Sendo uma média de 2 defesas difíceis no 4-3-2-1 contra 1 no esquema 4-2-3-1. O que mostra que ajustes ainda precisam ser feitos.Por fim, com relação aos passes, o Bahia já trocou 3.075 passes no campeonato, sendo 8 certos para cada errado.

Em suma, números não devem ser usados como verdades absolutas, mas se espremidos revelam aspectos que precisam ser melhorados. Finalizo reiterando que o elevado número de lançamentos é muito preocupante, pois demonstram a incapacidade do time sair com a bola dominada de trás. Mas, o padrão demonstrado no conjunto dos números é extremamente positivo.

Vou tentar fazer uma análise por jogador, mas não prometo.

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