Marca SóBahêa

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domingo, 8 de setembro de 2019

A PEGADA É ESTA

O Bahia vem de 3 triunfos e 8 jogos invictos no Brasileirão, acho que isto nunca aconteceu simultaneamente. Já temos também nosso melhor desempenho no primeiro turno da A, podendo melhorar no jogo do próximo domingo contra o Fortaleza. O melhor de tudo isto é saber que estes números não são por acaso, eles são sim frutos do sério trabalho que vem sendo feito fora de campo pelo Bahia desde 2013, quando democratizamos e a torcida fez valer sua vontade no rumo do clube.



Schmidt pegou um clube destroçado e entregou já com as bases do progresso assentadas. Falando na linguagem do futebol, recebeu a bola quadrada no meio de 4 adversários, arredondou e entregou para MS livre, mas ainda no campo de defesa.

MS, por sua vez, fez o clube avançar nas questões administrativas, pagou dívidas, pagou salários em dia, resgatou a credibilidade do clube no mundo do futebol e deixou o time na A. Em bom futebolês, avançou pela ponta, tabelou e deixou o centroavante na cara do gol.

Bellintani não deixou a peteca cair, avançou no programa de sócios, deu um show de marketing com as campanhas do núcleo de ações afirmativas, foi ousado e abusado na negociação de jogadores e montou um elenco de respeito. Em suma, matou a bola, tirou o goleiro e empurrou para dentro do gol.

O mesmo posso falar dos treinadores que aqui passaram, Guto resgatou nossa força na Fonte; Carpegiani nos fez acreditar que podíamos mais no Brasileirão; Ederson nos fez jogar de igual para os grandes até fora de casa. Agora, Róger vem transformando nosso sonho em realidade, está trazendo de volta a segunda metade da década de 80 quando o Bahia não era um mero participante do Brasileiro, era protagonista. Para os mais novos, em 85, o Bahia foi o líder da fase classificatória do Brasileiro; em 86, fizemos campanha excelente e tínhamos o time da alegria com Zanata, Bobô e Cláudio Adão; em 88, fomos os grandes campeões; e em 90, fomos o terceiro colocado do campeonato, saindo nas semis para o Gambá que foi o campeão.

Róger vem mostrando completo domínio do elenco. Testou vários esquemas, até chegar nos dois atuais. Em casa, jogamos no 4-2-3-1, com um meia mais centralizado na primeira linha ofensiva. Fora, jogamos no 4-3-2-1, com um volante no lugar do meia. Independentemente da formação, a entrega tática de todos é impressionante, sempre temos 9 jogadores atrás da linha da bola no 4-1-4-1 ou 4-5-1. Não por acaso, não tomamos gols em 10 jogos e e
stamos entre as 5 melhores defesas da A.



Quando roubamos a bola, o time sai em velocidade pelos lados, tudo muito bem encaixado. Principalmente com Arthur. Temos de reconhecer o trabalho sobrehumano e a entrega de Arthur, Élber e Lucca, o que mais tem sofrido neste esquema, por fugir das suas características.

Fora, procuramos segurar o adversário no primeiro tempo e saímos no segundo para matar, foi assim ontem e em outros jogos que o resultado não veio. Ou seja, time com estrutura tática e estratégia de jogo muito bem definidas.

Assim como a maioria dos times brasileiros, o Bahia ainda sofre quando precisa propor o jogo. Mesmo ficando em cima do adversário, martelando o tempo todo, ainda encontramos muita dificuldade para criar chances reais de gol. Acho que a participação mais ativa dos laterais no campo ofensivo pode ajudar nisto, pois força a defesa adversária abrir para os lados.

Em suma, estamos no caminho certo e temos sim condições de brigar por coisa boa neste campeonato. Esta foto de Róger mostra bem qual a atual pegada do Bahia.

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