Marca SóBahêa

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domingo, 13 de outubro de 2019

Hora de tomar tenência

Nos últimos 3 jogos, o Bahia marcou 1 pontos, duas derrotas e 1 empate. Uma partida excelente, apesar da derrota, contra o Brisa; uma partida preguiçosa e cheia de desfalques contra o São Paulo; e uma partida displicente contra o Fluminense. Criamos um caminhão de chances, mas só brocamos uma mísera vez.

Ontem, eu comecei a assisti o jogo exatamente no momento do pênalti infantil de João Pedro. Até agora, ainda não entendi o que passou na cabeça de JP para fazer aquele pênalti. Mas, o que me chamou atenção de cara foi a escalação de Ronaldo e Guerra, nada contra os jogadores, mas a entrada dos dois ao mesmo tempo no time representava uma mudança drástica no esquema tricolor. Quando jogamos com três volantes, dependemos muito da velocidade de nossos jogadores de lado para puxar contrataque, o que não seria possível com Guerra. Acho que Roger pretendia ter um time com mais posse de bola com os dois no meio, até conseguimos, mas pelo que vi no primeiro tempo, foi uma posse arame liso, muito passe para o lado e pouca penetração (lá ele) na área adversária. No tempo que assisti na etapa inicial, só lembro de uma chegada pela esquerda de Giovani para uma conclusão fraca de Gilberto.



No segundo gol dos caras, nossa defesa estava muito dispersa. Primeiro, inexplicavelmente, Giovani estava muito fechado, deixado Wellington Nem livre na direita, quando ele chegou, foi tarde, e a bola foi cruzada rasteira para o interior da nossa área. LF e Juninho deram um mole da porra e deixaram João Pedro arrematar livre. Na sobra da bola, os dois novamente deram mole e um adversário entrou livre para marcar de cabeça.

A esta altura, eu já tinha visto no zap o inacreditável gol perdido por Élber. Em suma, os 4 lances cruciais da primeira etapa, os gols perdidos pelo Bahia e os gols feitos pelo adversário, mostraram um Bahia desligado, com os jogadores disputando os lances com uma displicência que está longe de ser a marca do Bahia de Roger.

O Bahia voltou para o tudo ou nada. Abandonamos o 4-4-2 e adotamos um suicida 4-2-4. Em 15 minutos, o Bahia criou 7, repito 7, oportunidades de gol. Pelo menos 3 foram claras. Contudo, mais uma vez, nossos atletas não mostraram a concentração e/ou o tesão necessário para enfiar (lá ele), a bola nas redes adversárias. Depois deste início avassalador, mas inefetivo, o Bahia só foi criar uma chance nos acréscimos, mas AK perdeu mais uma.

Derrota merecida, não pelo que o adversário fez, mas pelo o que deixamos de fazer.

É hora de Roger e GB darem uma sacudida no vestiário. Não se pode aceitar que o time perca tanto gol como aconteceu nas duas últimas derrotas. Nossos atletas de frente precisam estar ligados, com 100% de concentração na hora de concluir as jogadas.

Individualmente, quem lê meus posts sabe que há tempos chamo atenção para a queda de rendimento de Gregore, não só na parte ofensiva, o que sempre foi uma deficiência dele. Ontem, ele irritou com vários passes errados por pura falta de atenção. Mas, também na defensiva, seu ponto forte, está chegando atrasado demais e, ao invés de desarmar, só faz falta. 

Também já expressei várias vezes que o trio Gregore, Ronaldo e Flávio está a anos luz do trio original de volantes que tinha Élton e Douglas. Está na hora de subir alguém do sub-23 e colocar para jogar. Ano passado, quando Vinicius já não era mais capaz de fazer o time produzir, EM sacou Ramires do bolso, quem sabe não acontece o mesmo. Roger precisa ousar. 

Na parte ofensiva, AK e Lucca estão muito abaixo do que se esperava deles. Lucca perde bolas de maneira infantil, não cria, se esconde e não faz o que se espera de um atacante que é a conclusão a gol. AK tem demonstrado uma boa qualidade, fecha bem do lado para a área e tem aparecido sempre para concluir, mas conclui mal e perde gols feitos. Fora da área, tem sido um jogador burocrático, sem nenhuma criatividade. Sendo bem sincero, não espero grandes coisas de Marco Antônio, mas é inexplicável não ter uma chance frente ao que vem rendendo AK e Lucca. Vou me abster de falar de Rogério, pois está voltando de contusão. 

Não vou me abster de comentar sobre Guerra. Entendo que ele tem sido importante quando jogamos no 4-2-3-1 com ele centralizado. Mas, tenho de concordar com a torcida que ele pode se entregar mais, demonstrando mais vontade e intensidade na disputa dos lances, parece que está receoso como se estivesse eternamente voltando de contusão. É outro que precisa tomar tenência na vida.

Encerrando, passamos por mais um momento instável na competição e estamos nos complicando na luta pelo G6. Mas, sou um eterno otimista e confio que temos força e camisa para nos recuperar e continuar na briga. BBMP

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