Marca SóBahêa

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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Em ritmo de trote


Semana passada, li um texto do grande colega e exímio analista político, Bruno Carazza. No texto, Bruno comparava a situação de Paulo Guedes com a de um maratonista, e chegava a conclusões interessantes, mas deixava no ar instigantes questionamentos sobre o futuro do ministro da economia. Lendo o texto, me dei conta que a Série A, com suas 38 rodadas, se assemelha demais com a maratona e seus 42 Km. Cada partida da A pode ser encarada com 1 Km da maratona.


Para quem já correu uma prova de longa distância, mesmo que seja mero 5 Km, sabe que tão importante quanto a preparação física e técnica, é a preparação psicológica. E este último fator, foi a grande diferença do insosso Bahia que empatou com as calças na mão com o time C do Cruzeiro, e do time que ganhou com autoridade de um dos grandes favoritos ao título, o falado e cantado Flamídia. A concentração e a confiança dos jogadores do Bahia no jogo de ontem foram fatores fundamentais para o triunfo. O segundo gol de Gilberto é o grande exemplo do que estou falando, só quem está muito concentrado e confiante toma a decisão daquele chute em questões de segundo.



Taticamente, Róger “inovou” ao escalar Giovani no meio. Coloquei as aspas, porque Doriva e Guto já tinham feito o mesmo com João Paulo Gomes e Mena, nos triunfos de 1x0 sobre o Vice de Tudo na final do Baianinho 2016; e Gambá por 1x0 na A de 2018. Não que Giovani tenha feito uma partida dos sonhos, mas sua presença no meio deu mais segurança no setor e o Bahia anulava facilmente as investidas do adversário. Individualmente, além de Gilberto e seus três gols, merece destacar a atuação de Nino, cada vez mais seguro na marcação, e, principalmente, dos criticados Moisés e Flávio, a quem dou a mão à palmatória, jogou demais ontem, na marcação e na saída de bola foi irretocável.

Voltando à maratona da A, entendo que é normal oscilações durante o campeonato. Quem já correu sabe que a prova é composta por partes planas, mas também muitas subidas e descidas. Sendo normal variar o ritmo. O mesmo pode-se dizer do campeonato da A, em alguns momentos teremos de escalar alguns montanhas, em outros, vai ser na banguela para aproveitar o embalo da ladeira.

O mais importante é o time ter metas a serem alcançadas durante o campeonato, podemos começar com a meta de conquistar 46 pontos; chegando aí, passamos para garantir a vaga na Sula; vaga garantida, que tal lutar pela primeira página da tabela; primeira página alcançada; é hora de lutar pela tão desejada vaga na Libertadores. Entendo que as duas primeiras metas estão bem encaminhadas, assim, podemos aumentar o ritmo para iniciar a batalha por conquistas maiores.

Por fim, ontem assisti ao jogo na maior tranquilidade, pois todo o cenário me fazia lembrar o histórico 4x1 em 2000. Em 2000, morava no Cruzeiro, bairro carioca em Brasília, ao chegar no prédio, as janelas estavam tomadas de flamenguistas, nunca vibrei tanto em um jogo, cada gol eram uns 3 minutos berrando na janela. Ontem, chegando em casa, passei por um flamenguista saindo do elevador, na hora me lembrei do caso acima, e foi dito certo, a história se repetiu, e o Bahia mais uma vez brocou o Urubu. Que venha o Porco e seu elenco de trocentos jogadores.

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