Marca SóBahêa

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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Na roda

Cláudio Prates fez o básico, manteve o esquema que empatou com o Inter no Sul, na minha opinião, o melhor esquema de jogo para o Bahia neste momento de instabilidade, e não inventou ao colocar os meninos Édson e Matheus Bahia nas vagas de Ronaldo e Capixaba, respectivamente. Com esta formação, o Bahia começou bem na parte ofensiva, Élber se destacava com boas arrancadas e assistências. Até os 20 minutos, o Bahia acuou o Grêmio e acumulou chances, as duas melhores com Gilberto; na primeira, ele fez o certo e acertou um belo chute, mas Vanderlei fez uma bela defesa; já na segunda, Giba mostrou que a fase não está boa e de dentro da pequena área, sem goleiro, tocou de cabeça por cima do gol. 

Mas, mesmo neste momento de domínio, a parte defensiva do Bahia não agradava. O time marcava de longe e permitia que o meio do Grêmio tocasse a bola com certa tranquilidade. Gregore e Édson, acertadamente escalados por Prates, não se encontravam em campo e nossa zaga estava muito exposta. A situação piorou após o Grêmio marcar o primeiro numa falha de posicionamento da defesa, vejam na imagem que todos os jogadores do Bahia ficam em linha, Alisson posicionado na meia-lua da grande área está sozinho, sem nenhum atleta tricolor por perto. Era para Matheus ter acompanhado, mas o certo mesmo era um dos 3 marcadores do meio ter encostado nele.

 


Depois do gol do Grêmio, o Bahia sentiu muito, o adversário se postou melhor em campo anulando as arrancadas de Élber e o Tricolor ficou perdido em campo. Destaco que mais uma vez, Rodriguinho foi escalado muito próximo de Gilberto, reitero o que falo desde a época de Roger, encaixotado entre os zagueiros e de costas para o gol, o futebol dele cai muito, ele precisa vim mais de trás, de frente para o lance e para o gol. Em suma, Rodriguinho precisa jogar na faixa de campo que Élber vem atuando. Talvez, a necessidade de ajudar na marcação pelos lados, leve aos treinadores escalarem Élber mais recuado e Rodriguinho mais à frente.

 

Sem a bola, e com o Grêmio mais atuante no ataque, a debilidade defensiva do Bahia ficou escancarada, eles tiveram chances de fazer mais uns dois gols e saírem de campo no intervalo com uma vantagem maior. Na volta para o segundo tempo, Prates caiu na armadilha que detona 8 em cada 10 treinadores, achar que a entrada de um atacante no lugar de um volante ia melhorar o time. Não vai, isto é básico, o Bahia perdia o jogo no meio-campo, era ali que precisava de reforço, o Bahia precisava retomar o controle do meio, não colocar mais um atacante isolado em uma das pontas sem ter quem levar a bola até lá. Entendo que ele tinha duas opções melhores, manter Édson e Gregore e reposicionar os dois em campo; ou tirar um dos dois e colocar um dos segundos volantes que estavam no banco, entendo que assim, poderíamos voltar a equilibrar a briga no meio e tentar algo no jogo.

 

Eles ficavam com a bola, mas num lance recuperado por Rossi, Gilberto teve mais uma chance e mais uma vez Vanderlei levou a melhor. Não demorou para o Bahia pagar o preço do buraco deixado na entrada da sua área, Ewerton recebeu livre, invadiu e tocou para Darlan fazer o segundo deles e praticamente bater o último prego em nosso caixão.



Daí para frente, a cada substituição de Prates, o Bahia se desconfigurava mais em campo e aos poucos ia voltando a ser o time de baba que nos caracterizou na fase final da passagem de Roger. Nem mesmo a expulsão de Mateusinho provocada por Élber deu ânimo à equipe tricolor. Rodriguinho ainda achou um chute fantástico de canhota, mas a bola explodiu na trave.


O final do jogo foi melancólico para o Bahia, o Grêmio, literalmente falando, nos colocou na roda, tocava de um lado para o outro, enquanto nossos jogadores corriam atrás da bola, cena patética para nossa apaixonada torcida. Mas, patético do que isto só a atitude covarde de Gregore que entrou de sola propositalmente no joelho do adversário. Enfim, não esperava que Gregore, um ídolo da torcida e desejo de vários times, tivesse um final tão melancólico no Bahia, só me resta lembrar Bel, foi bom, valeu, ADEUS.


Domingo, começamos uma nova vida com técnico recém chegado. Mano era minha escolha e tenho certeza que com ele e com os reforços que devem chegar, o Bahia voltará a mostrar um belo futebol e voltar para a briga pela primeira página da tabela. Triste, chateado, mas jamais entregue, BBMP SEMPRE.

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