Marca SóBahêa

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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Queimando a língua



No sucesso Vaca Profana, Caetano deu uma sacaneada nos caretas. Hoje foi dia de Roger e o Bahia queimarem a língua dos cornetas. O time ruim, formado por pernas de pau, foi em Porto Alegre e, pela primeira vez, derrotou o Grêmio, semi finalista da libertadores, em seus domínios.



Sábado, boa parte da torcida e da imprensa criticou Roger. Eu fui um desses torcedores. Mas, como dizem, "a vida é um roda gigante, uma hora vc está lá embaixo, na outra lá em cima". Hoje é dia de elogiar e dar boa parte dos méritos do triunfo a nosso treinador.

Este era o quarto jogo entre Bahia e Grêmio no ano. Nos dois últimos, o Bahia entrou com 3 volantes. No de hoje, vindo de 3 resultados adversos, o normal era entrar novamente com esta formação mais fechada e esperar o Grêmio lá atrás. Contudo, Roger ousou, entrou com o contestado Guerra (fez uma boa partida, mas em dois lances mostrou que está sem confiança. Em ambos era bater a gol, mas preferiu o passe), com a marcação alta, e principalmente propondo o jogo quando estava com a bola. Assim foi o primeiro tempo, o Grêmio, surpreso com a formação e postura tricolor, pouco ameaçou nosso arqueiro. Só registrando, nos 10 minutos iniciais só deu Bahia.

No segundo tempo, o Bahia voltou com o freio de mão puxado, o que já tinha ocorrido contra o Athlético e São Paulo, passando a sensação que ia tomar pressão. Mas, com o correr do tempo, fomos controlando o jogo, e num contrataque puxado por Arthur e desperdiçado por Guerra, o adversário viu que não dava para jogar tão aberto, com isto equilibramos o jogo.

Novamente, Roger mostrou que não foi na sua antiga casa para buscar um empate. O normal era tirar Guerra e por Ronaldo para fechar a casinha, mas Roger colocou Marco Antônio, dando velocidade ao nosso ataque.

MA errou o primeiro e o segundo lance, mas no terceiro, mostrou aquilo que o fez conquistar a torcida, partiu para cima da zaga e sofreu o pênalti. Abrindo um parênteses, me lembrei de 88, quando a torcida clamava por Charles  e Evaristo alegava que ele era lento e não o colocava para jogar. Roger argumenta que MA não marca.

Defensivamente, o Bahia foi perfeito. João Pedro anulou Cebolinha e ainda arriscou umas chegadas no ataque; Giovani se limitou a marcar e foi muito bem, anulando quem caiu por ali; a dupla de zaga rebateu tudo; e Gregore enfim voltou a ser aquele cão de guarda que nos acostumamos. Flávio manteve o bom nível que vem apresentando.

Ofensivamente, Élber e Arthur muito bem nas escapadas pelos lados. Gilberto disperso, não foi o jogador decisivo que nos acostumamos ver jogar.

A torcida estava chateada e desconfiada pelos últimos resultados. Mas, hoje foi uma prova que nunca se deve duvidar do Bahia. Agora, recebemos Ceará e Inter (confronto direto pelo G6), não podemos deixar escapar os 6 pontos. BBMP.

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