Marca SóBahêa

Marca SóBahêa

domingo, 27 de dezembro de 2020

Com água no pescoço

Antes de falar do jogo, vamos falar da efetivação de Dado Cavalcanti como treinador do time principal. Nada contra Dado, até acho que ele tem condições de ser treianador do Bahia no futuro. Contudo, sua efetivação mostra como a diretoria do Bahia está perdida no quesito futebol. Há pouco mais de um mês, Dado foi anunciado com pompa e circunstância como novo coordenador do departamento de futebol, o cara que seria responsável por fazer a transição entre o times da base e o principal. Sua efetivação no time principal mostra que o discurso do Bahia é coerente e inteligente, mas na prática, por causa do desespero, o planejamento do clube está sendo jogado para debaixo do tapete ou sendo deixado de lado, o que dá na mesma coisa. Vacilo grave da DE que em 2020 cometeu alguns erros crassos e que podem nos custar caro.


Isto posto, vamos falar um pouco do jogo. Quando vi a escalação com Rossi e

Alesson previ o pior. Podia ser Clayson e Élber ou Marco António e Fessin, o problema não está nos escolhidos, mas no esquema tático, e a situação ainda se torna mais difícil quando os 6 citados não estão acrescentando nada tecnicamente. O time do Inter não joga com dois caras abertos, jogam com 4 no meio e 2 na frente, logo, esta escalação do Bahia nos deixava em inferioridade numérica no meio-campo, o que permitiu ao Inter dominar o meio os 90 minutos.


Ademais, Dado deixou Gregore mais avançado e Ramires mais recuado. Acho, apenas acho, pois entendo que este posicionamento não deu certo, que Dado queria explorar a força física de Gregore lá na frente, enquanto Ramires jogador mais lento, porém muito mais cerebral, jogaria numa zona mais vazia do campo armando o time. Gregore até que chegou algumas vezes lá na frente, mas faltou qualidade na conclusão das jogadas. E Ramires, na única oportunidade que teve no primeiro tempo deixou Rossi na cara do gol, mas Rossi bateu em cima do goleiro. Na única bola que Ramires pegou próximo da área adversária, ele foi letal e mostrou que tem de jogar por ali.


As questões táticas e técnicas são importantes e decidem os jogos, mas de nada adiantam se o Bahia continuar com este espírito de derrotado que vem entrando nos jogos. O time entra cabisbaixo e no primeiro ataque adversário já desmorona psicologicamente. Até acho que não falta vontade, mas falta confiança, sem ela, os erros se sucedem e entregamos de mão beijada o jogo para o adversário.  O posicionamento da nossa defesa no segundo tempo demonstra que a fraqueza psicológica leva a desatenção, se não fosse Douglas, era 6x1.


Enfim, acho que a primeira providência é mudar o esquema de jogo, eu entraria na próxima partida com Ronaldo, Édson, Daniel e Ramires pelo meio, ganharíamos muito em qualidade no toque de bola com Daniel e Ramires na armação, enquanto os outros dois carregariam o piano. E na frente, Thiago e Gilberto. Sou contra colocar moleque do sub 20 na fogueira, mas Tiago é o único atacante de lado do elenco que sabe fazer gol, então arriscaria neste momento que estamos em risco eminente de queda.


Sempre acreditei e escrevi várias vezes aqui que nossa luta era pelo G10, errei feio, hoje, nossa luta é pelo G16, mas vejo um clube se esforçando muito para estar no Z4

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Prezados leitores, todos os comentários são bem vindos e enriquecerão as discussões. Entretanto, solicito moderação, evitando termos agressivos e acusações sobre jogadores, comissão técnica e direção do Esquadrão.
Solicito também respeito aos demais leitores, não sendo permitido postar xingamentos.
Os comentários que não atenderem as recomendações acima não serão aprovados.