Marca SóBahêa

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domingo, 2 de agosto de 2020

Roger ouça Roger Machado

Ainda puto, mas com a cabeça mais fria, resolvi pensar um pouco como o time pode se reinventar em 72h para tentar buscar o tão sonhado, e quase impossível, tetra da CNE. Cheguei a conclusão que é difícil, porém não impossível se recriar em tão pouco tempo, basta Roger copiar Roger Machado no jogo contra a Jacuipense. 

Acompanhe o fio. Já tem tempos que o time principal do Bahia joga com dois jogadores abertos pelo lado, qualquer treinador adversário sabe disto, e os dois últimos que nos enfrentaram foram bem eficientes para nos anular. Ademais, no jogo contra o Ceará perdemos o meio e fomos controlados, por isto é preciso recuperar o domínio deste setor do campo que geralmente decide quem ganha o jogo. Estas seriam minhas premissas básicas supreender o adversário com uma formação sem os dois jogadores abertos e povoar o meio campo para controlar o setor.

Para isto, basta copiar a formação que Roger entrou contra o Jacuipense, naquele jogo ele colocou Ronaldo jogando de primeiro volante e fazendo as vezes o papel de terceiro zagueiro; Jadson fazendo o meio pela direita; Élton fazendo o meio pela esquerda e flutuando por todo o campo; Daniel mais centralizado e encostando nos homens de frente, vindo de trás e chegando de frente para o gol, formando um losango no meio campo; na frente eram apenas Marco Antonio flutuando por todos os lados e Saldanha mais centralizado. 

No jogo de terça, eu entraria com Ronaldo, em melhor momento do que Gregore, para fazer exatamente o mesmo papel: Flávio para fazer o meio pela direita; Daniel para fazer o meio pela esquerda; e Rodriguinho para encostar nos atacantes vindo de frente para o gol, tirando-o do caixote que se encontra atualmente. Na frente, Élber caindo pelos lados e Fernandão de pivô. Para completar, entraria com Nino no lugar de João Pedro, entendo que JP é mais completo que Nino, mas vamos precisar de alguém que imprima velocidade pelos lados incendiando o jogo.

Este time com a bola, atuaria no 3-5-2, meio povoado para diminuir o espaço entre os jogadores e errar menos passes, liberdade para os laterais subirem e muita, muita movimentação nos homens de frente, exceto Fernandão que faria a parede para a chegada dos homens do meio. Sem a bola, defenderiamos no 4-3-2-1, com Elber e Rodriguinho defendendo mais na frente o que facilitaria o contrataque na retomada de bola.

A decisão começa hoje, para isto é preciso poupar Nino, Ronaldo e Daniel, entrando Borel,  Édson e Alesson no time B. Repetiria a formação tática do primeiro jogo, já mostrando ao time A como deverá se distribuir em campo na terça.

Isto posto é preciso dizer que tática ajuda a ganhar o jogo, mas o que ganha mesmo é garra, entrega, sangue nos olhos, fome de vencer, o que vem faltando ao Bahia nos últimos anos na hora de decidir. Foi assim na final da CNE 2018 e na decisão da vaga contra o Grêmio na CB em 2019. Acorda diretoria, chama estes caras na chincha e mostre que para jogar no Bahia o cara tem de honrar o manto deixando a última gota de sangue em campo, mas saindo de lá com o triunfo. É difícil, mas O Bahia já mostrou na sua história que pode. BBMP SEMPRE.

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