Marca SóBahêa

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domingo, 9 de maio de 2021

O MAIOR DO NORDESTE VOLTOU: Ceará 1 x 2 Bahia

Em 1959, o Bahia venceu o Santos de Pelé na terceira partida, em pleno Maracanã, e se sagrou o primeiro campeão nacional, antes tínhamos eliminados, também em três partidas, o Ceará e o Vasco. Na década de 70, o esquadrão composto por Sapatão, Baiaco, Douglas Fito, Jesum e Beijoca, dentre outros, ganhou nove em 10 campeonatos baianos, com direito a um hepta. Em 81, perdemos de 4x0 para o Santa de Dadá no jogo do turno, no returno era preciso ganhar de 5x0, e o Bahia comandado por Léo Oliveira e com uma atuação de gala do gênio Gílson Gênio fez os 5x0 que precisava. Em 88, enfrentamos na semi e final do Brasileiro dois times que tinham nos imposto duas sapecadas por 3x0, empatamos fora e ganhamos em casa, nos tornando campeões brasileiros. Em 94, Raudinei fez valer a mística tricolor e marcou aos 46 do segundo tempo do clássico, nos dando o bicampeonato estadual.


Os fatos acima estão acompanhados de milhares de outros na gloriosa história tricolor. Ontem, no Castelão, escrevemos mais um capítulo desta fantástica história. Tudo era favorável ao Vovô, jogavam em casa, estavam invictos e tinham o restropecto recente a seu favor, mas o Esquadrão de Aço não tomou conhecimento de nada disto e trouxe a taça para o CT Evaristo Macedo.


A trajetória do Bahia nesta Lampions foi marcada por altos e baixos. Começando pelos baixos, o empate com o Belo em Pituaço, e as derrotas fora de casa para o Rival, CSA e Fortaleza acenderam o sinal amarelo e despertaram a ira da torcida que, com uma certa dose de razão, foi impiedosa nas críticas ao time. Contudo, por outro lado, é inegável reconhecer que as goleadas no Sport, Altos e CRB mostravam um time em crescimento e com uma vontade enorme de ganhar e marcar gols, diferente de outros anos que nos contentávamos com triunfos magros. A semi contra o Fortaleza foi uma prova desse crescimento, ganhamos nos pênaltis é verdade, mas fomos superiores durante toda a partida.



Veio a primeira partida da final, e velhos fantasmas apareceram. Numa partida extremamente equilibrada, fomos derrotados no último lance numa falta que desviou na barreira. Aí foi suficiente para os profetas do Apocalípse aparecerem e decretarem o Ceará tri campeão invicto do NE, os mais extremados chegaram até duvidar que o Bahia é o MAIOR DO NORDESTE, jogando no lixo toda nossa história.


O Vovô cometeu um erro grave, colocou a terceira estrela na camisa antes da hora, isto despertou e uniu a torcida tricolor, ontem, como há muito tempo eu não via, a energia positiva e o otimismo deram o tom nos grupos e nas redes sociais. E como sempre falo, quando nossa torcida está em sintonia com o time, ninguém para o Esquadrão e nos vence em vibração. Mesmo à distância, empurramos o time para mais um glorioso capítulo da sua história.


Sobre o jogo, Dado, o Fraco, foi preciso ao colocar Jonas no lugar de Patrick, é fato que perdemos muito na saída de bola, o que sacrificou Daniel, já que Tachiano pouco ajudou neste quesito, mas Jonas foi um leão na cabeça da área e impediu que Mendoza e Vina se criassem por ali. Foi mais uma partida equilibrada e tivemos as melhores chances, Matheus Teixeira foi muito pouco exigido, enquanto Richard teve de fazer uns milagres do outro lado.


No segundo tempo, enfim o VAR marcou um lance a nosso favor contra eles, e Rodriguinho, assumindo o papel que sempre lhe coube, o de referência técnica da equipe, bateu bem o pênalti e colocou o Bahia na frente. Este gol desnorteou o Ceará que veio para cima de qualquer jeito, Matheus, aquele que tem Bahia no nome, arrancou pela esquerda, tocou para Rodriguinho que achou Giba pela direita, nosso matador cortou para dentro e bateu de esquerda no canto direito do goleiro, calando aqueles que duvidavam da sua capacidade em finais. Abro um parênteses para mandar um especial CHUPA para os FDP que foram no Instagram xingar na foto da filha do cara.


O Ceará partiu para o tudo ou nada, e num vacilo da nossa zaga, eles diminuíram, na única oportunidade de gol que tiveram em todo o jogo. Nos pênaltis brilhou a estrela de Matheus Teixeira e Rodriguinho, Galdezani, Lucas e Conti fizeram os gols do Tricolor.


Não foi uma exibição exemplar, mas foi mais que suficiente para provar que nos 180 minutos fomos superiores ao adversário e merecemos levantar a taça.


Em suma, mais um capítulo da nossa gloriosa história foi escrito, hoje a Bahia está feliz pelo Bahêa e podemos gritar aos quatro cantos O MAIOR DO NORDESTE VOLTOU.

Um comentário:

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