Marca SóBahêa

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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Mais do mesmo

Nunca fui bom de bola, mas sempre joguei meus babas e até arrisquei jogar alguns torneios. Lembro bem de um disputado no SESI do Caminho de Areia. Trabalhava na Metacril, cujo time de society era quase imbatível, ganhava vários torneios. Por esta razão, fomos convidados para disputar um torneio de salão do SESI, como a galera do campo não era chegada à quadra, sobrou vaga para mim e fomos lá heroicamente representar a fábrica. Nos reuníamos 15 minutos antes na porta do ginásio, enquanto vestíamos o uniforme armávamos o time. Na primeira fase foi tudo bem, pegamos uma galera do nosso nível e fomos passando. Já na segunda, enfrentamos times que de fato jogavam salão, aí o bicho pegou, quando eles estavam com a bola, nos limitávamos a correr atrás, mas sem conseguir sequer chegar perto de um deles; quando a bola estava em nosso pé, era sempre dois caras deles marcando um nosso, nunca conseguíamos trocar 3 ou 4 passes e devolvíamos a bola para eles, recomeçando todo o ciclo.

Pois bem, vendo o jogo de ontem, foi exatamente essa a impressão que tive, o Ceará era o time arrumado que treina junto, sabe muito bem o quer e faz isto sem nenhum esforço. Já o Bahia parecia aquela galera que bate baba, sem tática definida, que não tem a menor noção de jogo coletivo, que não consegue trocar 4 passes no campo ofensivo, e acha que só a vontade de jogar vai resolver isto. Fazendo outra comparação, para o Bahia chegar na intermediária adversária fazia um esforço correspondente a subir a Ladeira do Funil numa bicicleta sem marcha e com 4 botijões de gás na garupa. Por seu lado, o Ceará desfilava na orla em uma bicicleta de última geração.

No último texto que fiz, escrevi que o Bahia precisava se reinventar para a final, o que foi também a opinião de 10 em 10 comentaristas que li entre sábado e terça, mas Roger, por sua vez, entendeu que tirar Clayson e botar Rossi, totalmente sem ritmo de jogo, era suficiente. Todos vimos o que aconteceu ontem, mais uma vez o Bahia não viu a cor da bola no meio e não conseguiu criar uma única jogada decente de ataque, fazendo de Pras novamente um espectador privilegiado do baba. O que vimos no segundo tempo foi desespero puro, até entendo a saída de Lucas após a entrada de Nino, colocar Gregore ali para cobrir as constantes subidas de Nino não parece ser tão absurdo, mas colocar 5 atacantes lá na frente com apenas Flávio no meio não foi e nunca será o mais adequado. Enfim, todos viram o que aconteceu, fica repetindo é exercício de masoquismo e não sou chegado a isto.

É terra arrasada? Não. Acabou a temporada? Não. Nada presta? Claro que não. Mas, temos de ser muito enfáticos e duros nas cobranças a Belitani, Victor e Cerri, afinal a perda do título da CNE é mais um fracasso deste trio dentro de campo, agravado pelo péssimo futebol que jogamos. Só peço uma coisa, deixem as campanhas de marketing e as ações afirmativas de fora, vc não pode culpar sua filha que só tira 10, pelo fracasso de seu filho que não quer nada com a hora do Brasil.

Sobre Roger, peço que leiam o que escrevi nos textos listados abaixo, fala dele agora seria bater em cachorro morto e não faço isto.

http://www.sobahea.net/2020/02/prezado-bellintani.html#more



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