Marca SóBahêa

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domingo, 7 de março de 2021

Deu ruim

 A derrota dos aspirantes no Baiano e o empate do principal na CNE fizeram ressurgir na cabeça do torcedor velhos fantasmas que insistem em nos assombrar desde 19, quando fomos desclassificados na primeira fase da CNE. 

Os roteiros dos dois jogos foram bem parecidos, o Bahia começou morno, mas impôs sua melhor qualidade técnica e perdeu gols, na sequência é castigado com um gol do adversário que se tranca e cozinha o tricolor até o final da primeira etapa. Na etapa final, o Bahia se enche de atacante, mas é incapaz de incomodar o goleiro adversário ou de criar chances claras de gol.


Os dois jogos servem para se tirar lições bem parecidas e que precisam ser assimiladas pelo departamento de futebol do Bahia. Em primeiro lugar, um time cheio de atacante não significa um time ofensivo. Segundo, o time precisa jogar mais compactado, com distância mínima entre as linhas, não dá para a defesa ficar na Ribeira, o meio na Barra e o ataque em Itapuã, o que força passes longos quase sempre interceptados pelos adversários. Terceiro, seja qual for o esquema usado, precisamos qualificar nosso meio campo, nos dois jogos ficou evidente a nossa incapacidade de sair com qualidade lá de trás e de criar lá na frente, volantes de qualidade e capazes de jogar de área-a-área precisam chegar o quanto antes. Quarto, em especial no time principal, precisamos de atacantes de beiradas com maior qualidade no um contra um. Nada contra o menino Alesson, entra e deixa a vida em campo, mas não é com ele que vamos quebrar uma defesa fechada, isto ficou mais que evidente ontem. Quinto, é preciso mais concentração na conclusão a gol, se tivéssemos feito as chances que surgiram no início das partidas, a realidade seria outra em ambos os jogos.


A lista acima não é extensiva, fiz apenas um breve resumo das nossas deficiências escancaradas nos últimos dois jogos. Claro que cada torcedor tem a sua e pode concordar ou não com a minha.


No cenário atual, nossos dois times precisam jogar no 5-3-2 independentemente de quem for o adversário, como expliquei no post anterior, este esquema pode sim ser ofensivo bastando para isto subir ou descer mais as linhas e o volante que joga entre os zagueiros. Defendo este esquema por duas premissas que entendo como básicas no futebol, o time tem de ter equilíbrio entre suas linhas e no futebol, na maioria das vezes, ganha quem vence a batalha do meio campo.


Como tudo tem dois lados, o positivo do resultado de ontem é deixar muito mais claro do que já estava que precisamos qualificar mais o grupo se quisermos brigar por títulos em 21 e que o esquema com 2 atacantes de beirada só pode voltar a ser usado se chegarem novos jogadores com qualidade para romper a linha de defesa adversária. Outro ponto positivo foi a qualidade no chute de fora da área no sub-23 em especial de Bruno Camilo e Daniel Guedes, podendo ser este um caminho interessante para espaçar a defesa adversária.


Enfim, que surjam novos Patrick de Lucca na nossa base.

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