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segunda-feira, 5 de julho de 2021

O Bahia de Gilberto: Chapecoense 0 x 2 Bahia

Na NBA, liga de basquete norte-americana, todo grande time tem seu homem de referência, jogador acima da média a quem cabe decidir a maioria dos jogos e conduzir o time nas grandes conquistas. Todos têm o número da camisa aposentado e os mais especiais viram sobrenomes dos times, assim temos o Chicago de Jordan, o Lakers de Magic, o Boston de Bird, o Cleveland de LeBron e o Lakers de Kobe, dentre outros.

No futebol, vários jogadores também possuem esta honraria, quem nunca ouviu falar da Holanda de Cruyff ou da Argentina de Maradona? No território nacional estão irmortalizados o Flamengo de Zico, o Inter de Falcão, o Corinthians de Sócrates, o Atlético de Reinaldo, dentre outros. Obviamente, nenhum dos atletas citados ganharam nada sozinho, mas sem dúvidas são justos representantes de suas fortes e vencedoras equipes.

Esta introdução toda é só para justificar que estamos presenciando a história no Bahia, não duvido que no médio prazo, este Bahia do final da segunda década do século XXI seja conhecido como o Bahia de Gilberto. O Bahia está longe de ser um time vencedor e de marcar época como os citados, e Giba está longe de ser um fenômeno como os jogadores que representam essas equipes, mas o cara resolve e é o que devemos cobrar dele. Vem sendo assim desde sua chegada, com um gol logo na estreia contra a Chapecoense. Claro que teve seus momentos de secas, tem suas deficiências e até perdeu gols que machucaram a Nação, inclusive algumas penalidades, mas não tem como negar a entrega do cara e sua precisão e frieza para marcar, não por acaso, ultrapassou Douglas, para muitos o maior jogador da história do Esquadrão, na nossa artilharia em campeonatos nacionais. Falta a Gilberto o carisma dos grandes ídolos, e infelizmente, não vejo nele muito esforço para compensar isto.

Ontem, mais uma vez, ele deu prova que é fundamental, o Bahia dominava a frágil Chapecoense, mas encontrava dificuldades para criar e concluía mal as poucas chances criadas. Rodriguinho e Thony Anderson se revezavam na de Giba, mas o gol não saía. Com menos de 10 minutos em campo, Giba aproveitou uma rebatida errada da defesa adversária e abriu o marcador com um belo chute, se não me engano, era a segunda ou terceira vez que tocava na bola. Logo em seguida, ele se desloca na área, aponta para Nino que o cruzamento deveria ser na frente do zagueiro e se antecipa, na sobra Rodriguinho empurra para dentro. Em suma, em 2 das suas 3 primeiras participações no jogo, o Bahia fez 2 gols e garantiu um importante triunfo. Felizmente, esta não foi a primeira vez que isto aconteceu e espero não ser a última.



Voltando à NBA, Jordan tinha ao seu lado Pipen, Magic tinha Karin Abdu Jaba, e LeBron tinha Kyrie Irving, jogadores também acima da média que complementavam o grande astro. O Bahia já teve suas duplas de áreas inesquecíveis, qual tricolor não se lembra de Douglas e Beijoca; Bobô e Adão; Luís Henrique e Charles; e Robgol e Nonato? Agora temos Rodriguinho e Gilberto, me desculpem os críticos, mas esta dupla é muito diferenciada, e o resto do time tem sim de jogar para os dois decidirem, foi assim na final da CNE. OS dois juntos já marcaram aproximadamente 25 gols na temporada, se contarmos as assistências, passa fácil de 30 gols que contaram com a participação dos caras. E aí é que entra Dado, nosso treinador tem realmente de dosar e poupar os caras, para usá-los sempre próximos dos 100%, ái está a chave entre o sucesso e o fracasso tricolor na A 2021.



Por fim, futebol é coletivo e o time é formado por 11 jogadores, entendo que parte dos nossos coadjuvantes está dando conta do recado, destaque para Matheus Teixeira, Nino, Conti e Juninho na zaga; Daniel no meio; e Rossi no ataque. Os demais ainda estão um nível abaixo e precisam melhorar. assim, muito se fala que o Bahia precisa contratar lateral esquerdo e reservas para Giba e Rossi, mas entendo que as principais contratações para o Bahia hoje seriam no meio, precisamos urgentemente de jogadores para revezar na titularidade com Thaciano, some em boa parte das partidas, e de um substituto para Daniel, o motor do nosso time.

Ontem, quebramos de cara três maldições, a de não ganhar entre a 8ª-11ª; a de não ganhar em Chapecó; e a dos times verdes, que venha o Juventude. BBMP


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