Marca SóBahêa

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Saindo da caixinha

No último post, conclui escalando o Bahia no esquema usualmente utilizado por Mano, mas fiz uma provocação dizendo que este não seria meu esquema, para não deixar o texto inacabado, resolvi fazer este texto para explicar como jogaria. Para melhor compreensão, farei uma breve retrospectiva.

 

O Bahia de Guto, o que subiu em 16, jogava com no 4-2-3-1, Edson e Juninho eram os volantes; Victor Rangel (Misael ou Wesley Natan), Régis (Cajá) e Edgar Júnio; e Hernane na frente. Era um time que superava sua dificuldade de criação e marcou época ao ganhar todos os jogos em casa no segundo turno da B. Mas, o grande diferencial deste time era EJ, um jogador que não tinha força física para recompor defensivamente, mas que tinha uma grande capacidade de fechar na diagonal, fazendo o segundo 9 na área e marcando gols decisivos como os 2 contra a Luverdense fora de casa. O grande Bahia de Guto, o campeão da Lampions, foi montado por acaso, pois Hernane quebrou a perna e Gustagol foi expulso no BaVi da ida da semi, assim EJ foi deslocado para o meio e  marcou época no Bahia. 

O melhor momento de Roger no Bahia foi quando ele aramava o time no 4-3-3 com Gregore, Élton e Douglas Augusto; Arthur, Gilberto e Élber. Com a casinha fechada e contando com a velocidade de Arthur no contrataque, eliminamos de forma merecida o São Paulo nas oitavas e fizemos um duelo equilibrado com o Grêmio nas quartas da Copa do Brasil. Com a contusão de Élton e a saída de Douglas, Róger se perdeu e passou a alternar escalações, escolhendo a 4-2-3-1 como a principal, era Gregore e Flávio; Arthur, Guerra e Élber; Gilberto. Sabemos bem o que deu esta escalação no segundo turno da A de 19 e no início de 20. 

Na sua chegada, Mano flertou em alguns momentos com um esquema diferente, mas logo voltou para o malfadado 4-2-3-1, mas será que não temos opções no elenco para tentar algo diferente? Será que não enxergamos que nossos 6 atacantes de lado não estão dando conta do recado? 

Gosto deste esquema quando Élber está num bom dia e fecha pelo meio para quebrar linhas, mas na maioria das vezes vemos os dois caras de lado fixos nas pontas, aqui cabe um especial destaque para Rossi que não fecha nem com reza braba, e o meio sempre em menor número do que o do adversário sendo facilmente dominado. 

Eu montaria o Bahia num 4-3-1-2, meu time seria Douglas, Nino (por falta de opção), Lucas, Juninho e Matheus Bahia; Ronaldo, Gregore e Capixaba; Daniel; Gilberto e Rossi (Rodriguinho ou Gabriel Novaes). Explicando melhor, me inspirei para montar este time em experiências anteriores do Bahia – Doriva na final do Baiano em 16 colocou João Paulo Gomes como meia e surpreendeu o Vice, não fomos campeões por causa de Vuaden; Roger nos 3x0 contra o Flamídia de Jorge Jesus entrou com Geovani Augusto no meio, e sabemos qual foi o resultado; e o próprio Róger em vários momentos escalou João Pedro na meia -; e no Inter de Coudet, o qual tem Lindoso de primeiro volante; Edemílson e Patrick de volntes/meias pelos lados; Boschilla como meia centralizado; e lá na frente Guerreiro e Thiago Galhardo.

Assim, eu jogaria com Ronaldo centralizado como primeiro volante; Gregore e Capixaba como meias/volantes pelos lados (Ramon poderia ser uma opção, mas falta a ele profundidade nas jogadas); Daniel na armação mais centralizado; lá na frente, Gilberto teria lugar cativo e ao seu lado jogaria Rossi quando fosse um jogo no qual o Bahia precisasse de um contrataque rápido, caso do jogo de amanhã contra o Palmeiras; Gabriel Novaes nos jogos que precisamos marcar gols e o adversário já mostrou ter uma defesa frágil, caso do jogo de quarta contra o DyJ, ou Rodriguinho quando fosse preciso segurar mais a bola. 

Nas condições normais, com todos os atletas em forma, eu recuaria Gregore para primeiro volante, colocando Elias pela direita; e entraria com Rodriguinho no lugar de Daniel. Mas, como já constatamos, Rodriguinho e Elias estão longe da forma física mínima para a prática do futebol.

Em suma, não sei se esta escalação daria certo, mas não custa nada tentar, já que o manjado 4-2-3-1 já vem dando errado há muito tempo por aqui.


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