Marca SóBahêa

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domingo, 9 de agosto de 2020

TRI, TRI, BAHIA É TRI E FORA ...

Quando se avalia uma política pública, vc deve olhar, dentre outros, três aspectos, a eficiência, a eficácia e a efetividade da implementação da política pública. Fazendo uma análise simplória desses três aspectos na conquista do nosso tricampeonato, concluo que a efetividade foi alta, pois o título, o objetivo final, foi alcançado. Quanto a eficácia, classificaria apenas como mediana, pois nem toda entrega foi realizada, em especial na parte pós-paralisação devido à pandemia, foram 6 jogos nesta volta, com 2 triunfos, 3 empates e 1 derrota, considerando o nível dos adversários, com certeza se esperava um maior número de triunfos. Por fim a eficiência, quando se considera o gasto realizado nas entregas, fomos bem na fase pré-paralisação, o time era barato e as entregas foram realizadas por um custo razoável. Porém, fomos muito mal na fase pós-paralisação, usamos um time caro para entregas apenas razoáveis. Na final então, nossa eficiência foi zero, apenas 2 jogadores nossos ganham juntos por mês bem mais que a folha do Atlético por todo o campeonato ou talvez ano.


Esta introdução serve para mostrar que mesmo sendo daqueles que torcem e vibram até com jogo de palitinho quando um dos participantes está com a camisa do Bahia, não posso considerar normal a forma como ganhamos o Baiano. Estou feliz, sofri e vibrei, em especial nas penalidades, na partida de ontem, mas não posso aceitar o Bahia jogar 3 partidas contra o Carcará e não vencer nenhuma. Ficar mais de 255 minutos, 4h e 15 minutos, sendo 1 hora dessas com 1 jogador a mais, sem marcar um mísero gol na poderosa defesa atleticana. Não quero menosprezar o adversário, pois este jogou de forma leal e usou suas forças da melhor forma possível para nos enfrentar, mas nosso time tinha e sempre terá a obrigação de fazer muito mais. Só lembrando, não vencemos nenhuma das últimas 3 partidas do campeonato, todas em Pituaço. 


O jogo de ontem foi um exemplo claro de que algo precisa urgentemente ser repensado no Bahia. Não tem explicação lógica, tática ou técnica para justificar Saldanha no banco para Fernandão, o moleque está pedindo passagem, ainda está verde, mas se mata em campo, se entrega é disputa toda bola como se fosse o último prato de comida, rendendo e entregando muito mais que Fernandão, voltando ao linguajar técnico do primeiro parágrafo, Saldanha está sendo muito eficiente, eficaz e efetivo do que Fernandão, não pode comer banco, simples assim. 


A apatia do time foi outro ponto que me chama atenção. Só fomos acordar e incomodar o goleiro adversário após está perdendo. Por sinal, o gol do eterno Magno Alves foi um exemplo de como uma defesa não deve se posicionar, revejam o lance e percebam que Magno Alves deve ter ficado uns 20 segundos sozinho na entrada da nossa área, sem ninguém encostar para marcar, só perceberam que ele estava ali quando recebeu a bola, aí já era tarde.


Reitero que estou muito feliz com um TRI depois de 32 anos, nosso título de número 49, o que mostra de forma categórica que a Bahia tem um único dono, e muito satisfeito com o projeto sub 23 que iniciou de forma honrosa está caminhada. Mas, muito preocupado com nosso futuro no ano se esta conquista representar a continuidade de Roger no comando do time. O jogo de ontem foi mais uma prova cabal que seu ciclo acabou no Bahia. Para encerrar, queria ouvir da direção as justificativas que respaldam a manutenção de Roger no comando do time depois de tudo que presenciamos desde o final do ano passado.


Todos passam, o Bahia sempre fica. BBMP SEMPRE

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