Marca SóBahêa

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domingo, 2 de agosto de 2020

3x1 foi pouco

PGF engoliu Roger, simples assim. Quem esperava um Ceará atrás esperando o Bahia se surpreendeu com um Ceará que valorizou a posse da bola e procurou o ataque desde o início do jogo. E o Bahia não foi capaz de reagir e tentar se impor no jogo.

Ainda saímos na frente devido a Flávio, disparado nosso melhor jogador em campo, que roubou uma bola no meio campo e achou F20, evoluiu em relação aos últimos jogos, que tocou bem na saída de Pras. Nosso gol não representava o que era o jogo, pois até aquele momento, o goleiro do Vovô era um espectador privilegiado do jogo.

Mas, logo depois, num lance típico de Guto Ferreira, Juninho Capixaba vacilou feio e o Ceará empatou merecidamente. Há quem ache que Anderson falhou no gol, de fato esta interpretação pode ser feita, mas a bola estava no pé de Capixaba, bastava jogar para fora, não precisava tentar sair jogando. De qualquer forma, o gol colocou justiça no placar. 

O primeiro tempo continuou com o Bahia assitindo ao Ceará jogar. Saímos no lucro com o 1x1, pois fomos apáticos demais para quem estava disputando uma final.

O segundo tempo começou mais aberto de lado a lado, mas o Ceará continuava com mais gana e ligado no jogo. Antes do segundo gol deles, cada time chegou uma vez, mas as defesas se safaram. Num jogo de final, quem menos erra, geralmente, leva, e o Bahia insistiu em errar demais. A bola era nossa, JP descia com uma certa tranquilidade pela direita, mas resolveu tocar para Élber e acabou dando a bola para o Ceará que desceu com nosso time desmontado na defesa, a bola saiu da esquerda para direita do ataque deles, no cruzamento, Juninho subiu uma gilete deitada, Cleber se antecipou a LF e venceu Anderson. Mais um gol típico de PGF. Basta lembrar do papel que Gustavo desempenhava em campo no pouco tempo que permaneceu no Bahia.

O Bahia precisava partir para cima, mas não teve capacidade para isto, o time não demonstrava só falta de técnica, mais também jogo coletivo, disposição física e sangue nos olhos para reagir. Ainda vimos o Ceará marcar o terceiro e ficar mais perto do quarto do que o Bahia do segundo.

Quem lê meus textos sabe minha posição sobre Roger Machado, não preciso repetir. Para terça, Roger tem de deixar de lado algumas de suas convicções e se reinventar. Por exemplo, eu começaria com Nino no lugar de JP e Daniel no lugar de Gregore. Também, posicionaria Rodriguinho um pouco mais recuado, do jeito que ele está se posicionando em campo, acaba encaixotado entre os volantes e os zagueiros adversários. Rodriguinho sempre foi mais útil vindo de trás, jogar de costas para a zaga, não é a dele.

Sem dúvida nossas chances de título são pequenas, mas futebol sempre apresenta suas surpresas e o Bahia é capaz de coisas incríveis. É o que nos resta como esperança. Por fim, espero que este jogo sirva para a Diretoria rever alguns conceitos sobre o time e treinador para que nossa vida não se complique lá na frente. Definitivamente ganhar só o Baiano é muito pouco para nosso atual momento.

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